A Ciência e as EQM - Experiências de Quase Morte


"Quem morreu, não volta mais!"  Quem nunca ouviu tal sentença? Mas, absolutamente, será isso mesmo?
Acontece que alguns voltam, e não apenas como fantasmas (Espíritos), mas voltam à carne, para a mesma condição anterior — fisicamente falando, pois, consciencialmente, tudo muda. Estamos falando de EQM, as Experiências de Quase MorteO termo original foi cunhado pelo psiquiatra, psicólogo e parapsicólogo americano Raymoond Wood, em inglês: NDE — Near Death Experience —, com seu best-seller "LIFE AFTER LIFE" ("Vida depois da vida").
As pessoas que passaram por essa experiência (normalmente, vítimas de parada cardíaca) relatam que, atravessando o túnel da morte, entraram em outra dimensão — quase sempre luminosa e de agradável sensação; noutras vezes, embora raramente, de aspecto tenebroso e angustiante —, onde experimentaram novas capacidades sensitivas (como visão multidirecional e ampliação da audição e do tato). Nessa nova estadia, os "mortos" entram em contato com entidades do além, sendo que em certos casos algumas dessas entidades foram reconhecidas (familiares, amigos ou desafetos desencarnados).
O fenomenal, no entanto, é que esses pacientes retornaram à vida carnal, meia-hora, quarenta minutos ou mais após serem considerados clinicamente mortos. Eles recobram a memória e narram as fantásticas experiências vividas nesse intervalo e, mais além: algumas vezes narram fatos da dimensão terrena ocorridos enquanto seus corpos estavam inertes (por exemplo, procedimentos médicos, visitas e incidentes no entorno da área hospitalar onde estavam internados).
Esses fenômenos têm intrigado as academias científicas há décadas. Vejo, por exemplo, uma frente de pesquisas na Inglaterra, conforme acompanha a reportagem no vídeo adiante:



O Dr. Sam Parnia — que aparece neste vídeo — é um dos maiores especialista do mundo no estudo científico da morte, do estado da mente humana, do cérebro e das experiências de quase-morte (veja aqui sua biografia em inglês). Médico P.h.D., divide seu tempo entre os hospitais do Reino Unido e a Cornell University, em Nova York, onde é membro da Unidade de Cuidado Pulmonar. É fundador do Grupo de Investigação da Consciência, na Universidade de Southampton, e presidente da Horizon Research Foundation. Também conduz um estudo científico inovador, em parceria com inúmeros centros médicos do Reino Unido, dos Estados Unidos e do Canadá, que objetiva descobrir, através da ciência, o que acontece quando morremos.



Em seu livro "O QUE ACONTECE QUANDO MORREMOS" ("What Happens When We Die"), publicado em 2006, o Dr. Sam Parnia analisa as teorias já propostas por seus colegas mais céticos para explicar as causa das EQMs, dentre as quais:
Teoria do cérebro: Alucinações
O papel do oxigênio
O papel do dióxido de carbono
O papel das drogas
O papel dos receptores e químicos do cérebro
Teorias psicológicas
Despersonalização
Dissociação
Teorias transcendentais

E conclui que nenhuma das teorias tinha sido testada cientificamente, e uma abordagem totalmente nova era necessária.



Sua mais recente obra, "ERASING DEATH" ("Apagando a morte"), cujo subtítulo é "The Science That is Rewriting the Boundaries Between Life and Death" ("A Ciência que está reescrevendo as fronteiras entre a vida e a morte"), publicado neste 2013. Aqui, então, o Dr. Parnia propõe a sua metodologia científica para aplicar o regresso dos pacientes que tenham iniciado o processo de morte, pois para ele, em certos casos, agindo em tempo, há a possibilidade de reversão do ato fatal, ou seja, fazer a alma retornar à vida ao corpo. Para essa tese, porém, é preciso ponderar que a opção do desligamento espiritual à máquina humana não depende exatamente da vontade do paciente (a alma em questão), nem tampouco da capacidade e esforços da equipe médica. Em todo o caso, o livro traz à discussão geral o tema da sobrevivência espiritual independentemente da condição material.
Em suma, a Ciência já tem elementos suficientes para considerar a vida fora do corpo, portanto, o plano espiritual. Contudo, é preciso dizer que a partir de então — quer dizer, a partir da Natureza espiritual —, as academias tradicionais não podem mais avançar, porque foge de sua alçada, uma vez que seus instrumentos de estudo e pesquisa não tocam esse plano extrafísico. Aí entra, por sua vez, o lado científico da Doutrina Espírita — ainda que não seja uma ciência constituída, como as ciências convencionais. O Espiritismo penetra nesse campo do além e há de contribuir para as disciplinas acadêmicas terrenas na medida em que os efeitos da espiritualidade tocam os sentidos humanos. Ou seja, uma vez que os Espíritos se manifestam e que os fenômenos de natureza espiritual se reproduzem na Terra, aos olhos dos homens, a união dos conceitos científicos com a instrumentação espírita há de esclarecer a todos das leis maiores.

Aproveitamos também para recomendar o documentário "LIFE AFTER LIFE", baseado na obra de Dr. Raymond Moody.




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