segunda-feira, 28 de novembro de 2022

A redescoberta de um grande personagem: Affonso Angeli Torteroli


Um nome quase que completamente desconhecido do Movimento Espírita atual, mas cuja atuação em seu tempo (na passagem do século XIX para o século XX), em favor da Doutrina espírita e especialmente da caridade, coloca-o entre os grandes pioneiros do Espiritismo no Brasil: Affonso Angeli Torteroli, que agora, com justiça, está sendo retirado das sombras e trazido para o palco historiográfico, graças ao minucioso trabalho de pesquisa de nosso confrade Adair Ribeiro Jr., trabalho esse que culminou com o lançamento do livro A obra esquecida de Angeli Torteroli, conforme listamos entre as atrações do Encontro Nacional da Liga dos Pesquisadores Espíritas - ENLIHP - 2022.

Affonso Angeli Torteroli

Este é, sem dúvidas, um dos personagens sobre quem ainda muito falaremos, na medida em que vamos apurando sua biografia a partir do referido livro, que tem mais de setecentas páginas, contando aí a inserção integral de uma obra do próprio Torteroli: O Espiritismo no Brasil e em Portugal, no qual. como o próprio título sugere, ele faz um resumo histórico do desenvolvimento do movimento espírita em terras tupiniquins, mais um breve apanhado da chegada do kardecismo em terras portuguesas.


Os interessados em adquirir o livro A obra esquecida de Angeli Torteroli, de Adair Ribeiro Jr., podem dispor dos seguintes links:
Amazon (versão ebook)
CCDPE-ECM (versão em papel)

A título de apresentação da obra, introduzindo um pouco do gigante que foi o personagem Angeli Torteroli, o autor do livro aqui divulgado participou uma live pelo canal Espiritismo em Kardec, que você pode acompanhar pela janela abaixo:


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quinta-feira, 24 de novembro de 2022

"Imortalidade da Alma", novidade na Encliclopédia Espírita Online


A Enciclopédia Espírita Online tem mais uma novidade: a inclusão do verbete "Imortalidade da Alma", tratando de questão de grande interesse para o estudo do Espiritismo. Veja a sinopse:

Imortalidade da alma é um dos conceitos básicos do Espiritismo, norteando assim todo o conjunto de ideias desta doutrina, posto que o Espírito (indivíduo desencarnado) é a continuação da alma (indivíduo encarnado) após a morte (fenômeno biológico da falência definitiva do corpo orgânico) com a manutenção da mesma identidade, ou seja, do próprio indivíduo, que transita entre alma e Espírito, ser encarnado e desencarnado. Este fundamento naturalmente implica na condição de independência da alma (o ser verdadeiro, na condição de Espírito encarnado) em relação ao corpo físico, contrapondo-se diretamente à tese materialista de que a vida nada mais seria do que uma manifestação das potências fisioquímicas e que o falecimento do corpo resultaria também no fim de tudo o que representa a existência daquele indivíduo. O conceito espírita de alma imortal funda-se nas evidências concretas das manifestações dos Espíritos e no testemunho destes, que, indo além, estende a imortalidade ao Espírito. O atributo da imortalidade também pode ser aplicado a Deus, que, exclusivamente, além de imortal, é eterno, no sentido clássico de atemporal, que não tem inícío nem término.

Em destaque, os seguintes tópicos:

  • Intuição natural da imortalidade
  • Imortalidade na cultura popular
  • Ciência do prolongamento da vida
  • Discussões filosóficas sobre imortalidade
  • Espiritismo e a imortalidade do Espírito
  • Infinitude e eternidade
  • Referências

Acesse agora mesmo o verbete "Imortalidade da Alma" na Enciclopédia Espírita Online.

terça-feira, 22 de novembro de 2022

227° aniversário de nascimento de Madame Kardec

Neste 22 de novembro de 2022, celebramos os 227 anos de nascimento de Madame Kardec, ou seja, Amélie Gabrielle Boudet, a fiel espsa e companheira espírita do Codificador do Espiritismo, Allan Kardec.

Veja aqui uma breve descrição desta importante personagem para a História da nossa amada doutrina:

Amélie Gabrielle Boudet (Thiais, Departamento do Sena, França 22 de novembro de 1795 - Paris, 21 de janeiro de 1883) foi a esposa de Allan Kardec e sua fiel companheira no trabalho de codificação e propagação do Espiritismo. Formada em Letras e em Belas Artes, atuou ainda como professora e artista plástica. Após a desencarnação do Codificador, mantendo-se coerente com os seus princípios fundamentais, a viúva deu continuidade às atividades doutrinárias do esposo, até quando sua saúde pôde lhe permitir, pelo que é lembrada pelo Movimento Espírita como uma das maiores personagens da História do Espiritismo.

Saiba mais sobre Madame Kardec pela Enciclopédia Espírita Online.

Para mais efemérides, ver a página Calendário Histórico Espírita.


segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Série 20 anos de saudade: O mais polêmico testemunho de Chico Xavier, frente a uma campanha de adulteração da obra de Kardec


Neste 2022, que marca duas décadas do retorno de Chico Xavier ao plano espiritual, pelo que temos promovido a nossa série de postagens especiais sob o título 20 anos de saudade (saiba no final desta postagem), rememoramos aqui um dos episódios mais polêmicos da vida do inesquecível médium espírita e humanista, quando ele preciso fazer um "testemunho" forte em defesa do Espiritismo, no tocante em especial ao trabalho de Allan Kardec na codificação da doutrina, fazendo frente a uma campanha dita como uma escandalosa adulteração da do livro O Evangelho segundo o Espiritismo, que aliás envolveu indevidamente o nome de Chico no bojo dessa famigerada campanha, suscitando assim a urgência de um testemunho desvelado e contudente de vozes como a de José Herculano Pires, que não faltou com o confrade e amigo médium das Minas Gerais.

Herculano, Waldo Vieira e Chico Xavier

Veja como foi isso.


O Evangelho "adulterado"

Em julho de 1974, a FEESP - Federação Espírita do Estado de São Paulo põe na praça uma nova edição de O Evangelho segundo o Espiritismo de Allan Kardec, cujo trabalho de tradução lustrava o nome de Paulo Alves de Godoy (então um renomado jornalista e escritor espírita) sob o intento de apresentar aos leitores — especialmente aos neófitos na seara espírita — uma leitura mais “palatável” da mensagem moral kardequiana mediante uma linguagem “moderna” e mais “acessível”. Em suma, o lançamento inaugurava o ideal de “atualizar a linguagem doutrinária” dentro de um projeto de “completa e total revisão de toda a Codificação Doutrinária de Allan Kardec”.

No contexto, a FEESP é uma importante instituição espírita, de grande influência sobre várias casas kardequianas no terreno paulista, reconhecida nacionalmente pela defesa da pureza doutrinária — inclusive fazendo frente à FEB – Federação Espírita Brasileira, então bastante contestada por uma tradicional simpatia às estranhas ideias do Roustainguismo (saiba mais sobre isso clicando aqui) — e, portanto, não se poderia esperar que uma edição tal, com os seus 30 mil exemplares, jazasse às sombras ou na poeira das prateleiras. Aliás, a tiragem se esgotou rapidamente, em cerca de três meses — para o orgulho dos seus empreendedores.


Tradução recusada

Ocorreu, porém, que essa “modernização” não agradou a todos. De fato, tão logo fui publicada, vozes auteras se levantaram para contestar os termos e expressões nela “atualizados”. Dentre estas vozes, as duas grandes lideranças do momento se destacaram: José Herculano Pires e Chico Xavier. Foi da inconformidade destes dois bastiões kardecistas que brotou a semente, bem desenvolvida, da resistência contra o que se considerava um atentado da FEESP contra a Doutrina Espírita, que Herculano tratou abertamente como traição ao codificador espírita.

Sempre brando e benevolente para com todos, Chico — ele mesmo — não se conteve em agir com firmeza contra o empreendimento da FEESP, declarando francamente se tratar de “um trabalho não desrespeitoso por intenção, mas apressado pela boa vontade”. A propósito, o médium pupilo de Emmanuel fora envolvido no que Herculano chamou de “trama da adulteração”: de uma conversa, em reservado, com Chico Xavier, saiu um mal-entendido sobre uma possível necessidade de atualizar a nomenclatura da codificação espírita, subentendida inclusive como uma deliberação espiritual, razão pela qual alguns dirigentes da FEESP, dentre os quais o próprio tradutor (Paulo Alves de Godoy) tomaram como missão particular e, sem uma consulta mais ampla com a intelectualidade espírita, então encabeçaram o projeto, começando pelo livro evangélico, notadamente o mais lido da codificação.

Feitas as primeiras advertências — de Chico, de Herculano e de outros renomados pensadores espíritas — e a recomendação para o recolhimento e extravio dessas “obras adulteradas”, a FEESP prontamente ignorou a todos; massificada a denúncia de adulteração no movimento espírita, a instituição, agora com mais caultela, defendeu-se oferecendo seus pretextos, que, entretanto, só agravaram a crise, uma vez que envolvia a honradez do muito querido médium, Chico Xavier, além da justificativa do alto capital investido na produção do livro, em consonância com as carências financeiras da FEESP — aliás, comprometida com a construção de sua sede própria, no centro da capital paulista. Especialmente a esta última alegação, Herculano não poupou o verbo, e declarou vigorosamente: “Os interesses materiais se sobrepõe aos interesses espirituais”, fazendo até um paralelo com as trinta moedas que pagaram o preço da crucificação de Jesus.


Chico pede um livro a Herculano

O próprio Chico Xavier solicita a Herculano Pires a providência de um livro-documentário sobre o epísódio, a fim de deixar o caso registrado nos anais da História do Espiritismo e de esclarecer todo o ocorrido. Esta obra veio a lume em 1977 sob o título Na Hora do TestemunhoNo decorrer do livro, o leitor vai acompanhar os permenores do caso, do qual Herculano não hesita em citar nomes e detalhes; saberá das contingências para esta composição; verá como se deu as progressivas advertências à FEESP, feitas por Herculano, que por vezes usou o cognome Irmão Saulo, como assim assinava sua coluna semanal no Diário de São Paulo, importante jornal da época; verá o sinismo crônico com que a entidade criticada imprimiu na defesa de seu empreendimento; e, finalmente, os desdobramentos deste caso, que merece ser conhecido — conquanto seja um escândalo desagradável, uma mancha na História do nosso Movimento Espírita Brasileiro.

Especialmente por ocasião da elaboração desta memória, aproveitamos para anunciar um reedição do referido livro, Na Hora do Testemunho, assinado por Chico e Herculano, livremente disponível em nossa Sala de Leitura.




Escândalo necessário

Todavia, como disse o Cristo, que é necessário vir o escândalo, a rememoração deste polêmico episódio tem por objetivo uma advertência geral para todos nós, espíritas, sobre a imprescindibilidade de estarmos atentos contra os ataques — incluso os dos próprios confrades espíritas — à nossa amada doutrina e sobre o imperativo de agirmos com precisão na defesa dos conceitos fundamentais do Espiritismo, sem que para isso tenhamos que nos desfazer da caridade e benevolência para com os envolvidos. Sobre isso, inclusive, Herculano nos oferece uma boa dosagem, considerando que o respeito às pessoas é inalienável, embora não possa confundido com omissão; que bondade não é frouxura. Por conta disso, o professor e filósofo Herculano vai despender alguns parágrafos rebatendo a contraqueixa dos próprios dirigentes da FEESP envolvidos na mencionada tradução, que o acusaram de falta de caridade ao “expor” o escândalo. E é nesse embate de argumentos que consideramos a presente obra um excelente subsídio para nossas reflexões acerca das fronteiras entre a tolerância e o zelo para com a Doutrina Espírita, justificando nosso esforço em promover esta obra através desta reedição digitalizada de Na Hora do Testemunho.

E esta reedição não é despropositada; ela vem em boa hora porque estamos vivendo, neste começo da segunda década do século XXI, uma nova campanha de adulteração do Espiritismo, e que consideramos muitíssimo mais grave do que aquela tradução denunciada por Chico e Herculano. Falamos de publicações indevidas que negam o trabalho contínuo de Allan Kardec (Ver Publicações indevidas de obras de Allan Kardec) e apresentam uma tese esdrúxula que pretende “revolucionar o Espiritismo” com um modelo de moral que privilegia a razão humana, colocando-a como a medida de todas as coisas, nos moldes dos pensadores iluministas que supunham finalmente extrangular toda ideia espiritualista, enquanto entendemos que, à luz do Espiritismo, a medida de todas as coisas e a fonte de absolutamente tudo seja Deus, sendo o próprio Espiritismo a revivescência da espiritualidade ativa em nosso mundo (Ver Céu, inferno e autonomia em pauta em novo livro da FEAL e o nosso contraponto).


Há, portanto, um clamor natural e urgente por uma obra — espécie de segundo volume de Na Hora do Testemunho — para cuidar deste outro caso de adulteração, obra para a qual esta composição de Chico e Herculano muito pode contribuir, pelo exemplo de firmeza na defesa de Kardec, dos Espíritos missionários, de Jesus e de Deus. Rogamos que ele não tarde e que, vinda na hora propícia, ajude a esclarescer melhor os fatos.

Em tempo: que falta fazem Chico Xavier e José Herculano Pires!


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Reveja aqui as edições da série de postagens especiais Chico Xavier: 20 anos de Saudade que temos publicamos desde o começo deste ano:

sábado, 19 de novembro de 2022

Próxima palestra: "As potencialidades da alma", com João Luiz do Nascimento Ramos

Em sequência à nossa série Palestra Espírita Online, no próximo domingo, 20 de novembro, receberemos nosso confrade João Luiz do Nascimento Ramos, que nos brindará com a palestra "As potencialidades da alma", tema inspirador para todos nós, a fim de desenvolvermos mais nossas potências anímicas.

O programa começa às 10h (horário oficial de Brasília) deste domingo, portanto, dia 20 de novembro.

E se você perdeu a edição anterior do nosso programa, confira pela janela abaixo o vídeo com o bate-papo entre Ery Lopes, Katia Pelli, Paulo Roberto e Luís Jorge Lira Neto, sob o tema "Reflexões espíritas sobre Política":

Visite também a página oficial do programa Palestra Espírita Online.

E não deixe de compartilhar o programa com amigos e familiares, contribuindo assim com a divulgação do Espiritismo.

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

"Fantasma" num hospital da Argentina

Uma notícia curiosa correu o mundo nesta quarta-feira: um "fantasma" teria sido visto num hospital argentino por um guarda que estava de plantão no último sábado (12 deste novembro).

Uma unidade de saúde argentina registrou em vídeo uma cena inusitada de um de seus funcionários, que deixou os usuários de redes sociais intrigados: ele estaria conversando com um fantasma? Com o espírito de uma paciente que morreu apenas três horas antes da cena? O episódio aconteceu no Sanatório Finochietto, em Buenos Aires, na Argentina, naquele final de semana. As imagens foram compartilhadas nas redes sociais e foram parar na imprensa local, em veículos como o Clarín.

Segundo o jornal, o guarda da unidade de saúde se levantou de uma cadeira ao perceber que a porta principal havia sido aberta, por volta das 3h da manhã. Em seguida, pegou uma prancheta e começou a interagir com algo que não aparece nas imagens. Na gravação, o funcionário parece estar conversando naturalmente, colhendo dados e liberando a passagem para a área de atendimento. Ele ainda pega uma cadeira de rodas e oferece para o ser desconhecido.

Segundo o jornal, o homem, cuja identidade não foi revelada, trabalha para uma empresa de segurança contratada pelo hospital e afirmou que viu uma idosa corpulenta entrar pela porta do sanatório. Ela teria se aproximado e pedido para ir ao quarto 915, no 9º andar do edifício, pois havia esquecido um item de valor lá. Não fica claro no Clarín para quem ele teria feito essas afirmações. Após atender a suposta visitante, o vigilante ficou preocupado, já que fazia muito tempo que ela não voltava do quarto. Então, ele resolveu acionar outros colegas para ajudá-lo a procurar a senhora. No entanto, o homem ficou assustado quando os outros guardas revelaram a ele que ninguém havia chegado ao 9° andar.

Os guardas foram checar as câmeras de segurança e não identificaram nenhuma mulher idosa no hall de entrada. Em seguida, ao conferirem os dados da mulher, preenchidos em uma ficha pelo guarda em questão, perceberam que as informações correspondiam com as de uma idosa que havia morrido no quarto 915, três horas antes da suposta aparição do espírito.

Investigações: 'piada de mau gosto?'

O diretor de relações públicas do hospital, Guillermo Capuya, explicou ao Clarín que o caso está sendo investigado pela equipe da instituição e que em breve será possível saber o que realmente aconteceu. Mesmo assim, ele reforçou que não acredita que existam fantasmas no edifício. "Não existe tal fantasma, nem morto. A porta estava ruim, foi consertada. Foi aberta 28 vezes em dez horas. Quando a porta se abriu, o homem não estava acompanhado das pessoas que costumavam estar com ele".

Capuya suspeita de que alguém tenha feito uma brincadeira com o guarda. "Eu acredito que isso tem a ver com alguma coisa armada, não sei com certeza. Ele é um funcionário da empresa de segurança [terceirizado], não é nosso", explicou.

Fonte: Uol Notícias.


Nosso comentário

Hoje em dia, realmente não podemos acreditar em quase nada do que é divulgado pela internet, sobretudo coisas com apelo ao sensacionalismo, como infelizmente ainda se faz com o tema sério que é a espiritualidade. Então, não dá para saber se o episódio que "viralizou" é ou não um autêntico fenômeno espiritual ou uma brincadeira de muito mal gosto. O que podemos dizer, com seguridade, é que uma manifestação dessa natureza é absolutamente possível, como ocorre. Ou seja, em certas condições, uma pessoa comum (homem ou mulher, jovem ou criança, letrado ou analfabeto, religioso ou ateu, rico ou pobre etc.) é capaz de "ver", ou ter a impressão de ver um ser desencarnado (quer dizer, um Espírito), conversar com esse "fantasma" e ter a ilusão de estar falando com alguém "normal", portanto sem saber que se trate de um fenômeno espiritual, ou seja: mediúnico. E isso sem que a pessoa seja um méium ostensivo (aquele que frequentemente tem experiências mediúnicas, mais ou menos consciente). A História é farta de relatos assim.

Dentre as "condições" para que o fenômeno se realize, a primeira é que haja um Espírito interessado em se manifestar, que seja também capacitado para projetar o fenômeno (basicamente, usar os recursos do seu corpo espiritual, ou perispírito) e tenha permissão para tal feito, que nunca é feito despropositadamente. Em suma, é preciso haver uma razão e uma utilidade que justifiquem a realização de uma manifestação como essa. Poderia ser, por exemplo, despertar um cético para as questões espirituais, como que uma "prova" da realidade do mundo espiritual.

Brincadeira ou não, que o vídeo desperte mais interesse em se conhecer as potencialidades da alma e o intercâmbio entre este mundo e as dimensões infinitas dos Espíritos, para cujo assunto, o Espiritismo é a melhor doutrina pela qual podemos nos instruir.

sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Pré-lançamento: "Espíritos Sob Investigação", de Carlos Seth Bastos


A recente redescoberta dos manuscritos de Allan Kardec e outros documentos históricos acerca do desenvolvimento do Espiritismo desencadeou uma série de pesquisas positivas para todos os interessados na historiografia espírita, cujo fruto mais notável é o Projeto Allan Kardec administrado pela Universidade Federal de Juiz de Fora (saiba mais aqui). Na trilha desse importantíssimo trabalho, um dos mais nomes mais proeminentes é o do nosso confrade Carlos Seth Bastos, carinhosamente chamado também de Sir CSI do Espiritismo, que acaba de anunciar o pré-lançamento de um livro no qual ele sintetiza todo o apanhado feito nestes quatro anos de intensa investigação a partir de arquivos originais do acervo pessoal do codificador espírita de que hoje dispomos, bem como do cruzamento com outros registros históricos dispostos em cartórios e sites de instituições respeitáveis, por exemplo, da Biblioteca Nacional da França, que reúne grande acervo oficial do governo francês dos tempos da codificação do Espiritismo. Esta a proposta central do livro Espíritos Sob Investigação, que já está na fase de produção gráfica, sob o selo do Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo Eduardo Carvalho Monteiro (saiba mais sobre o CCDPE-ECM clicando aqui) com previsão de lançamento já para o mês de dezembro seguinte.

Carlos Seth Bastos é engenheiro eletrônico de formação, expert em logística de telecomunicações, natural de São José dos Campos e residente em Jacareí, ambos municípios do Estado de São Paulo, com passagem profissional em multinacionais até se aposentar e então intensificar suas pesquisas espíritas e publicações para a sua página. Espírita de longa data, é também presidente do Centro Espírita Amor a Jesus na cidade onde reside. Em agosto de 2018, ele criou uma fanpage na rede social Facebook intitulando-a “Imagens e Registros Históricos do Espiritismo, trazendo na foto de perfil a inscrição CSI: Codification Séances Investigation (clique aqui para abrir a fanpage) pretendendo, por esta página, publicar anotações suas sobre aspectos históricos relacionados à codificação do Espiritismo a partir de investigações a propósito de aspectos diversos, por exemplo, detalhes biográficos de personagens menos conhecidos ou mesmo desconhecidos do movimento espírita. Se foi uma iniciativa despretensiosa ou não, pouco importa; o fato é que esta página ganhou destaque já pelas descobertas e o interesse geral do público cresceu na mesma medida em que as pesquisas foram se robustecendo até naturalmente expor o exímio pesquisador que é o autor do CSI, em benefício da Historiografia Espírita.

Carlos Seth Bastos

Nós conversamos com o autor, que gentilmente satisfez aos seguintes questionamentos que o fizemos a respeito deste livro:

O que os leitores encontrarão de especial nesta obra?
Carlos Seth Bastos: Fatos inéditos sobre a vida de Rivail e dos médiuns utilizados por Allan Kardec, além de informações sobre as verdadeiras razões para o declínio da doutrina espírita na França.

Quando surgiu a ideia de concentrar tuas pesquisas num livro?
CSB: Nunca tive a intenção de escrever um livro, mas a rede social que abriga as pesquisas do “CSI do Espiritismo” começou a apresentar problemas operacionais de indexação das publicações. Desta forma, a ferramenta de busca passou a não mostrar todos os resultados, principalmente de “posts” mais antigos. Para não privar as pessoas do conhecimento, selecionamos pesquisas relevantes e preparamos o livro.

Como foi o processo de composição da obra? Por exemplo, o que deu “mais trabalho”?
CSB: Em primeiro a decisão sobre o que ficaria de fora. Queríamos algo em torno de 300 a 400 páginas. Depois, a “costura” dos capítulos para uma leitura mais fluida. E por último a busca das licenças para a utilização de determinadas imagens.

Que “causo” de toda essa revisão historiográfica mais te tocou?
CSB: Praticamente todos os capítulos contém alguma informação desconhecida pela maioria das pessoas. A descoberta de cada uma delas trouxe momentos de grande satisfação. Entre todas elas, podemos citar a desencarnação da bailarina Emma Livry, durante um ensaio da ópera “La Muette de Portici”. Emma é um Espírito feliz em “O céu e o inferno”.

Nessa obra, você apenas narra os acontecimentos, ou também faz alguma interpretação dos desdobramentos?
CSB: Procuramos sempre trabalhar usando o modelo científico de investigação forense, isto é, buscando dados fundamentados por fontes primárias, evitando dar nossa própria opinião. Mas claro, em um momento ou outro interpretamos as consequências destas informações, por exemplo, em relação à queda do Espiritismo no final do século XIX.

Que contribuição uma obra de historiografia como essa pode oferecer para o desenvolvimento da Doutrina Espírita?
CSB: É uma nova perspectiva de estudo. Se Hahnemann recomendou que Allan Kardec não usasse o médium B. na revisão da primeira edição de “O Livro dos Espíritos”, se houve uma segunda edição com correções importantes, se em “O Livro dos Médiuns” ele mesmo fala da influência pessoal do Espírito do médium, é porque ele, o médium, foi importante para o desenvolvimento da doutrina espírita. Apesar do seu caráter progressivo, sob o ponto de vista do resultado final, a perspectiva filosófica e científica seriam suficientes para seu entendimento. No entanto, aliado ao Controle Universal do Ensino dos Espíritos, o pensamento de Allan Kardec evoluiu ao longo de todo o período que, para simplificar, chamamos de Codificação (apesar do seu trabalho ter sido o de principal protagonista). Esta mudança aconteceu com a ajuda dos médiuns. As análises de seus perfis psicológicos e as influências a que estavam submetidos, nos ajudam a compreender o Espiritismo sob todos os ângulos possíveis.

Portanto, você já tem uma boa dica para presente de Natal e de final de ano, seja para você mesmo, seja para um parente ou amigo que tenha alguma afinidade com o Espiritismo: dê o livro Espíritos Sob Investigação de Carlos Seth Bastos e viaje na historiografia espírita.

Pré-venda com desconto neste link.