O papel de Jesus nas três grandes revelações divinas

Desde o seu berço, o Espiritismo é conhecido como "A Terceira Revelação", com a sanção do codificador da doutrina, Allan Kardec, que discorreu sobre esta referência ao longo de sua obra bibliográfica. Especialmente, podemos citar o primeiro capítulo de O Evangelho segundo o Espiritismo, "Não vim destruir a Lei", assim como o capítulo inicial do livro A Gênese, os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo. Para Kardec, as leis divinas são reveladas paulatina e progressivamente, por diversas fontes e disseminadas em toda a parte, inclusive pelos segmentos não diretamente religiosos, como a Filosofia e as ciências, pois todo aquele que contribui para o entendimento do que natural e verdadeiro é um revelador  não importando nem mesmo que ele tenha ou não consciência disso. Contudo, é notório que em três momentos extraordinários da História humana terrena quis Deus concentrar ações específicas para marcar esses pontos de graduação da nossa espiritualização, e estas três grandes campanhas de revelações da Lei de Deus são estas:

  • Primeira Revelação: chamada de Lei Mosaica, por ter se concentrado na tradição religiosa oriunda das orientações de Moisés, o libertador do povo hebreu então escravizado no Egito. Caracteriza-se pela imposição do monoteísmo (a crença em um único e soberano Deus) em franca-oposição ao politeísmo. Também é destaque desta tradição o código conhecido como Decálogo, ou seja, os Dez Mandamentos. Esta tradição encontra-se registrada na primeira parte da Bíblia, intitulada "Antigo Testamento";
  • Segunda Revelação: está personificada em Jesus, o Cristo. Sua essência maior é o mandamento do amor — acima de tudo o amor a Deus, seguido do amor às demais pessoas, indistintamente e independentemente de sua raça, crença, condição social ou qualquer outro critério. Além disso, Jesus enfatizou a soberania divina, nosso Pai Celestial (no sentido figurado que representa aquele que sustenta e cuida dos filhos, sem relação com o gênero masculino, que é uma particularidade física circunstancial da nossa dimensão material), a filiação universal de todas as criaturas (somos todos irmãos, filhos de Deus) e também demonstrou a vida espiritual pós-morte, sobre a qual a humanidade aprenderia muito mais futuramente, com a vinda do Paráclito (o Consolador), quer dizer, a Terceira Revelação. A revelação Cristã está registrada na segunda parte da Bíblia, chamada de "Novo Testamento";
  • Terceira Revelação: é o Espiritismo, a concretização do Consolador prometido pelo Cristo, a mais rica fonte de experimentação e esclarecimento acerca da vida espiritual. Esta revelação não está concentrada em ninguém, mas difundida através dos médiuns de todas as partes, de todos os gêneros, classes sociais, condições morais e intelectuais etc., embora é de se reconhecer que a melhor síntese dessa nova campanha nós a encontramos na doutrina codificada por Allan Kardec, tendo a Doutrina Espírita o espírito progressista, o que equivale a dizer que ela é contínua e crescente, mediante o esforço dos espíritas em buscar mais conhecimento e a cooperação dos Espíritos missionários que se prestam a trazer novas revelações.

Definidas as três grandes revelações, convém destacarmos um debate em torno da participação de Jesus em todo esse processo. Para alguns, ele fica mais restrito à segunda revelação, sem maior interferência nas demais. Dentro do movimento espírita, aliás, há verdadeiros ativistas esforçados em "descristianizar" os confrades, minimizando ou até mesmo propondo apagar o nome do Cristo, a título de erradicar do Espiritismo toda e qualquer ideia e sentimento de religião ou religiosidade. Um absurdo, evidentemente, uma vez que, em Kardec, está absolutamente clara a preponderância de Jesus na condução dos trabalhos espíritas. Em suma, o Espiritismo é a obra de Jesus Cristo.

Bem, assim pensamos, mas sabemos que nem todos têm essa convicção — alguns por oposição sistemática, outros por falta de reflexão aprofundada a respeito desse tema. Pensando nestes últimos, temos a satisfação de anunciar que em breve estaremos publicando um trabalho de pesquisa, feito muito cuidadosamente, esclarecendo com boa argumentação o papel de Jesus nas três revelações divinas, e, logicamente, com um enfoque todo especial na relação do Cristo com a obra espírita.

Esta obra se chama A Imagem da Luz: a presença do Cristo nas Três Revelações, de autoria de Carlos Luiz, diretor do Grupo Marcos, que está sendo finalizado e será disponibilizado gratuitamente a partir do próximo 26 de agosto.

Confira uma prévia do livro pelo vídeo promocional abaixo:

E quem quiser saber mais e se inscrever para receber o livro previamente, favor consultar a página do Grupo Marcos.

Voltaremos a tratar deste importante trabalho mais adiante.


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