FEB emite nota sobre médiuns curadores


Cresce a cada dia a repercussão do caso das denúncias de abuso sexual contra o médium João de Deus (veja aqui). Em vista disso, a Federação Espírita Brasileira lançou uma nota pública intitulada "FEB esclarece sobre atuação de médiuns curadores". Veja o que diz a instituição:

A Doutrina Espírita atua com o trabalho de caridade material e espiritual desinteressada, sem nenhum propósito a não ser o de auxiliar os necessitados.
“Toda a prática espírita é gratuita, como orienta o princípio moral do Evangelho: Dai de graça o que de graça recebestes” (O evangelho segundo o Espiritismo, cap. 26).
O Espiritismo orienta que o serviço espiritual não deve ocorrer isoladamente, apenas com a presença do médium e da pessoa assistida. Não recomenda, portanto, a atividade de médiuns que atuem em trabalho individual, por conta própria. Estes não estão vinculados ao Movimento Espírita, nem seguindo sua orientação. 
A Federação Espírita Brasileira, junto ao Movimento Espírita, fundamentada na tríade Deus, Cristo e Caridade, pratica o bem, levando consolo e esclarecimento à humanidade. 
“Não é a mediunidade que te distingue. É aquilo que fazes dela”. (Emmanuel, em Seara dos Médiuns, cap. 12, psicografado por Chico Xavier).

A nota da FEB também repercutiu na imprensa.

Aproveite a ocasião e não deixe de ler o livro citado: Seara dos Médiuns.

A imprensa tem dado atenção especial ao caso, que prossegue avançando na apuração das denúncias, como deve ser, respeitando o direito das duas partes: acusação e defesa. Apenas, vibramos para que as agências de notícias cumpram seu papel de informar, mas sem sensacionalismo.

Nas redes sociais. temos acompanhado reações diversas, inclusive pelo público dito espírita; em alguns casos, parece que o assunto se propõe a suceder as brigas ferrenhas da recente campanha eleitoral: muita gente destemperada fazendo confusão quanto ao valor da mediunidade, o papel do médium ou qualquer outro ativista espiritualista, além de acusações banais diversas — o que é muito lamentável e infrutífero para todos.

De nossa parte, sobre os casos específicos dos médiuns que citamos no nosso post anterior — João de Deus e Maury Rodrigues da Cruz —, delegamos em primeiro plano à justiça a prerrogativa de julgar e sentenciar, também confiantes no acerto maior mediante a justiça divina. De resto, cumpre-nos caridade com os possíveis culpados, refazimento de caráter (aprendizagem com os próprios erros) e vibração pela reparação às "vítimas", salientando ainda que a perfeição não é deste mundo, e o fato de aqui estarmos encarnados implica que, ou somos passíveis de erros tão ou ainda mais horríveis do que ora se põe em voga.ou, por se estar em missão — em casos raros, cremos —, já se está em condições de ter uma maior benevolência para com os demais. Essa benevolência com os infratores não quer dizer tolerância com a infração: todo mal precisa ser rechaçado e tomado como lição para nosso aperfeiçoamento espiritual, que envolve intelecto e moral.

E mais uma vez anotamos: todo os agentes do Movimento Espírita precisam refletir sobre essas graves ocorrências e cuidarem para prevenir semelhantes torpezas. Quanto é tempo de crise moral, é ocasião especial para crescimento espiritual.

Comentários

  1. Amigos e irmãos Espiritas acho que o bom senso atraves desse Status no caso do Médium João de Deus está correto; A Doutrina Espíita tem um dos maiores acervos de Livros Espíritas que explica sempre a necessidade de estudar essas obras para que possamos ter uma base (alicerce) sólido para a parte Espiritual e a parte moral. Que todo ato deve ser baseado no Amor ao próximo como o Mestre Jesus nos deixou nos seus ensinamentos. Portanto se o Medium não pregava dentro desses ensinamentos; deve arcar com tôdas as consequencias dos seus atos conforme a Justiça de nosso País. Muita paz, fiquem com Deus.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Caro Evandro, as editoras espíritas publicaram centenas de livros de médiuns que se autodenominam espiritas e que contam histórias fantásticas. Inclusive o nosso nobre Divaldo. Esta exaltação, que é ficcional, cria nas mentes a expectativa de que poderão ser curadas.
      Para elas e para muitos médiuns que se consideram Kardecistas, a cura é feita por Deus com a intervenção dos espíritos e dos médiuns e segundo o merecimento de cada um. Ora, nós pouco entendemos da Natureza. A Natureza é amoral. O Deus Moral é religioso, é outro. E cada sociedade e cada cultura constrói o seu Deus à sua época. O Deus Universal atua através das Leis da Natureza e não da moral construída pelos religiosos. Se as doenças fossem ligadas ao merecimento por que os animais ficariam doentes? A moral é uma coisa. A Natureza e o Deus Universal é outra. O meu Deus é Universal. Eu estudo as Leis da Natureza, as leis físicas e as espirituais. As pessoas confundem o espiritual com o moral, mas são também coisas distintas. Cada cidade espiritual tem a moral da suda cultura, da sua evolução. Cada pessoa responderá pelos seus atos diante da sua cultura e sua sociedade. Dizer que responderá a Deus Universal significa conhecer as Leis Universais. Não é verdade. Dominamos uma ínfima parcela das Leis Naturais. Suas conclusões são de ordem e caráter moral. Respeito e também sigo a doutrina moral cristã, mas distingo-a da Natureza e das Leis Naturais.

      Excluir

Postar um comentário

Postagens populares

ALLAN KARDEC COLEGA DE KARL MARX?

Retrospectiva Espírita 2025

Nos bastidores do Programa Evangelho no Lar Online

Retrospectiva Espírita 2020

Vem aí: PEADE - Plataforma de Estudos Avançados da Doutrina Espírita