REFLEXÕES SOBRE A MORTE DE OSAMA BIN LADEN

Em tom solene, o presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, anunciou oficialmente a morte de Osama Bin Laden, líder do grupo terrorista Al Qaeda, numa operação americana no Paquistão, na qual, o serviço de inteligência norteamericano -- em parceria com outros instituições internacionais -- obtiveram o "êxito" de localizar o homem então mais procurado do mundo e, juntamente, com a guarda que o dava guarida, finalmente executá-lo. Segundo as informações, Bin Laden teria sido executado com um tiro na cabeça e tido o cadáver sido jogado no mar.
Obama expressou que "A justiça, enfim, foi feita". O reflexo dessa estratégia pode ser visto nas ruas dos EUA, em multidões comemoram a morte de seu inimigo.

Festa na Times Square, em Nova York, pela morte de Osama bin Laden, anunciada na noite de domingo, 1º de maio, pelo presidente Barack Obama


É bem sabido das terríveis ações da Al Qaeda, especialmente pelos atentados de 11 de setembro, em que aviões foram atirados contra o território americano. Igualmente sabemos dos desdobramentos que se sucederam e, provavelmente, se sucederão ainda por bom tempo -- dado que Osama Bin Laden era apenas mais um. No entanto, para nós espíritas, vale uma reflexão mais apurada da situação. A começar, por verificar a existência ou não dessa "justiça", que ora se propaga.
Justiça não é igual a vingança.
A lei do talião é válido aqui?
Mas temos de considerar duas vertentes: uma diz respeito às leis humanas. E para as organizações federativas, as investidas terroristas de fato são passivas de respostas do nível de guerra. Por isso, legalmente -- pelas instâncias governamentais -- a caça a Bin Laden era uma questão de segurança nacional -- não apenas pelo que fizera ele, como também pela iminência de novos ataques. Guerra é guerra, portanto!
A outra versão corresponde à justiça divina, cujo modelo está ilustrado em Jesus, pelo qual temos sentenças como: "Buscai a reconciliação com o teu desafeto enquanto estás em caminhada com ele"; "Dar a outra face"; "Aquele que com espada fere, com espada será ferido"; "Fazei ao outro aquilo que gostaria que ele vos fizesse".
A briga entre EUA e a Al Qaeda -- e organismos similares -- tem raízes profundas e não pode ser medida apenas por eventos separados, como os ataques de 11 de setembro -- que foram consequências de outros ensejos, que somados todos, são suficientes para não condenar totalmente a um e justificar o outro lado.
Quanto tem sido investido nessa guerra e quanto se tem pago para a pacificação? Qual teria o melhor custo-benefício?
Portanto, não queremos aqui emitir julgamentos condenatórios. Levantamos uma outra possibilidade -- ainda que, momentaneamente utópica: a de Osama Bin Laden, ao invés de ser assassinado, ser convidado a liderar um movimento de aproximação entre esses "dois mundos extremos".
O grau de impossibilidade dessa hipótese só reflete o quanto ainda a Humanidade em geral está atávica a um primitivismo de guerra, ganância e intolerância.

Que nos cumpre, a nós espíritas? Vibrarmos por ambos: a Bin Laden, que se em vida foi um grande líder terrorista (sem entrarmos no mérito de suas intenções), poderá e certamente será um dia um grande Missionário da Luz; e trabalhará em nome de Jesus! Também vibremos pelo povo americano e a todos os mais que foram "vítimas" da Al Qaeda e associados, para que possam encontrar a força do perdão, da racionalidade e do senso da Bondade, Sabedoria e Justiça de Deus.
Seria bom que essas pessoas que hoje festejam o desencarne daquele a quem chamam de "inimigo" soubessem que Bin Laden não está tão longe assim e que na espiritualidade, ele ainda poderá articular ainda mais ardilosamente novas investidas desgraçadas a seus assassinos. Diante disso, se em contrapartida ele recebesse vibrações fraternas, de ambas as frontes, muito mais cedo Bin Laden despertaria sua consciência para o bem maior, servindo assim a propósitos muito maiores do que a intrigas particulares de separações geográficas terrenas.
E para um reflexão ainda mais apurada, verifiquem o item "Os inimigos desencarnados", no cap. XII (Amai os vossos inimigos) dentro de "O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO", de Allan Kardec (abri aqui a nossa versão digital numa linguagem simplificada).
Vibremos todos pela paz, a paz que beneficie a todos!


Equipe Luz Espírita

Comentários

  1. Estamos a caminho, tentando não fugir do propósito, ao qual nos dispusemos antes de reencarnarmos. A humanidade continua muito primitiva, até nós espíritas chegamos a pensar como a lei de talião,sem generalizar claro.
    QUE A PAZ SEJA ENCONTRADA PELA HUMANIDADE!

    ResponderExcluir
  2. Finalmente eu li um texto sensato sobre esse assunto. Particularmente eu nao acho q a guerra irá acabar, porque a guerra não é ato de 1 homem só mas de uma coletividade e os americanos não são um povo muito solidário, pelo contrário. Fica ai minha opinião.

    ResponderExcluir
  3. Adorei a resportagem.

    Já compartilhei em um blog que colaboro: http://juventudeespirita.blogspot.com/

    Gosto muito do site e do blog. Desejo sucessos e paz aos responsáveis.

    ResponderExcluir
  4. Sinto muito que ainda hoje as pessoas corram atraz de poder e riquezas, matando pessoas inocentes, fazendo tanta maldade com os menos favorecidos, não somente a Al Qaeda + os Americanos também são terroristas, quando invadem um País e matam muitos civis, crianças e mulheres, escravisam essas pessoas dentro de sua própria pátria, isso os Americanos fazem demais, e por que só a Al Qaeda é terrorista????? Amem-se todos para que o amor de Jesus purifique suas almas!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens populares

ALLAN KARDEC COLEGA DE KARL MARX?

Retrospectiva Espírita 2025

Nos bastidores do Programa Evangelho no Lar Online

Retrospectiva Espírita 2020

Vem aí: PEADE - Plataforma de Estudos Avançados da Doutrina Espírita