terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

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"O espírita, a interdição ao corpo e o carnaval" por Pedro Camilo


Às vésperas de mais um feriadão carnavalesco, é natural que, por razões diversas, pessoas se socorram a interpretações variadas sobre a origem, a essência e as consequências de tal festim, e dentre essas interpretações, se procure respostas à luz do Espiritismo. E, afinal, o que diz a Doutrina Espírita sobre o Carnaval? É proibido? O Espiritismo não se envolve com isso? É cada um por si mesmo?

Nesse mar de questionamentos, a primeira coisa que oferecemos é que cada resposta (de um espírita) significa meramente "uma" ideia, uma opinião particular, correspondente ao grau de conhecimento de quem a expressa — seja a de um estudioso espírita, seja a de um Espírito comunicante. Não há, portanto, um código de lei, palavra sagrada, algo que seja entendida dentro da doutrina como uma regra absoluta; tudo no Espiritismo é instrução, indicação, sinalização, mas não um ditado, uma ordem, um dogma. De maneira que a coisa é um tanto subjetiva mesmo. Todavia, considere-se aí que pessoas estudiosas e Espíritos mais adiantados carregam em si experiências — teóricas e práticas — dignas de apreciação. Então, é sempre bom prestarmos atenção em suas sinalizações, suas admoestações. E, sem dúvida, enquanto observando bem os preceitos espíritas, essas instruções contém notória utilidade.

Imbuídos nesse entendimento, compartilhamos aqui, para a análise detodos, mais uma dessas opiniões acerca do Carnaval, oferecidas pelo estudioso espírita Pedro Camilo, publicadas pelo site Guardiões da Humanidade.


Pedro Camilo



O espírita, a interdição ao corpo e o carnaval
O espírita é, antes de tudo, uma pessoa, um ser humano, um “ser no mundo” que, como tal, vive o mundo e suas possibilidades conforme suas necessidades, carências e expectativas. Não perder essa dimensão humana de si mesmo é caminho de segurança para a própria felicidade, pois o contrário significaria viver uma ilusão, talvez a pior delas, que é a ilusão sobre si mesmo.
Sendo assim, é natural que o espírita, como pessoa que é, viva o mundo e no mundo, sem que isso signifique seu apequenamento evolutivo, se assim me posso expressar. Pensam de modo diferente, porém, aqueles que ainda estão marcados por um religiosíssimo atávico, idiossincrasia não só reencarnatória, mas também da atual existência, segundo o qual “experimentar as coisas do mundo” é pecado, é um erro, especialmente quando esse “experimentar” guarda relação com o corpo.
É que o corpo, para quem se pauta por um viés religioso-tradicional, é tratado como sinônimo de sujo, de animalidade. O corpo simboliza a matéria, densa e bruta, enquanto o que se sonha é o vaporoso, o diáfano, o espiritual. Daí porque os discursos religiosos costumam seguir na interdição ao corpo, a tudo aquilo que pareça exaltá-lo, experienciá-lo, considerando que isso é marca daqueles que se entregam a “desejos mundanos” e, por isso, ainda demais inferiorizados e distantes do ideal de perfeição a que se aspira. Os espíritas, nada obstante o Espiritismo seja uma doutrina progressista e libertária, ainda seguem por esses caminhos. Na vivência espírita, o “corpo” não tem vez, sendo sempre barrado das mais variadas formas: na mediunidade, o “corpo” deve permanecer impassível, sem movimento, pois isso indicaria “indisciplina” para aplicar o passe, o “corpo” não pode ter
atividade sexual no dia anterior, pois isso “macularia” os fluidos; diante de uma palestra que agrada, encanta, não se pode aplaudir (expressar “corporalmente” um estado de felicidade e contentamento), pois isso “desequilibra” o ambiente; se estamos em férias, não se deve curti-las em demasia, pois isso seria entregar-se ao jugo do “corpo”, numa espécie de ostracismo imerecido; se há uma festa, não se pode dançar (movimentar o “corpo” para aliviar as tensões e buscar satisfação, inclusive física), pois “dançar” é demonstração de necessidades menores…
O corpo, assim, segue sendo o grande vilão evolutivo, pois é sinônimo de “carne”, que é “fraca”, e se impõe a necessidade de fugir do seu império…
Discursos e posturas desse tipo desembocam em erro de percepção. Acredita-se que “negar o corpo”, que seria o mesmo que “negar os desejos”, seja a melhor forma de se espiritualizar. Entretanto, a negação só promove distanciamento, fuga e sofrimento, pois é o reconhecimento do corpo e, consequentemente, dos desejos, que torna o ser consciente de si mesmo, de suas necessidades, capaz de avaliar seu alcance, sua extensão e seu impacto. De tal tomada de consciência depende uma “clareza evolutiva”, característica de espíritos maduros, que garantem um estado de tranquilidade interior, marcado pela compreensão de possibilidades e limites que, por via de consequência, conduz à “vivência do mundo” e à “experiência do corpo” sem sentimento de culpa.
Tudo isso tem a ver com o carnaval. O Espiritismo não o condena, mas os espíritas, em sua maioria, sim, especialmente alguns espíritos que, ou viveram um despertar espiritual marcado pela percepção dos próprios excessos, ou tiveram experiências religiosas de plena “interdição ao corpo” (celibato, clausura, mortificações…). E usam da “interdição ao corpo” para disseminar um discurso de terror, de amedrontamento
e de interiorização, olhando-se para os possíveis e reais “excessos”, cometidos por alguns, como se fosse algo inevitável a quem vá “curtir o carnaval”, esquecidos de que a experiência da “educação pelo temor” não produz efeitos salutares, há muito fracassou.
Se pensarmos pela via do excesso, outras tantas festas abrem portas para tanto, como o Natal, as confraternizações de final de ano, as festas de aniversário, uma comemoração em família… E que dizer dos “excessos morais”, praticados sobretudo por aqueles que interditam o próprio corpo, mas se esbaldam em maledicência, orgulho, intrigas e julgamentos morais de todo tipo?

No carnaval há espíritos vampirizadores daqueles que se entregam ao uso desenfreado do álcool e outras drogas, bem como de práticas sexuais desequilibradas?

- Sim, há. Mas também os há no cotidiano, em casa, no clube, numa festa de aniversário. A questão não é o lugar, mas o sujeito;

No carnaval, posso me contaminar com fluidos deletérios?

- Sim, pode. Mas também pode se contaminar no trabalho, na escola, na faculdade, na via pública, numa festa de formatura. A questão, novamente, não é onde você está, mas a que tipo e influência você se sujeita;

No carnaval, há pessoas mal-intencionadas e dispostas à violência?

- Sim, há. Mas também se encontram na esquina da rua de nossa casa, na saída do trabalho, no ponto de ônibus ou de metrô. Em todos os lugares, temos que saber onde, como e com quem andar. Não é diferente no carnaval ou de onde quer que seja;

No carnaval, há excessos de todo tipo?

- Há, sim. Mas também os há em todos os momentos da vida, desde que as pessoas estejam dispostas a esses excessos.
Também há relatos de médiuns que veem espíritos desta ou daquela forma, com tais ou quais características... mas também não existem na rua, nas festas de aniversário, de formatura, nas escolas e faculdades, onde há excessos e intenções infelizes? E será que o "saber antes" que tais espíritos estão por lá não "predispõe" a pessoa a vê-los ou senti-los? Em outro texto, abordarei essa questão com o exemplo do Mercado Modelo de Salvador.

A questão é muito clara:

- Se você reconhece suas fraquezas e sente que pode se influenciar, não vá;- Se você não consegue vencer o medo da violência, não vá;- Se você acredita que vai te fazer mal, não vá;- Se você não gosta de multidões, como eu, não vá;- Se você acha que é errado ir, não vá mesmo!
Agora, se você está em paz, não sente medo, gosta, acha certo e quer ir, a decisão de ir ou não é sua, não dos espíritos ou de quem quer que seja. Talvez você corra alguns riscos, mas comer azeitona também é perigoso...
Conheço milhares de pessoas que gostam, vão e voltam e continuam suas vidas. Aliás, é o que acontece com a grande maioria.
A “carne” só é “fraca” para o espírito que é mais fraco do que ela. Para os que reconhecem as próprias fraquezas e as próprias virtudes, a carne (corpo) é um instrumento, um caminho de realização de si mesmo, dos próprios desejos, dos objetivos superiores da encarnação, buscando fugir dos excessos de todo tipo e “experienciando” a vida material em tudo aquilo de bom que ela tiver para oferecer, segundo gostos e preferências. Que cada um construa seu próprio caminho, que se reconheça como sujeito, e não mero objeto da evolução, e reconheça seus próprios limites e possibilidades. E que não se esqueça dois aspectos muito importantes em todo esse contexto: responsabilidade e respeito. Somos responsáveis por tudo que fazemos, a nós mesmos e aos outros. Se agirmos sempre com respeito, pelo outro e por nós mesmos, que mal há em “viver”?
Pedro Camilo


E para descontrair, um pouco de humor instrutivo com um vídeo do canal Amigos da Luz.


E não deixe de compartilhar e ajudar a divulgar o Espiritismo.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Videopalestra "Transe mediúnico" com o Dr. Décio Iandoli Jr.


O que é o estado de "transe" e quando ele está vinculado com as capacidades anímicas e mediúnicas? Quais as nossas chances de "cair em transe" e daí desenvolver a mediunidade?

Análises para essas e outras questões relacionadas ao tema estão disponíveis na videopalestra espírita "Transe mediúnico" com o Dr. Décio Iandoli Jr., médico formado pela Universidade São Francisco de Bragança Paulista, São Paulo. A palestra foi publicada em 5 de janeiro deste 2020 pelo canal da FEMS - Federação Espírita do Mato Grosso do Sul, gravada durante o Congresso Espírita de Dourados.

Confira as referidas análises:


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terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

"Predestinado", filme que conta a história do médium Zé Arigó, ganha trailer


Com estreia marcada para 18 de junho de 2020, Predestinado - Arigó e o espírito do Dr. Fritz já ganhou seu primeiro trailer oficial, obtido em primeira mão pelo UOL. Estrelado por Danton Mello e Juliana Paes, o longa conta a história do médium mineiro José Pedro de Freitas, o Zé Arigó, que se tornou esperança de cura para milhares de pessoas a partir do final da década de 1950.

O filme relata a trajetória de Arigó desde a infância, quando se manifestaram os primeiros sinais de mediunidade, até a vida adulta, quando dores de cabeça, insônia, visões e vozes em outros idiomas o fizeram aceitar seu dom e dar início às atividades de operações espirituais e cura. "Arigó foi um homem iluminado que salvou milhares e milhares de pessoas", diz Danton Mello, que interpreta o médium na produção. "Foi o primeiro a fazer cirurgias espirituais. Com esse filme, vamos poder deixar registrado todo o trabalho que ele fez, sua vida difícil, e o bem que ele fez para tanta gente", completa.

Rodado em Congonhas, cidade natal de Arigó, Cataguases e Rio Novo, em Minas Gerais, "Predestinado" ainda conta com Marcos Caruso, Alexandre Borges e Cássio Gabus Mendes no elenco, além de outros grandes nomes do cinema nacional. A direção é de Gustavo Fernandez e o roteiro, de Jaqueline Vargas.

Confira o trailer:


Fonte Portal UOL


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Livro novo: "O Espiritismo diante da centenária e despótica Saga Roustaniana" de Jorge Hessen


Acabou chegar para compor o acervo da nossa Sala de Leitura o livro O Espiritismo diante da centenária e despótica Saga Roustaniana, de nosso confrade espírita Jorge Hessen. Confira a sinopse da obra:

O Espiritismo diante da centenária e despótica Saga Roustaniana

Uma breve apresentação histórica da chegada do Espiritismo no Brasil e, como seu desdobramento, a formação do chamado Movimento Espírita Brasileiro que, segundo o autor, desenvolveu-se cambaleando intrinsecamente entre os conceitos doutrinários de Allan Kardec e as ideias de Jean-Baptiste Roustaing, a quem se atribui a fundação do movimento Roustainguismo.
Então, opondo-se fracamente a essa segunda vertente, o direcionamento do livro visa justamente dar publicidade a essa faceta antidoutrinária dos roustainistas no meio espírita para alertar os confrades kardecistas da necessidade de combatê-la.
O livro descreve a origem e destino das principais organizações levantadas dentro do Movimento Espírita (Grupo Confúcio, FEB, FEESP, USE etc.) e a peleja em prol da tão propalada ideia de unificação dessas instituições para a promoção do Espiritismo.

É, portanto, uma apanhado histórico e tanto, digno da apreciação de todos, afinal, Jorge Hessen é um estudioso e ativista espírita de longa data, de muitos contatos e refinado conhecimento, apresentando a sua visão dessa temática um tanto espinhosa para muitos que é o roustainguismo dentro do movimento espírita.

O livro foi editado e é distribuído gratuitamente pela Luz Espírita e pelo site Autores Espíritas Clássicos.

Baixe o PDF de O Espiritismo diante da centenária e despótica Saga Roustaniana pela Sala de Leitura do Portal Luz Espírita.

Baixe o PDF de O Espiritismo diante da centenária e despótica Saga Roustaniana pelo site Autores Espíritas Clássicos.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Lampadário Espírita - edição de fev-2020


Já está à disposição de todos a edição de fevereiro de 2020 do já tradicional jornal Lampadário Espírita, editado por nossos confrades do Estado de Pernambuco.

No presente volume do Lampadário, destaque para um recorte histórico sobre a francesa Madame de Girardin, jornalista, médium contemporânea de Allan Kardec.

Tem ainda a continuação de uma interessante matéria sobre uma vertente corrente no movimento espírita brasileiro: "Espiritismo à esquerda".

Acesse gratuitamente agora mesma o Lampadário Espírita.

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Novo verbete da Enciclopédia Espírita Online: "União Espírita Francesa"


Temos novidade na Enciclopédia Espírita Online: a inclusão do verbete correspondente à União Espírita Francesa, a entidade fundada para dar continuidade ao desenvolvimento do Espiritismo após a desencarnação de Allan Kardec; seus principais articuladores foram Gabriel Delanne, Berthe Fropo e Léon Denis, contando com o apoio da Madame Kardec.
União Espírita Francesa (Union Spirite Française) foi um grupo de estudos e divulgação do Espiritismo fundado em 24 de dezembro de 1882, em Paris, França, com o objetivo de servir de entidade federativa para os espíritas locais e intercâmbio com outros centros espíritas do exterior, em continuidade às obras doutrinárias de Allan Kardec e total observância aos princípios da codificação do Espiritismo. Sua fundação também teve como pano de fundo a necessidade de fazer frente aos diretores da Sociedade Anônima, que herdaram os órgãos deixados por Kardec (Revista Espírita, Livraria Espírita e direitos autorais dos livros doutrinários) e que, no entender da União, estavam transviando os valores da doutrina. Seus principais articuladores foram Berthe Fropo, Gabriel Delanne e Léon Denis, com a anuência da viúva Kardec (Amélie-Gabrielle Boudet). Seu órgão oficial foi o jornal O Espiritismo (Le Spiritisme), que circulou quinzenalmente entre março de 1883 e janeiro de 1895.
Denis, Fropo e Delanne: fundadores da UEF
Conheça a história dessa valorosa entidade e suas principais obras em defesa dos princípios doutrinários do Espiritismo e da memória do codificador espírita.

Ver o verbete completo: União Espírita Francesa.