terça-feira, 20 de outubro de 2020

Novo livro da Sala de Leitura: "DE RIVAIL A KARDEC", de Carlos Seth


Em seguida ao volume inaugural da série de monografias de Carlos Seth, Coadjuvantes da Codificação Espírita (veja aqui). trazemos agora o segundo livro deste reconhecido pesquisador espírita, também conhecido como o CSI do Espiritismo, dada a sua perspicácia no apurado dos fatos e as respectivas referências, assegurando assim que seus relatos históricos acerca do desenvolvimento do Espiritismo nos forneçam alto nível de confiança.

Temos agora, então, o volume 2 da coleção CSI do Espiritismo, sob o título: De Rivail a Kardec, cuja sinopse oferecida é esta, adiante:
DE RIVAIL A KARDEC
Carlos Seth
Segundo volume da série "CSI do Espiritismo",  este volume traz importantes dados biográficos de Allan Kardec, de seus familiares e de pessoas com quem ele se relacionou, antes, durante e depois da codificação da Doutrina Espírita, contribuindo assim para que, a partir de dados históricos bem evidenciados e sustentados por fontes seguras, possamos conhecer melhor a personalidade do codificador do Espiritismo e compreendermos a dimensão de sua obra.
A obra está inteiramente à disposição de todos em formato PDF, que pode ser baixado gratuitamente da nossa Sala de Leitura.

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Artigo "Lei de Ação e Reação NÃO é Lei de Causa e Efeito" por Jorge Medeiros



Recebemos a sugestão do artigo a seguir e julgamos muito interessante para nossa reflexão, tanto que aqui o compartilhamos com todos. Como o próprio título deixa claro, o texto "Lei de Ação e Reação NÃO é Lei de Causa e Efeito", redigido por Jorge Medeiros, estudante de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro, oferece as justificativas para distinguirmos os diferentes conceitos expostos, mas que comumente são postulados pelo senso comum como ideias semelhantes.

Confira as ricas análises e deixe seu comentário a respeito.


Lei de Ação e Reação NÃO é Lei de Causa e Efeito

O primeiro procedimento adotado por Allan Kardec na abertura da gigantesca obra da Codificação foi se preocupar com as questões filosóficas, desta forma, o mestre inaugura a Doutrina dos Espíritos em seu primeiro parágrafo:
“Para se designarem coisas novas são precisos termos novos. Assim o exige a clareza da linguagem, para evitar a confusão inerente à variedade de sentidos das mesmas palavras." O Livro dos Espíritos - Introdução.
Pode-se notar que evitar ambiguidades era uma das tarefas a ser cumpridas.

Para minha surpresa, ao pesquisar para este artigo, não encontrei, formalmente, em nenhuma parte da Codificação ou na Revista Espírita a definição Lei de causa e efeito. Encontramos o axioma (*): para todo efeito existe uma causa e não há causa sem efeito. Essa máxima vulgarizada nas obras do mestre como um princípio, foi transformada em lei por espíritos pós-codificação, isto é, a partir deste axioma se torna, facilmente, dedutível a lei implícita. A Lei de causa e efeito, ensinada por alguns espíritos tem um caráter moral e também físico; ao agirmos no universo, cada ato tem uma consequência, cada gesto, cada pensamento se reflete no universo micro e macro cósmico. O fato de refletir não traz a ideia de uma reação imediata e implacável, por exemplo, quando alguém deseja um mal, o objeto receptor, não tem a obrigação de devolver o mal na mesma moeda, desta forma, uma ação pode desencadear infinitas possibilidades de consequências.

Confunde-se a 3ª Lei de Newton, que é uma restrita lei física, já que as leis de Newton não valem nos limites quânticos nem relativísticos, com o princípio de causa e efeito. Define Newton, em sua obra Principia, o princípio da Ação e reação:
A qualquer ação se opõe uma ação igual, ou ainda, as ações mútuas de dois corpos são sempre iguais e se exercem em sentidos opostos.
Se um dedo aperta uma pedra, a pedra apertará o dedo, se um cavalo puxa uma corda, a corda puxará o cavalo. Aplicado ao pé da letra, em todas as situações ocorreriam da mesma forma; como exemplo, se uma pessoa te feriu, ela deverá ser, por você, ferida da mesma forma e com a mesma intensidade. Outra questão é que a lei de ação e reação atua em corpos diferentes e nunca se anulam. A reação sendo “positiva ou negativa” nunca poderia anular a ação, logo, o mal nunca poderia anular o bem.

O princípio de causa e efeito, ensinado pelos espíritos, diz que quando há abuso do livre-arbítrio, a causa e o efeito estão na pessoa; quando se faz o bem, a causa está em na pessoa, e o efeito também. Quando afirma-se: Aquilo que plantar, isso mesmo irá colher. O que significa colher? Sofrer as consequências do ato, sendo este bom ou mau. Sabemos da misericórdia Divina que perdoa e ensina, não sendo necessário que uma pessoa que matou tenha que morrer nas mesmas circunstâncias. Mesmo se fosse, não seria uma aplicação da lei de ação e reação, sendo a lei de Talião, proclamada por Moisés, mais próxima deste princípio.

Causa e efeito material: Poderia usar infinitos exemplos, porém, contentar-me-ei apenas com um: se uma pessoa de tez branca ficar exposta à irradiação solar, sem proteção alguma, por horas e horas, ela estaria sujeita a dois tipos de efeitos possíveis: os efeitos determinísticos que são os que aparecem imediatamente, como queimadura e insolação, e os efeitos estocásticos que podem se manifestar ou não, como o câncer.

Causa e efeito moral: sabemos que os efeitos estocásticos podem estar relacionados com os problemas morais, pois somos seres trinos (espírito, perispírito, corpo-físico). Uma pessoa que matou não tem a necessidade de morrer, podendo passar por dificuldades e saldar sua dívida. Quando alguém nos deseja o mal, podemos anular os efeitos, em nós, pela oração e prática no bem, mas os efeitos no agente cabe, a ele mesmo, minimizá-lo pela reforma interior.

Lei do Carma: Alguns espíritos espíritas, como Bezerra de Menezes, utilizaram essa expressão, mas não é um termo do vocabulário Kardequiano, visto que o codificador conhecia a expressão, mas não utilizou devido às suas formas de serem interpretadas. Ensina-nos Herculano Pires:
A palavra carma (em sânscrito karma ou karman e em pali kamma) utilizada na Índia e por muitas correntes filosóficas religiosas, significa em primeira instância “ação”, “trabalho” ou “efeito”. No sentido secundário, o efeito de uma ação, ou se preferirmos, a soma dos efeitos de ações (vidas) passadas se refletindo no presente.
Na concepção hindu, carma quer dizer “destino” (canga) determinado ou fixo, ou seja, aqueles cujos atos foram corretos, depois de mortos renascerão através de uma mulher brâmane (virtuosa), ao passo que aqueles cujos os atos foram maus, renascerão de uma mulher pária (castas inferiores) e sofrerão muitas desgraças, acabando como simples escravos. (2)
A lei do carma aproxima-se da interpretação da Lei de ação e reação, porém, mesmo essa “lei”, nunca será igual à lei Newtoniana.

Nós, espíritas brasileiros, temos facilidade em aceitar conceitos novos e sofrermos influência das novidades ou tendência a agregar a nossa cultura a termos estrangeiros ou alienígenas à codificação. Esse é um erro que cometemos, muitas vezes repetimos frases de efeito, máximas e nem nos detemos em reflexões, para após essas reflexões e um estudo baseado na codificação tirarmos consequências. Mesmo que esses termos sejam velhos como a história, devemos ter cuidado. O cuidado não significa um vão preciosismo, sendo um zelo sem sectarismo.

A Lei de causa e efeito é totalmente conforme o Espiritismo, já a lei de ação e reação está totalmente disforme aos princípios que o Espiritismo veio proclamar. Fujamos dos modismos e abracemos a simplicidade, para, desta forma, errarmos menos.

(*) O termo axioma é originário da palavra grega αξιωμα (axioma), que significa algo que é considerado ajustado ou adequado, ou que tem um significado evidente. A palavra axioma vem de αξιοειν (axioein), que significa considerar digno. Esta, por sua vez, vem de αξιος (axios), significando digno. Entre os filósofos gregos antigos, um axioma era uma reivindicação que poderia ser vista como verdadeira sem nenhuma necessidade de prova.

_Lei, no sentido científico, é uma regra que descreve um fenômeno que ocorre com certa regularidade.

_Princípio: Lei fundamental.

Jorge Medeiros
estudante de Física (UFRJ)


Referências bibliográficas

1. Allan Kardec: O Livro dos Espíritos, O que é o espiritismo, A Gênese, O Livro dos médiuns, O Céu e o Inferno, Obras póstumas, o Evangelho segundo o espiritismo, O principiante espírita, Manual prático de médiuns e evocadores, O espiritismo na sua mais simples expressão, Revista Espírita - 12 volumes.

2. O Verbo e a carne - Herculano Pires

3. Sabedoria do Evangelho - 8 volumes - Carlos Torres Pastorino.

4. Física básica - Lucie, Pierre. Editora Campus Ltda.

5. SIR Isaac Newton - Os pensadores. Editora abril cultural.

6. Ação e reação - André Luiz FEB.



sábado, 10 de outubro de 2020

"Biografia de Kardec: período Rivail" por Charles Kempt


Ainda no ensejo do mês de aniversário de nascimento de Allan Kardec (3/10/1804), ofertamos aos nossos confrades espíritas e simpatizantes da causa de espiritualização da humanidade, uma verdadeira aula sobre a história desse grande personagem para a trajetória evolutiva do nosso planeta Terra, especialmente concentrada no período anterior à codificação do Espiritismo, quando ainda valendo-se do seu nome civil: Hypolite-Léon Denizard Rivail. Quem ministra essa aula é um conterrâneo de Kardec, Charles Kempf, presidente da Federação Espírita Francesa (Fédération Spirite Française), em bom português inclusive, nesta videopalestra organizada pela Fraternidade Espírita Recanto da Paz.

Acompanhe:

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sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Videopalestra "Como os Espíritos inferiores sugam nossas energias" com Dra. Anete Guimarães


Oferecemos aos nossos amigos confrades e simpatizantes do Espiritismo, a videopalestra "Como os Espíritos inferiores sugam nossas energias" com a extraordinária Dra. Anete Guimarães, desenvolvendo reflexões sobre a relação direta entre o equilíbrio espiritual e a saúde física, bem como o paralelismo entre as patologias comuns e o processo obsessivo. Imperdível!

Confira a videopalestra:


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216° aniversário de nascimento de Allan Kardec

Comemoramos neste 3 de outubro de 2020 o 216° aniversário de nascimento de um dos maiores personagens da História da Humanidade terrena:
Hyppolite-Léon Denizard Rivail, pedagogo francês que abraçou a extraordinária missão de ser o codificador da Doutrina Espírita, missão essa muito bem executada, para a qual assinou com o pseudônimo Allan Kardec, a quem nós só podemos dizer de melhor um "muito obrigado".

Saiba mais sobre Allan Kardec na Enciclopédia Espírita Online.


Foto inédita de Madame Kardec


Fotografia inédita de Amélie-Gabrielle Boudet, a Madame Kardec, é compartilhada em público por Adair Ribeiro, responsável pelo site Allan Kardec Online - AKOL, que dispõe do Museu Online do Espiritismo, cujo importantíssimo acervo histórico só cresce, favorecendo assim aos pesquisadores e os espíritas mais estudiosos.

Eis a nova preciosidade revelada:

Madame Kardec

Saiba mais sobre Madame Kardec na Enciclopédia Espírita Online.

Sobre o contexto dessa fotografia, segue a reprodução da post do AKOL na sua fanpage do Facebook:


𝐅𝐨𝐭𝐨𝐠𝐫𝐚𝐟𝐢𝐚 𝐢𝐧𝐞́𝐝𝐢𝐭𝐚 𝐝𝐞 𝐀𝐦𝐞́𝐥𝐢𝐞 𝐁𝐨𝐮𝐝𝐞𝐭

Nos anos de 1874 e 1875, a Revista Espírita publicou fotografias que supostamente retratavam espíritos desencarnados ao lado de várias “personalidades”. Mediante a suspeita da existência de fraudes, houve a investigação pela polícia francesa que culminou com a acusação de P.-G. Leymarie (responsável pela Revue Spirite), Alfred Henri Firman (médium) e Édouard Buguet (fotógrafo).

Constatamos que as fotografias começam a aparecer na Revista Espírita de junho de 1874, sendo que foram publicadas fotos em várias edições até o mês de abril de 1875.


Amélie Boudet aparece na Revista Espírita de janeiro de 1875 (vide foto abaixo).


No processo judicial instaurado em Paris em 16 de junho de 1875, que ficou conhecido como “Processo dos Espíritas” e relatado no livro (vide foto adiante) de mesmo nome (Procès des Spirites) – editado pela madame P.-G. Leymarie em 1875 - foram ouvidas 55 testemunhas, sendo 27 de acusação e 28 de defesa.


Amélie Boudet foi uma das pessoas enganadas pelos fraudadores.

Buguet e Leymarie foram condenados a um ano de prisão e ao pagamento de quinhentos francos de multa. Na prisão, Leymarie elaborou uma Memória à Corte Suprema, atestando, perante a sua consciência e os seus filhos, a sua inocência. Já, Buguet escreveu ao Ministro da Justiça após pouco mais de três meses da data de instauração do processo, dando testemunho sobre a inocência de Leymarie, acrescentando que 2/3 das fotos eram verdadeiras e o restante fora forjado.

No livro Pesquisa Bibliográfica e Ensaios de Interpretação – Volume III – FEB – 2ª edição - de Zêus Wantuil e Francisco Thiesen, na página 217, aparece uma foto de Amélie Boudet ao lado do Espírito Allan Kardec (imagem a seguir).


Esta foto da senhora Kardec - na “presença” de Allan Kardec - pode ser encontrada em várias páginas na internet, sendo atribuída ao fotógrafo Buguet [6][7].

A mesma foto sem a presença do Espírito de Allan Kardec também pode ser obtida em algumas páginas na internet [5] [8].


Não somos experts em fotografia, mas, quando colocamos as fotos lado a lado podemos notar a montagem feita entre a foto original e a outra com a inserção do suposto Espírito de Allan Kardec.

O museu AKOL – AllanKardec.online adquiriu recentemente uma foto inédita original de Amélie Boudet (30cm x 23cm) – em excelentes condições - e que, provavelmente, tenha sido efetuada no mesmo dia e no mesmo estúdio utilizado para a realização da fotografia mencionada nos parágrafos anteriores (primeira imagem desta postagem).

Quando efetuamos a comparação lado a lado, podemos perceber a semelhança em todos os detalhes da inédita foto de Amélie, com a fotografia até agora conhecida, e que foi adulterada por Buguet.

O museu AKOL – AllanKardec.online já assinou o acordo de parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora - MG, e em breve, esta foto de todos os manuscritos estarão disponíveis com as transcrições e traduções no portal - Projeto Allan Kardec: https://projetokardec.ufjf.br/

Referências: 

1. Autores Espíritas Clássicos.

2. Procès des Spirites – Édité par Madame P.G. Leymarie do acervo do museu AKOL – AllanKardec.online;

3. WANTUIL, Zêus e THIESEN, Francisco – Pesquisa Bibliográfica e Ensaios de Interpretação – Volume III – FEB – 2ª edição;

4. Processo dos Espíritas na Wikipédia.

5. Pierre-Gaëtan Leymarie em Autores Espíritas Clássicos.

6. La Porte Ouverte.

7. Deuxième Temps.

8. Kardec.blog.

9. Revue Spirite de 1874 e 1875 pertencentes ao museu AKOL - AllanKardec.online.


quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Novos verbetes da Enciclopédia Espírita Online: "dogma" e "dogmatismo"


Mais dois verbetes vêm enriquecer a nossa Enciclopédia Espírita Online: "dogma" e "dogmatismo", termos corriqueiros dentro da temática de estudos espiritualistas, mas também utilizados pelas doutrinas filosóficas e disciplinas científicas.

E, o que pode ser causa de espanto para os menos inteirados da codificação espírita, são termos também de que Allan Kardec se serviu, por exemplo, aplicando-os com referência à Lei de Reencarnação.

Por isso, pensamos ser de grande interesse dos mais confrades estudiosos consultar a conceituação destes verbetes.

Acesse agora mesmo essa novidade da Enciclopédia Espírita Online.

E não deixe de compartilhar com seus familiares e amigos.