sexta-feira, 28 de abril de 2017

Detalhes importantes sobre a família de Allan Kardec, por Paulo Henrique Figueiredo


O pesquisador espírita Paulo Henrique de Figueiredo nos apresenta um aspecto pouco explorado, inclusive pelos espíritas, mas que, pela exposição feita por este pesquisador, revela-se bastante interessante para compreendermos melhor a trajetória de Allan Kardec. E que aspecto é esse de que falamos? É o das origens da família do Codificador Espírita.

Através de seu apanhado histórico, Paulo Henrique de Figueiredo vai nos dizer que Kardec já trazia em si uma herança moral e cultural, especialmente influenciada por seus pais e avós maternos, condizente e, de certa maneira, preparatória para sua missão de Codificar o Espiritismo, sob valores de liberdade, igualdade e fraternidade — valores esses que compunha o lema original da Revolução Francesa, campanha na qual estavam inseridos os antecedentes de Kardec.

Esses detalhes importantes sobre a família de Allan Kardec foram publicados por Paulo Henrique de Figueiredo em seu livro Revolução Espírita - a teoria esquecida de Allan Kardec e pincelada no programa homônimo gravada com o autor pela produção da TV Mundo Maior, em duas edições: "A família de Kardec" e "Jeane, uma mulher de fibra", que você pode acompanhar pelas janelas a seguir:

"A família de Kardec" - parte 1


Parte 2


Parte 3


"Jeane, uma mulher de fibra" - parte 1


Parte 2


Parte 3



Saiba mais sobre o projeto Revolução Espírita de Paulo Henrique de Figueiredo.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Aviso



Programa Evangelho no Lar Onine


Nesta quinta-feira, às 20h (hora de Brasília), tem mais uma edição ao vivo do Programa Evangelho no Lar Onlineo nosso encontro familiar com Jesus e toda a espiritualidade, para um momento de reflexão, aprendizagem e confraternização espiritual em torno da Boa Nova trazida pelo Mestre de Nazaré, à luz do Espiritismo.

As videotransmissões são feitas ao vivo via YouTube e você pode acompanhá-las pelo link do YouTube Live, pela página inicial do nosso Portal Luz Espírita.

Participe conosco e nos ajude na divulgação.

Calendário Histórico Espírita


Anastasio García López (Ledaña, Espanha, 27 de abril de 1823 - Sevilha, Espanha, 1 de maio de 1897) foi um renomado médico, filósofo e político espanhol, além de grande propagandista da Doutrina Espírita na Espanha, pelo que é lembrado como "Fiel escudeiro de Kardec". Além de vários artigos de sucesso, seu livro Exposição e Defesa das Verdades Fundamentais do Espiritismo é considerado um clássico da literatura espírita internacional.

Ver mais eventos em


terça-feira, 25 de abril de 2017

Videopalestra "Hoje eu deixo o Brasil, graças a Deus!/' com Rossandro Klingjey


Num dos momentos muitos conturbados do cenário político brasileiro (se não o mais conturbado de todos), como estamos vivendo na atualidade, e, naturalmente, com reflexos para todos os campos que envolve a nossa vida social no Brasil, o educador e palestrante espírita paraibano Rossandro Klingjey nos propõe uma reflexão acerca de experiências colhidas acerca do comportamento de nossa gente, sob ótica exterior, vista por pessoas de fora, especialmente focando num episódio que se define por uma frase que intitula esta palestra "Hoje eu deixo o Brasil, graças a Deus!".

Rossandro Klinjey é palestrante e escritor, Psicólogo Clínico e Mestre em Saúde Coletiva. Durante mais de 10 anos atuou como professor universitário, e foi a partir dessa experiência que passou a se dedicar à atividade de palestrante. Muito requisitado no meio espírita em função do link, que ele faz com competência, entre os temas de seu ofício (educação e psicologia) com a visão doutrinária espírita, traçando assim reflexões práticas para nosso cotidiano.

Desta feita, convidamos a todos para essa reflexão: "Hoje eu deixo o Brasil, graças a Deus!" com Rossandro Klinjey.


Página de Rossandro Klinjey.

Se você gostou, curta e compartilhe!

quinta-feira, 20 de abril de 2017

A questão Roustaing


Essa é uma das grandes controvérsias que envolve a Doutrina Espírita, isso desde os primórdios do Espiritismo na França, mas que respingou em outros lugares onde a codificação kardequiana achou espaço para se desenvolver, inclusive aqui no Brasil: "A questão Roustaing".

Em terras brasileiras o "problema" básico é que, segundo algumas fontes, a instituição espírita mais influente – a Federação Espírita Brasileira (FEB) –surgiu a partir de ideários tanto espíritas quanto roustainguistas, inclusive, tendo sido seu estatuto formulado com a orientação de, além das obras básicas de Allan Kardec, estudar a obra Os Quatro Evangelhos de Jean-Baptiste Roustaing, e isso já no seu primeiro artigo, dando a entender que a FEB, além de espírita, se fundamenta no chamado Roustainguismo.


E já é tradição essa questão ganhar novo fôlego sempre que a FEB troca de diretoria, fazendo crescer a expectativa de o novo presidente e sua diretoria dê um parecer definitivo sobre a polêmica, como no caso da ascensão de Jorge Goldinho à presidência da instituição, ocorrida em 2015. A exemplo disso, podemos conferir a entrevista do pesquisador espírita Jorge Hessen com o presidente da FEB, conforme publicação do site A Luz na Mente (ver aqui).

Motivada por essa tradição, temos como outro exemplo uma carta aberta dirigida ao presidente febiano, assinada por José Sola, dirigente da Instituição Beneficente José de Mococa (Parque Bristol, São Paulo Capital) que aqui reproduzimos:

Senhor Jorge Godinho, Presidente da Federação Espirita Brasileira,
Senhor presidente, estou lhe enviando uma nova missiva, expondo incontida indignação, cingido pelos sentimentos de inúmeros confrades e líderes espiritas, a respeito da infeliz intensão dos diretores dessa instituição, incluindo vossa senhoria, de republicar as controversas obras de Jean-Baptiste Roustaing, em homenagem aos cento e cinquenta anos de lançamento das obras do referido autor.
A encaminho para V. Sa., tanto quanto para a diretoria dessa conceituada instituição, na esperança de obter resposta, e eu entendo de que pelo menos V.Sa. deveria me contestar, pois somos irmãos de ideal, e V.Sa. como presidente da FEB, deveria oferecer-me atenção, não porque eu me sinta com privilégios para tal , mas porque este é um direito de qualquer espírita, e é ainda uma postura de dignidade apresentada da parte do dirigente dessa respeitável instituição.
E já estamos informados de que a clausula pétrea criada pelos roustainguistas, vinculando o rustenismo ao espiritismo foi modificada, e para desvincularmos o roustanguismos do espiritismo, só depende de sua boa vontade.
E eu acredito que você é uma pessoa idônea, digna e responsável, então me demoro no aguardo de que essas suas virtudes, essa atitude indigna e desrespeitosa mesmo, pois os roustanguistas pretendem indebitamente se apossar da doutrina, e inserir dogmas que afrontam o espiritismo e seu codificador.
Justificarei porque tal atitude é desrespeitosa, pois Os Quatros Evangelhos importa o signo do improfícuo misticismo, organizada por espíritos falazes, pseudo sábios, mistificadores, que não se acabrunharam diante de suas intenções maléficas, e utilizaram mesmo, o nome venerando dos apóstolos; mas indago, será que os apóstolos de Jesus, se demorariam contrários a Kardec? Recordemos que o mesmo demoliu de forma lógica e racional os dogmas das religiões ortodoxas, consoante consta na obra O Céu e Inferno, os supostos apóstolos retificaram o que disse Kardec entronizando outra vez esses dogmas?
Apresentarei alguns tópicos absurdos dessa obra, isto é logico, para começar, pois vou continuar dialogando com V.Sa. e estaremos extrapolando essa mística juntos, vejamos.
“Mas, não o esqueçais: todo aquele que reveste a carne e sofre, como vós, a encarnação material humana – é falível.” (pág. 166). O que nos apresenta o espírito nestas palavras, é que se Jesus tivesse tido um corpo material como o nosso, estaria sujeito às dores e a todas as necessidades físicas que o mesmo nos impõe, isto é, seria falível.
Mas se Jesus não houvesse tido um corpo de matéria como o nosso, não teria porque alimentar-se, e isto ele o fez, pois jamais tivemos da parte de seus discípulos, uma informação de que ele houvesse deixado de viver tal necessidade, se esta informação fosse verdadeira, os discípulos o teriam relatado, pois conviveram com o Mestre até o momento de sua crucificação, e nenhum deles apresenta a menor citação deste acontecimento incomum. Antes do momento de sua prisão, Ele e seus discípulos cearam, sendo que Judas estava ausente, e este momento foi descrito pelos seus discípulos, e nenhum deles narra o fato de ele não haver participado da ceia, e não o apresentam em nenhum momento.
Outra coisa, Jesus nunca entrou num compartimento que se demorasse de porta fechada sem abri-la enquanto esteve encarnado, acredito mesmo que lhe fosse possível através da faculdade de efeitos físicos, pois Ele possuía esta mediunidade a ponto de haver permitido a materialização de Moisés e Elias no monte Tabor.
Não esquecendo ainda de que a médium de efeitos físicos D’Esperance, quando se demorava em trabalho de materialização, conforme narrado, por Denis, Aksakof, e outros experimentadores da época, desmaterializava o corpo físico, cedendo ao espirito materializante, não apenas o ectoplasma, mas também as células físicas.
Os experimentadores entravam na cabine e encontravam a poltrona vazia, enquanto que a médium havia sido atada pelos braços e pelas pernas, e mais lhe haviam passado pelos orifícios do ouvido, um cordão de nylon prendendo-o nos braços da poltrona selando esses laços com cera, isto nos diz de que a médium não teria como ausentar-se pelos métodos comuns, e isto corroborava a desmaterialização da médium.
Isto digo para lembrar de que se Jesus desejasse poderia realizar esta façanha, mas nunca o fez, deixou sempre bem claro de que era um ser encarnado que se alimentava, abria as portas para ingressar nos aposentos, e embora jamais haja vivido as nossas vicissitudes, mas sem duvida alguma, viveu as nossas necessidades. Ele realmente foi infalível na sua condição espiritual, pois já havia suplantado todos os vícios e paixões, e como aprendemos em doutrina espirita, ninguém pode dar daquilo que não tem, então em sua passagem pela Terra e só apresentou amor, luz, e vida, pois é o que possuía, e possui, em seu Espirito glorioso.
Mas não foi apenas neste tópico desta obra infeliz que Roustaing faz referencias a haver Jesus sido um agênere, um ser imaterial, que representava haver reencarnado, mas que tudo não passava de uma representação vou apresentar outra informação insustentável e mística da parte desses espíritos, vejamos:
“Quando Maria, sendo Jesus, na aparência, pequenino, lhe dava o seio – o leite era desviado pelos Espíritos superiores que o cercavam, de um modo bem simples: em vez de ser sorvido pelo “menino”, que dele não precisava, era restituído à massa do sangue por uma ação fluídica, que se exercia sobre Maria, inconsciente dela.” (1º vol, pág. 243).
“Os Espíritos superiores que o cercavam em número, para vós, incalculável, todos submissos à sua vontade, seus dedicados auxiliares, faziam desaparecer os alimentos que lhe eram apresentados e que não tinha para ele utilidade. Aqueles Espíritos os subtraiam da vista dos homens, de modo a lhes causar completa ilusão, à medida que parecia ser ingeridos por Jesus, cobrindo-os, para esse fim, de fluidos que os tornavam invisíveis. ” (1º vol, págs. 262/263).
Interessante é que somos informados que todos os espíritos que o cercavam, eram submissos a sua vontade, seus dedicados auxiliares, e questionamos; qual era a necessidade de tantos espíritos superiores? Não poderia ele mesmo executar esse trabalho, uma vez que tinha esse poder?
Enquanto sua estadia na Terra, o mestre nunca se utilizou da intervenção de espíritos superiores para a realização das curas que praticava, quando se reportava ao poder divino, este sempre se dirigia diretamente a Deus.
E mais, denigrem a imagem virtuosa de Maria, mãe de Jesus. Os falsos evangelistas a denigrem, taxando-a de ignorante das leis materiais (vol. 1 de pág. 202); “... alegando que esta teve completa ilusão do parto e da maternidade” (vol. 1 de pág. 196); “... cumpria muito pouco dos deveres que a maternidade impõe às mulheres” (vol. 1 de pág. 246).
Os aleivosos “discípulos do Mestre” relatam que a gravidez de Maria foi aparente e dão uma informação científica que prima pela infantilidade, desconhecendo inteiramente o mecanismo fisiológico de uma gravides”...
Pela ação dos fluidos empregados, o mênstruo parou durante o tempo preciso de uma gestação, contribuindo este fato para a aparência da gravidez, pela intumescência e pelos incômodos ocasionados”. Aliás, os “evangelistas”, que ditaram “A Revelação da Revelação”, desconhecem mesmo a fisiologia humana, desde que igualmente afirmaram: “O que entra no homem vai aos intestinos e daí para o lugar secreto” (pág. 557, vol. 4). E é essa mística grassa que infelizmente ainda é divulgada em nossa doutrina, lastimavelmente, pois as incongruências filosóficas e cientificas são absurdas.
E mais, nos informam de que Jesus na infância, “gostava da solidão e seus hábitos eram tidos por quase selvagens, visto não conviver com os meninos de sua idade” (pág. 246, vol. 1). Que brutalidade! O amado Mestre, Espírito puro por excelência, depreciado e desrespeitado mais uma vez pelas entidades mistificadoras, ante Cristo, que compõe a falange roustainguista. Os Espíritos trevosos, juntamente com o Sr. Roustaing, conseguiram até mesmo menoscabar a figura poética da “Rosa de Sarom” (“Lírios do Campo”), tentando tornar vil, desprezível, a bela imagem inspirada pelo Cristo, falando do amparo divino: “... nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles”, Mateus 6: 28-29, dizendo que os lírios eram habitat de larvas constituídas de substâncias humanas, “que rastejam ou antes deslizam, tendo os membros, por assim dizer, em estado latente”, encarnação de “anjos decaídos”, Espíritos superiores que sofreram processo de retrogradação espiritual, que faliram por terem se transviado pelo orgulho, quando já estavam trabalhando na constituição de planetas (vol.1 de pág. 313). Quanta insânia! É senhor Godinho, como é que vamos esclarecer esta “revelação” mística como se demora?
Sendo o espiritismo uma doutrina lógica e racional, como adicionar um misticismo dessa monta ao mesmo, sem adulterar lhe o postulado? O que Roustaing nos apresenta em sua obra, nos diz de que Jesus não passou de um homem mentiroso e mistificador, pois passou pela vida desde a infância, enganando-nos, não necessitava de alimento, então fingia mamar, até então não teve culpa, pois foi à mamãe e os espíritos superiores que se detiveram a desviar o leite, iludindo a Humanidade. Mas o garotinho foi crescendo e continuou a enganar, agora já sabia o que estava a fazer, engava o pai, fingindo trabalhar, tornou se homem e continuou a fingir, então fingia alimentar-se, mas não parou nisto. Foi preso e foi crucificado, sendo pregado na cruz, e o pior é que um corpo energético se permitiu pregar pelas mãos, e ainda mais cruel de toda esta farsa, é que ele fez com que seu sangue fosse derramado, pelas mãos e pela cabeça, quando lhe colocaram a coroa de espinhos, tanto quanto quando lhe cravaram as cravas nas mãos e nos pés.
Senhor Godinho, estes apontamentos de Roustaing transformam Jesus em um farsante, pois conforme as informações apresentadas no evangelho, nosso Mestre sofreu ao ser pregado na Cruz do Calvário, mas conforme nos foi informado pelo autor dos Quatro Evangelhos, o corpo de Jesus era fluídico, então tudo isto não passou de uma representação, e o que é pior, mentirosa.
Senhor Godinho o Roustaing não deixa de corromper apenas a lógica do espiritismo, que Allan Kardec nos pediu com tanto ênfase a conservássemos, e que estas nos fossem o paramento de análise do que ouvimos dos homens e dos espíritos, mas corrompe ainda e também a verdade, apresentando-nos um Jesus místico e mentiroso que passou pela vida engando a humanidade.
Meu amigo, esta obra escrita por Roustaing valida o dogma católico de Niceia o do à imaculada Conceição, e o que é pior, procura transformar este dogma em uma verdade, utilizando-se do espiritismo, da mediunidade, e como já dito do nome venerável dos apóstolos. O senhor pode negar Godinho, de que Os Quatro Evangelhos, não é uma obra mística?
Que pena meu amigo que você e o pessoal da FEB se demorem a prestar homenagens a espíritos mistificadores, pois se eu me demorasse designando-os com outro nome eu não estaria sendo sincero, pois espíritos, não direi superiores, mas bons, sinceros, e honestos, não teriam uma atitude indigna e infeliz como esta.
Na carta aos Efésios, Capítulo 5:11, Paulo chama-nos a atenção, clamando: “Não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as”. E em O Livro dos Espíritos Allan Kardec questiona o Espirito da Verdade, e  recebe deste a seguinte resposta, vejamos:
624. Qual o caráter do verdadeiro profeta?
"O verdadeiro profeta é um homem de bem, inspirado por Deus Podeis conhecê-lo pelas suas palavras e pelos seus atos. Impossível é que Deus se sirva da boca do mentiroso para ensinar a verdade."
Então meu amigo Godinho, eu e você, temos um dilema nas mãos, pois conforme Kardec nos é preferível rejeitar noventa e nove verdades, e não aceitarmos uma mentira, e nos Quatro Evangelhos nós não encontramos apenas uma mentira, mas muitas mentiras; lógico exceto que os roustanguistas provem em contrario.
Senhor Godinho, me responda, vamos procurar esclarecer quais os motivos que levam a FEB permanecer subordinada a esses espíritos mistificadores, pois eu sei meu querido irmão que nem V.Sa. nem os demais diretores dessa Casa podem negar o que aqui escrevo. Se este evento infeliz for concretizado, nós espiritas só temos a lamentar, por V.Sa. , pois estarás a ligar-te a essas entidades mistificadoras por séculos e séculos consecutivos, e pela FEB que se demorará presa desses espíritos mistificadores que a subjugarão ainda por tempo indeterminado.
Estou à espera de sua resposta, fique tranquilo meu amigo, pois vamos nos  relacionar conforme nos pede o Espiritismo, polemizar de maneira inteligente, atentos como devemos ser ao respeito e ao amor que devemos aos nossos opositores. Pois eu tenho certeza amigo querido de que um dia, a lógica e a razão estarão suplantando essa mística insustentável, pois a evolução é implacável e a nada e a ninguém relega a imaturidade e as ilusões efêmeras da vida. Mas utilize o bom senso, a inteligência e a lógica, e não se demore como pedra de escândalo, pois conforme as palavras de Jesus, é necessário que o escândalo venha, mas ai daquele por quem o escândalo vier.
      Um abraço.
          José Sola
Saiba mais sobre a polêmica entre o Roustainguismo e os espíritas.

E, claro, dada a importância desse assunto, certamente voltaremos a tratar dele em outras ocasiões.


segunda-feira, 17 de abril de 2017

Calendário Histórico Espírita: 18 de abril - Lançamento de "O Livro dos Espíritos" e marco inaugural da Doutrina Espírita


Há 160 anos atrás, nas dependências da Livraria Lèdoyen, na Galeria de Orleans do Palais-Royal de Paris, França, Allan Kardec apresentava ao público a primeira edição de O Livro dos Espíritos, a obra básica que fundamentava a nova doutrina, o Espiritismo, como síntese da Revelação dos Espíritos, conforme os prenúncios do Espiritualismo Moderno.


A obra original continha 501 questões, além da introdução, prolegômenos e conclusão. As perguntas formuladas por Kardec foram encaminhadas a diversos Espíritos, através da cooperação de alguns médiuns, dentre os quais se destacam: as jovens irmãs Caroline e Julie Boudin (respectivamente, com 16 e 14 anos à época), Celine Japhet (com 18 anos à época) e a senhorita Ermance Defaux (14 anos na época).

A obra foi substancialmente ampliada na sua segunda edição, publicada três anos depois de seu original, sem que, com isso, qualquer dos conceitos básicos da doutrina fosse alterado. Seu conteúdo principal é distribuído em questões enumeradas, que em sua maioria se compõe de pergunta (formulada por Kardec) e resposta (colhidas junto a diversos Espíritos), uma espécie de entrevista, algumas vezes com o acréscimo de comentários (de Kardec); outras questões são constituídas de ensaios filosóficos do autor a respeito dos assuntos tratados. Além desse conteúdo principal, o livro traz ainda uma introdução, um prefácio (intitulado Prolegômenos) e uma conclusão.

Na nossa Sala de Leitura está livremente disponível para download uma tradução numa linguagem simplificada, assinada por Louis Neilmoris.

Clique aqui para acessar O Livro dos Espíritos em PDF e ePUB.

Confira aqui o verbete O Livro dos Espíritos na Enciclopédia Espírita Online.


O dia de estreia dessa revolucionária publicação, 18 de abril de 1857, é considerado também o marco inaugural da Doutrina Espírita, inclusive, aqui no Brasil, é comemorado como o Dia Nacional do Espiritismo, conforme Decreto-Lei N° 291/07 da Câmara dos Deputados, que aprovou, em 6 de outubro de 2009, o projeto da deputada federal cearense Gorete Pereira.


É incalculável o valor de O Livro dos Espíritos para o bem da Humanidade e esse valor só tende a crescer à medida em que os homens cresçam espiritualmente e compreendam a natureza espiritual.

Foto de Kardec apresentando O Livro dos Espíritos

Para nós espíritas, é um dia de regozijo e oportunidade para agradecermos a Allan Kardec, pelo árduo trabalho desde livro monumental; à espiritualidade, pela bondade de compartilhar conosco o Consolador Prometido; ao Espírito da Verdade, pela condução das revelações; e, finalmente, ao nosso Pai Celestial pela graça de tudo isso.

Novos verbetes da Enciclopédia Espírita Online: "Espiritualismo" e "Espiritualismo Moderno"


Para compreendermos melhor o contexto histórico que envolve o nascimento da Doutrina Espírita, precisamos mergulhar na história do movimento conhecido como Espiritualismo, ou Espiritualismo Moderno, precursor do Espiritismo.

Por essa razão, a Equipe Luz Espírita tratou de compor o conteúdo para o verbete "Espiritualismo Moderno" da Enciclopédia Espírita Online, cujo resumo se apresenta da seguinte maneira:
Espiritualismo Moderno — ou, Moderno Espiritualismo; também denominado Neoespiritualismo ou simplesmente Espiritualismo (em inglês, Modern Spiritualism ou apenas Spiritualism) — é o movimento surgido em meados do século XIX, de caráter religioso e científico, cuja proposta elementar é evidenciar a sobrevivência da alma após a morte e a comunicabilidade dos mortos (Espíritos, desencarnados), baseando-se especialmente nas manifestações ditas sobrenaturais que então vieram à tona desde aquele século, a exemplo do fenômeno das Mesas Girantes. Considera-se como seu marco o famoso caso de Hydesville, EUA, envolvendo as irmãs Fox — quando foram criados diversos sistemas de interpretação das mensagens espirituais —, embora não se despreze os fatos precursores do movimento, notadamente os que envolvem Swedenborg, Mesmer, Edward Irving e Andrew Jackson Davis. O Espiritualista Moderno não é um movimento centralizado e sistematicamente definido, mas um conjunto generalizado e fracionado em vários segmentos, conforme as ideias dele resultantes. Em certos aspectos, é considerado como uma renovação da necromancia clássica, ou seja, na interação com os Espíritos, para o que foram desenvolvidos variados sistemas de comunicação (por exemplo: o código de batidas, a brincadeira do copo, o tabuleiro ouija etc.), algumas vezes sendo confundido com o esoterismo, misticismo e ocultismo. As primeiras articulações mais bem sucedidas foram aquelas movidas pelo interesse científico de provar a vida espiritual em contrapartida ao Materialismo, às quais aderiram eminentes homens da Ciência, como Sir William Crookes, Alfred Russel Wallace, Oliver Lodge, Alexandre Aksakof, Charles Richet, Camille Flammarion, Gabriel Delanne etc., por ocasião da exposição de célebres médiuns, como Daniel Dunglas Home, Eusápia Palladino, Elizabeth D'Espérance, Linda Gazzera etc. O movimento espiritualista antecedeu e preparou o Espiritismo, que, de alguma forma, é produto daquele e, ao mesmo tempo, sua síntese. Frequentemente, em razão de muitas semelhanças, Espiritualismo e Espiritismo são empregados como sinônimos, embora a Doutrina Espírita — embora seja essencialmente espiritualista — tenha uma base doutrinária bem definida, cujos princípios escapam da generalidade do Espiritualismo, a exemplo da Lei de Reencarnação, que é um fundamento espírita e uma controvérsia entre as várias correntes espiritualistas. O escritor Arhur Conan Doyle é lembrado como um dos grandes expoentes do movimento espiritualista, seja pelo seu ativismo em propagar os conceitos espiritualistas, seja pelo registro literário que nos legou em A História do Espiritualismo.
No verbete, as raízes históricas do movimento espiritualista, baseado nas crenças tradicionais da natureza espiritual e na comunicabilidade dos Espíritos, crenças essas que veem das mais remotas lembranças da História da Humanidade, em todas as partes da Terra.


Também aborda os principais episódios e personagens precursores do movimento, como Emanuel Swedenborg e Andrew Jackson Davis.

Percorre também o histórico caso de Hydesville envolvendo as irmãs Fox, considerado o marco de nascimento do Espiritualismo Moderno.


Em pauta ainda: o desenvolvimento do movimento espiritualista, especialmente, na América e na Europa; o trabalho investigativo de Allan Kardec e a Codificação Espírita em meio à generalidade dos espiritualistas; o período de expansão, exploração e declínio da fenomenologia espiritual típica das Mesas Girantes; o cientificismo e preconceito das academias e muito mais.


Como se vê, portanto, é um material bastante interessante.

Clique aqui e confira o verbete Espiritualismo Moderno.


Retratos de Judas Iscariotes


Tendo passado mais uma semana de apelo em vista o holocausto do Cristo, fazemos recordar a grave e controversa figura de Judas Iscariotes, dito o apóstolo traidor de Jesus, reproduzindo dois textos dentro do contexto espírita para os episódios históricos envolventes:

Judas Iscariotes 
(Matéria publicada no Jornal Mundo Espírita - abril/2004)

Na dobra dos séculos, ele continua sendo apontado como alguém que destoou no Colégio Apostólico, exemplo de mau amigo, traidor. Ainda na atualidade, o seu nome é dado aos que traem uma causa, aos que erguem a mão contra quem os brindou com amizade.

Dentre os doze apóstolos, parece ter sido o único que não era galileu. Filho de Simão, era da cidade de Cariote ou Kerioth, "cidade do extremo sul da tribo de Judá, a uma jornada além do Hebron." (3)

Em Cafarnaum, Judas, comumente denominado, Judas Iscariotes, o que equivale a dizer, Judas, de Kerioth, sua localidade de nascimento, se consagrava ao pequeno comércio, vendendo peixes e quinquilharias.

Entendia de contabilidade, e se transformou no tesoureiro do grupo. Era quem cuidava da bolsa das ofertas. Quem lhe analise a personalidade, o qualifica como culto, eloqüente e polido. Também alegre e um homem realizado.

Destacam-se nele, igualmente, qualidades como discrição e sensatez. Com certeza, um homem prático. Sua cabeça era de um comerciante. Seu negócio era adquirir, revender e contar os lucros.

"Imediatista, considerava as pessoas e ocorrências através da óptica distorcida da realidade, pelo valor relativo, amoedado, social, transitório, não real. (...)" (2)

Foi exatamente sob essa tônica, que ele expôs o Amigo Celeste. Judas tinha ambição, fascinação pelas riquezas, preocupações com a vida material. Não conseguiu apreender o sentido da missão do Grande Amigo.

Para ele, o carpinteiro de Nazaré era o Messias, aguardado há séculos por Israel, sofrida e à época, escrava da águia romana dominadora. O poder de Jesus, Seus discursos, Sua inteligência e Seus milagres o fascinavam.

No Evangelho de João (12:6), encontramos uma referência à sua desonestidade, referindo o evangelista que "tendo a bolsa, roubava o que se lançava nela." 

Segundo as lições espirituais, Jesus o teria advertido, ao início do apostolado: "...Judas, a bolsa é pequenina; contudo, permita Deus que nunca sucumbas ao seu peso!" (6)

Sua é a voz primeira que sussurra acerca do desperdício, em casa de Simão, o ex-leproso, durante o banquete em que Maria, de Betânia, oferece ao Amor não amado, o caro perfume, ungindo-Lhe os cabelos. Servindo-se do momento para o ensino, Jesus recorda da pérola da amizade e da preciosidade da manifestação afetiva, alertando sobre a precariedade das coisas temporais.

Acompanhando o Rabi, dia após dia, registrando-Lhe a grandeza, alimenta o filho de Simão a idéia de que, dia chegará em que Ele assumirá o poder, liderando uma grande revolução, esmagando Roma. Não conseguira entender que a maior revolução que o doce Rabi propunha era contra o inimigo interior.

Após a triunfal entrada do Amigo em Jerusalém, Judas imaginou que melhor momento não haveria do que aquele para que Ele inaugurasse o Seu Reino.

No entanto, sequer sorrira Jesus, nem retribuíra com acenos ou um inflamado discurso à extraordinária recepção, que o povo lhe oferecia. Aquela maré humana entrou por um dos grandes portais da muralha do Templo e se derramou para o interior da extensa área do átrio dos gentios, ao átrio do povo e dos sacerdotes.

E quem ouvisse os brados de Hosana ao Filho de Davi! Hosana! acorria para ver quem seria a personagem que assim estaria sendo ovacionada. Quem seria alvo de tão deslumbrante manifestação?

Os fariseus ficaram indignados e mais recrudesceu o ódio contra o Galileu. Os sacerdotes devem ter tremido, temendo, mais que nunca, perder o cargo e seus privilégios. Decretava-se, ali, a urgência da sentença de morte do Filho de Nazaré.

Contudo, enquanto Judas aguarda que Ele tome uma atitude, o Mestre se retira da cidade, ao anoitecer e se dirige a Betânia, onde costumava passar a noite.

O discípulo se inquieta. Sob seu ponto de vista, Jesus não sabe aproveitar as oportunidades, nem se preocupa em conquistar a atenção dos homens mais altamente colocados na vida.

Gozando da amizade de políticos influentes em Jerusalém, Judas decide propor um acordo para apressar o triunfo do Messias. Arquiteta entregá-lO aos homens do poder temporal, "em troca de sua nomeação oficial para dirigir a atividade dos companheiros. Teria autoridade e privilégios políticos. Satisfaria às suas ambições, aparentemente justas, com o fim de organizar a vitória cristã no seio de seu povo.

Depois de atingir o alto cargo com que contava, libertaria Jesus e lhe dirigiria os dons espirituais, de modo a utilizá-los para a conversão de seus amigos e protetores prestigiosos." (7)

Quando a alvorada se fez, o discípulo imprevidente se dirigiu ao Sinédrio. Aguardou horas, mas muitas promessas lhe foram feitas. Guardou as 30 moedas, nem mesmo sabia porquê. Afinal, logo mais, ele teria as rédeas do movimento renovador. Era uma quantia pequena para o que idealizava. Nada além do preço de um escravo: trinta moedas de prata.

Com um beijo entrega o Amigo a quem amava, sem O compreender. Aterrorizado, viu seu Mestre ser conduzido à cruz, sem nenhum lamento, sem nenhuma queixa.

Dando-se conta do equívoco, busca Caifás, reclamando o cumprimento do acordo. Somente recebe dele e dos demais membros do Sinédrio sorrisos de sarcasmo. Recorre às suas relações de amizade e teve que reconhecer a fragilidade das promessas humanas.

De longe, Judas contemplou as cenas humilhantes e angustiosas do drama do Gólgota. O remorso o abraça, dilacerando-lhe a consciência.

Um pensamento o toma. Sem amigos, traidor vil que entrega o Amigo querido, da forma mais ignominiosa, ele somente pensa em desertar da vida. Naquele momento, não se recordou das exortações acerca da prece, da comunhão com o Pai, do perdão lecionado tantas vezes pelo Nazareno.

Ele somente escuta a voz tenebrosa de seu tremendo remorso e, dirigindo-se à rampa do vale de Hinom, compõe o laço em torno do pescoço e se deixa pender, vencido pela dor, ingressando no mundo espiritual, atormentado e sofredor.

Conta-se que, tendo devolvido aos sacerdotes o dinheiro vil, entenderam eles que aquele era "preço de sangue" e não seria lícito retorná-lo aos cofres do Templo. Assim, adquiriram um campo para servir de cemitério a estrangeiros e peregrinos que morressem em Jerusalém.O local ficou conhecido como "campo de sangue" e, segundo alguns, Judas teria sido o primeiro a ser ali sepultado.

Na seqüência dos anos, ele expiaria sua tenebrosa falta. Em entrevista que concede ao espírito Irmão X, assim narra a sua trajetória de redenção: "Depois de minha morte trágica, submergi-me em séculos de sofrimento expiatório da minha falta. Sofri horrores nas perseguições infligidas em Roma aos adeptos da doutrina de Jesus e as minhas provas culminaram em uma fogueira inquisitorial, onde, imitando o Mestre, fui traído, vendido e usurpado. Vítima da felonia e da traição, deixei na Terra os derradeiros resquícios do meu crime, na Europa do século XV.

Desde esse dia em que me entreguei por amor do Cristo a todos os tormentos e infâmias que me aviltavam, com resignação e piedade pelos meus verdugos, fechei o ciclo das minhas dolorosas reencarnações na Terra, sentindo na fronte o ósculo do perdão da minha própria consciência..." (8)

Bibliografia:
01.FRANCO, Divaldo Pereira. Isto é lá contigo. In:___. Há flores no caminho. Pelo espírito Amélia Rodrigues. Salvador: LEAL, 1982. cap. 23. 
02.______. Arrependimento tardio. In:___. Trigo de Deus. Pelo espírito Amélia Rodrigues. Salvador: LEAL, 1993. cap. 12.
03.RENAN, Ernest. Os discípulos de Jesus. In:___. Vida de Jesus. 13. ed. São Paulo: Martin Claret, 1995. cap. 9.
04.TEIXEIRA, J. Raul. Jesus e a traição. In:___. Vida e mensagem. Pelo espírito Francisco de Paula Vitor. Niterói: FRÁTER, 1993. cap. 15.
05.VINICIUS. Reabilitação de um culpado. In:___. Na escola do mestre. 4. ed. São Paulo: FEESP, 1981. cap. 4.
06.XAVIER, Francisco Cândido. Os discípulos. In:___. Boa nova. Pelo espírito Irmão X. 8. ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 1963. cap. 5.
07.______. A ilusão do discípulo. Op. cit. cap. 24.
08.______. Judas Iscariotes. In:___. Crônicas de além-túmulo. Pelo espírito Humberto de Campos. 8. ed. Rio[de Janeiro]: FEB, 1975. cap. 5.

* * *

Remorso de Judas. Óleo sobre tela de Almeida Junior (1880)
 Museu Nacional de Belas Artes. Rio de Janeiro, Brasil. Foto Ismael Gobbo


Judas e Maria

Depois de ter passado muito tempo sobre os quadros sombrios da crucificação no Calvário, Judas, o traidor do Cristo, agora cego no Além, estava solitário e profundamente triste...

Era triste também a paisagem, o céu se mostrava nevoento...

Cansado de remorso e sofrimento, sentou-se e as lágrimas brotaram quentes de seus olhos melancólicos...

Naquele instante, nobre mulher, vinda de planos superiores, envolta em celestes esplendores, que ele quase nem conseguia perceber, chega e afaga a cabeça do infeliz.

Em seguida, num tom de carinho profundo, quase que em oração, ela diz:

— Meu filho, por que choras?

— Por acaso não sabes? — Responde o interpelado, claramente transtornado — Sou um morto-vivo. Matei-me e novamente estou de pé, sem consolo, sem lar, sem amor, sem fé... Não ouvistes falar de Judas, o traidor? Fui eu que aniquilei a vida do Senhor... A princípio, julguei poder fazê-lO Rei, mas apenas Lhe impus sacrifício, martírio, sangue e cruz. E, em flagelo e aflição eis a que minha vida se reduz agora, nobre senhora... Afasta-te de mim, deixa-me padecer neste inferno sem fim... Nada me perguntes, retira-te, pois nada sabes do remorso que me agita. Nunca penetrarás minha infinita dor... O assunto que lastimo é unicamente meu...

No entanto, a dama calma respondeu:

— Meu filho, sei que sofres, sei que lutas. Sei a dor que te causa o remorso que escutas. Venho apenas falar-te que Deus é sempre amor em toda parte... E acrescentou serena: A bondade do céu jamais condena. Venho como mãe, buscando um filho amado. Sofre com paciência a dor e a prova. Terás, em breve, uma existência nova... Não te sintas sozinho ou desprezado.

Judas interrompeu-a e bradou, rude e irritado:

— Mãe? Não quero ouvir falar de mãe. Depois de me enforcar num galho de figueira, para acordar na dor, sem poder fugir à verdadeira vida, fui procurar consolo nos braços de minha pobre mãe, que teve medo de meus sofrimentos e expulsou-me depressa. Por favor, não me fales de mães, nem me fales de amor. Sou apenas um ser solitário e sofredor...

— Ainda assim — disse a dama docemente —, por mais que me recuses, não me altero. Eu te amo, meu filho, e quero te ver feliz. Terás, filho, o coração banhado pelas águas do esquecimento numa nova existência de esperança. Eu te levarei e te conduzirei ao regaço de outra mãe. Pensa nisso e descansa.

E Judas, naquele instante, como quem esquece a própria dor ou como quem se desgarra de pesadelo atroz, perguntou:

— Quem és, que me falas assim, sabendo-me traidor? És divina mulher, irradiando amor ou anjo celestial envolto em luz?

No entanto, ela a olhá-lo frente a frente, respondeu simplesmente:

— Meu filho, eu sou Maria, sou a mãe de Jesus.

...

Maria de Nazaré, a sublime mãe de Jesus, administra uma instituição no mundo espiritual.

O objetivo da instituição é atender aos sofredores que buscam consolo e orientação, após a morte do corpo físico.

Ela, portanto, continua a velar por nós como fez com Judas, o traidor de seu próprio filho.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. Retrato de mãe, do livro Momentos de ouro, por Espíritos diversos, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. GEEM. Em 11.2.2014.


quinta-feira, 13 de abril de 2017

Programa Evangelho no Lar Onine


Nesta quinta-feira, às 20h (hora de Brasília), tem mais uma edição ao vivo do Programa Evangelho no Lar Onlineo nosso encontro familiar com Jesus e toda a espiritualidade, para um momento de reflexão, aprendizagem e confraternização espiritual em torno da Boa Nova trazida pelo Mestre de Nazaré, à luz do Espiritismo.

As videotransmissões são feitas ao vivo via YouTube e você pode acompanhá-las pelo link do YouTube Live, pela página inicial do nosso Portal Luz Espírita.

Participe conosco e nos ajude na divulgação.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Calendário Histórico Espírita: 11 de abril: desencarnação de Bezerra de Menezes


Mais datas e eventos importantes no

Lançamento do livro "Espiritualismo e Espiritismo. Reflexões para além da espiritualidade"

Acaba de ser lançado um livro com um título muito sugestivo para um tema de que aqui temos tratado com certa frequência nos últimos tempos, dada a sua importância. Falamos do livro "Espiritualismo e Espiritismo. Reflexões para além da espiritualidade", sob o selo da Editora Porto de Ideias, organizado por André Ricardo de Souza, Pedro Simões e Rodrigo Toniol, com a contribuição direta de outros personagens do movimento espírita, inclusive do ex-presidente da FEB - Federação Espírita Brasileira,Antônio César Perri de Carvalho.

Autores do livro em seu lançamento no GEMB
O lançamento foi feito no último domingo, no Grupo Espírita Manoel Bento - GEMB, em São Paulo, com a presença dos organizadores e alguns colaboradores. Nossa Equipe Luz Espírita ainda não teve acesso ao livro e ainda não localizamos o livro à venda em nenhum catálogo online, mas recebemos por informações do seu conteúdo, tal qual como segue:

Sumário e autores:
Apresentação

Parte 1- Questões do espiritismo no Brasil
1. O “Espiritismo Racional e Científico Cristão” de Luiz Mattos dos anos 1910-1920 no Brasil: uma facção “científica” belicosa obscurecida pela hegemonia “religiosa” da Federação Espírita Brasileira.
Colaboradores: Marcelo Camurça, André Pereira e Jacqueline Amaro.
2. Espiritismo como religião: algumas considerações sobre seu caráter religioso e seu desenvolvimento no Brasil
Colaboradores: Flávio Rey de Carvalho e Antonio Cesar Perri de Carvalho.3. Autoridades espíritas: critérios para tipologias e repartições das lideranças no espiritismo
Colaboradora: Célia da Graça Arribas4. Ação assistencial espírita
Colaborador: Pedro Simões
5. As cirurgias na medicina do alémColaborador: André Ricardo de Souza

Parte 2- A espiritualidade sob olhares que cruzam fronteiras
6. Materializando espíritos: religião e ciência no caso de Anna Prado
Colaboradores: Emerson Giumbelli e Gustavo Chiesa7. Terapias alternativas/complementares e políticas de saúde: um caso de espiritualidade na clínica
Colaborador: Rodrigo Toniol
8. Purgando a alteridade: muertosi, visão e auto-representação no sonho na religião afro-cubana
Colaboradora: Diana Espírito Santo
9. Reencarnação na América do Norte: histórias e práticas das religiões metafísicas
Colaborador: Courtney Bender

Sobre os autores:
André Pereira Neto
Pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública e coordenador do Laboratório “Internet, saúde e sociedade”. Docente no Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde do ICT da Fundação Oswaldo Cruz. Autor, com Jacqueline Amaro, do artigo: “O Centro Espírita Redemptor e o tratamento de doença mental, 1910-1921”. História, Ciência, Saúde,Manguinhos, jun 2012, vol.19, nº 2, p. 491-508.

André Ricardo de Souza
Doutor em sociologia pela Universidade de São Paulo, com pós-doutorado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Professor adjunto do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de São Carlos, onde coordena o Núcleo de Estudos de Religião, Economia e Política. É autor de livros, capítulos e artigos de sociologia da religião, entre os quais (on line): “A livre religiosidade e a compulsória ciência do sociólogo da religião” (Contemporânea - Revista de Sociologia da UFSCar, 2015).

Antonio Cesar Perri de Carvalho
Doutor em ciências, livre-docente e professor titular aposentado da Universidade Estadual Paulista. É ex-presidente da Federação Espírita Brasileira e autor dos livros: Os sábios e a senhora Piper (1986); Dama da caridade (1987); Em louvor à vida (1987); Entre a matéria e o espírito (1990); Espiritismo e modernidade: visão de sociedade, família, centro e movimento espíritas (1996); Além da descoberta: Brasil, 500 anos (1999) e Centro espírita: prática espírita e cristã (2016).

Célia da Graça Arribas
Formada em história (2005) pela Universidade de São Paulo, onde também realizou mestrado (2008) e doutorado (2014). Professora adjunta do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Juiz de Fora, onde dirige o Centro de Pesquisas Sociais. Atua nas áreas de sociologia da religião e teoria sociológica, com foco nos estudos sobre a modernidade religiosa brasileira e sobre espiritismo. É autora do livro: Afinal, espiritismo é religião? (2010).

Courtney Bender
Professora de religião na Universidade de Columbia, Nova York. É socióloga e autora dos livros: The new metaphysicals: spirituality e The American religious imagination, ambos publicados pela University of Chicago Press.

Diana Espírito Santo
Doutora pela University College London (UCL) com uma tese sobre a natureza do conhecimento no espiritismo crioulo cubano. Desenvolveu um pós-doutorado sobre a umbanda no Brasil. É autora e organizadora de vários livros, incluindo Developing the Dead (2015), e The Social Life of Spirits, com Ruy Blanes (2013). É professora de antropologia social na Pontifícia Universidade Católica do Chile.

Emerson Giumbelli
Professor Associado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Possui graduação em ciências sociais pela Universidade Federal de Santa Catarina, mestrado e doutorado em antropologia social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. É coeditor da revista Religião & Sociedade. Autor dos livros: Símbolos religiosos em controvérsias (2014), O fim da religião: dilemas da liberdade religiosa no Brasil e na França (2002) e O cuidado dos mortos: uma história da condenação e legitimação do espiritismo (1997).

Flávio Rey de Carvalho
Mestre em história pela Universidade de Brasília e doutorando em ciência da religião pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. É bolsista da CAPES e autor de alguns artigos sobre espiritismo e também do livro: Um iluminismo português? a reforma da Universidade de Coimbra – 1772 (2008).

Gustavo Ruiz Chiesa
Antropólogo, doutor em ciências humanas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Pesquisador associado ao Núcleo de Estudos da Religião da Universidade Federal do Rio Grande Sul. Autor do livro Além do que se vê: magnetismos, ectoplasmas e paracirurgias (2016). Tem interesse em assuntos relacionados à interface entre ciência, saúde e espiritualidade.

Jacqueline Amaro
Professora de história de Rede Municipal de Ensino do Rio de Janeiro. Mestre em história das ciências pelo Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz ligada à Fundação Oswaldo Cruz, com a dissertação: Os combates de Luiz Mattos (1912-1924): o espiritismo kardecista e o tratamento médico da doença mental (2010).

Marcelo Ayres Camurça
Professor titular, atuando no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião e no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, ambos da Universidade Federal de Juiz de Fora. Pesquisador, bolsista de produtividade do CNPQ nível 2. Autor de capítulos e artigos sobre o espiritismo em vários periódicos especializados e do livro Espiritismo e nova era: interpelações ao cristianismo histórico (2014).

Pedro Simões
Professor do Departamento de Sociologia e Ciência Política e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política da Universidade Federal de Santa Catarina. Coordenador do Laboratório de Dados Sociais e membro do Núcleo de Estudos de Religião, Economia e Política (NEREP-UFSCar). Dedica-se ao estudo da interface entre religião e assistência social. Autor de artigos sobre religião, sendo o mais recente: Dá-me de comer: assistência social espírita ( 2015).

Rodrigo Toniol
Doutor em antropologia social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Foi pesquisador visitante na Universidade da Califórnia, San Diego. Realizou estudos pós-doutorais no Departamento de Antropologia da Universidade de Campinas. Atualmente é pesquisador convidado no Departamento de Filosofia e Estudos Religiosos da Universidade de Utrecht, Holanda. Tem publicado uma série de trabalhos sobre religião dentre os quais destacam-se as funções de editor e autor da Encyclopedia of Latin American Religions (2015) e a autoria do livro On the nature trail (2015).

Vê-se pelo currículo dos autores bons indicativos de uma obra séria e bem elaborada, sobre um tema, como já introduzimos, bem interessante, que abordamos numa matéria especial sobre "O histórico 31 de março e a confusão comum entre Espiritualismo e Espiritismo" e retomamos mais recentemente quando do anúncio do lançamento da nova tradução para o livro "A História do Espiritualismo" de Sir Arthur Conan Doyle.

Quando tivermos apreciado este novo livro, "Espiritualismo e Espiritismo. Reflexões para além da espiritualidade", publicaremos aqui uma resenha.


sábado, 8 de abril de 2017

Lançamento: nova tradução de "A HISTÓRIA DO ESPIRITUALISMO" de Arthur Conan Doyle


Semana passada nós publicamos aqui a matéria especial "O histórico 31 de Março e a confusão comum entre Espiritualismo e Espiritismo" (clique aqui para ver), tendo como comentário de fundo o livro The History of Spiritualism escrito pelo consagrado escritor Arthur Conan Doyle, em razão daquela obra ter sido traduzida para o nosso português primeiramente sob o título "A História do Espiritismo" (perceba-se bem a troca dos termos "Espiritualismo" por "Espiritismo").

Agora, felizmente, anunciamos uma nova tradução, desta vez, porém, sob a justeza dos termos, pelo que temos o título A História do Espiritualismo, tradução executada por Louis Neilmoris e com uma montagem enriquecida de imagens.

Veja a sinopse do livro:

Famoso pela criação do personagem Sherlock Holmes, o cavaleiro, Sir Arthur Conan Doyle, interessou-se pelo que chamou de "invasão organizada de Espíritos" e, averiguando cautelosamente os registros dos fenômenos, descreveu o deslanchar do movimento.
Narra detalhes dos casos mais intrigantes do Espiritualismo Moderno, como os de: Emanuel Swedenborg, Andrew Jackson Davis, as irmãs Fox (caso de Hydesville), Daniel Dunglas Home, Eusapia Paladino, Madame d'Esperance, etc.
É um clássico que serve de referência histórica, fartamente citado em meio ao tema espírita.

Eis, portanto, um grande clássico da literatura espiritualista, de forte interesse para o conhecimento das origens históricas também do Espiritismo, disponível para download em nossa Sala de Leitura.

Não perca tempo e acesse agora mesmo a Sala de Leitura e confira a preciosidade que é A História do Espiritualismo e outras obras.