quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Calendário Histórico Espírita: aniversário de desencarnação de Cairbar Schutel


Recordemos nesta data, por ocasião de mais um aniversário de desencarnação, de um dos maiores divulgadores do Espiritismo no começo do século XX: 

Cairbar Schutel (Rio de Janeiro, 22 de setembro de 1868 - Matão, SP. 30 de janeiro de 1938) foi um farmacêutico, político e renomado jornalista, lembrado pelo Movimento Espírita como um dos grandes divulgadores do Espiritismo do começo do século XX. Escreveu reconhecidos livros espíritas e foi fundador de dois importantes veículos de comunicação doutrinária: o jornal O Clarim e a Revista Internacional de Espiritismo, pelo que é conhecido como "O bandeirante do Espiritismo".

Conheça melhor a vida e a obra de Caibar Schutel na

Veja mais registros de eventos importantes para a Histórica do Espiritismo na página Calendário Histórico Espírita.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

"Um novo amanhã" de Adriana Peixoto & Zum Araújo no Painel da Música Espírita


Acabamos de incluir em nosso acervo do Painel da Música Espirita o título "Um Novo Amanhã", composição de Zum Araújo que a interpreta com Adriana Peixoto, música essa que está livremente disponível para download (veja aqui), conforme autorização dos seus produtores.


Adriana Peixoto & Zum Araujo residem em Embu das Artes-SP e já desde de 2012 fazem apresentações pela região e para onde mais são convidados. Contato com Zum Araújo pelo email: zuenil@gmail.com.

Como a dupla mesmo exprime, "a ambientação musical que a dupla faz nos eventos espíritas cumpre papel fundamental pois têm como fim precípuo semear no coração de cada ouvinte, a mensagem de amor deixada pelo nosso mestre Jesus e, por conseguinte, acalmar e canalizar a energia vibracional do público para uma atmosfera mais branda para que assim possam vibrar em sintonia com o universo espiritual e melhor aproveitar as palestras o evento e o socorro espiritual que paira sobre todo encontro espirita".


Confira o vídeo da música "Um Novo Amanhã" no YouTube:


Confira outras músicas espíritas, algumas com letras, cifras para instrumentos musicais e link para videoclipe e playback em Painel da Música Espírita.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Enciclopédia Espírita Online: inclusão do verbete "Quiromancia"


Em mais uma edição da Enciclopédia Espírita Online, adicionamos um verbete: "cartomancia", um costume antigo, de forte apelo popular, mas que nada tem a ver com a Doutrina Espírita senão por emprestar ocasião para se refletir sobre as velhas práticas místicas e da comum exploração da boa-fé dos menos familiarizados com as leis espirituais.

Veja a síntese do verbete:
Quiromancia, a arte de ler as mãos, é uma milenar prática especulativa baseada na ideia de que as características (direção, tamanho e textura) das linhas da palma da mão seriam indicadores da sorte e destino do indivíduo. É chamado de quiromante a pessoa capaz de interpretar essas características e, assim, capaz de fazer esse tipo de adivinhação, seja para revelar o passado do consulente, seja para desvendar seu futuro. Além de não conter nenhum fundamento científico, a prática da quiromancia é absolutamente rechaçada pela Codificação Espírita e classificada como uma espécie de superstição, misticismo e, certos casos, de embuste.
Bem se vê que vale a pena conferir esse lançamento, pelo qual os estudiosos espíritas poderão saber mais sobre a origem e o desenvolvimento da prática quiromântica, assim como saber da sua reputação frente às ciências e aos conceitos fundamentais do Espiritismo.

A Adivinha, pintura de Caravaggio

Clique aqui e acesse agora mesmo na íntegra o verbete "Quiromancia" na Enciclopédia Espírita Online.

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O fenômeno Data Limite: a tese formulada a partir das revelações atribuídas ao médium Chico Xavier e os contrapontos


Tem um assunto muito em discussão no meio espírita atualmente que tem causado muita controvérsia, mexido com os ânimos de uns e gerado dúvidas em outros. Para se ter uma ideia da dimensão do assunto, que já rendeu livros e um filme-documentário de grande audiência, devemos lembrar que a nossa primeira postagem a respeito dele é hoje a postagem mais visualizada do nosso blog Espiritismo em Movimento, já com mais de 26 mil visualizações (veja aqui). Estamos falando do fenômeno Data Limite.

Abrimos o link www.datalimite.com.br e lá encontramos, já de cara, um contador decrescente cujos números convergem para o limiar do dia 20 de julho deste 2019, no horário oficial de Brasília, como está especificado na página. No título em destaque, a chamada para a "Data Limite segundo Chico Xavier". O site foi criado e é mantido por Carlos Eugenio Torres, espírita, brasileiro, de Fortaleza-CE e residente na Flórida, EUA, engenheiro da computação.


A tese veio à público por dois respeitados ativistas espíritas — Geraldo Lemos Neto e a saudosa Dra. Marlene Nobre —, pessoas íntimas do médium Chico Xavier, que é, por assim dizer, o patrono das revelações que compõem a referida formulação.

Geraldo Lemos Neto (ver no facebook) tem hoje 57 anos e está em plena atividade na divulgação do Espiritismo, palestrando, escrevendo e mantendo intensa publicidade espírita através de diversos canais, dentre os quais a TV A Caminha da Luz. Natural de Belo Horizonte, ingressou no movimento espírita desde cedo por influência de sua família materna, a família Machado, de Pedro Leopoldo, contemporânea de Chico Xavier, com quem foi muito próximo (Fonte A Caminho da Luz).

Geraldo Lemos Neto

A paulista Marlene Nobre foi esposa e viúva do deputado espírita Freitas Nobre. Formou-se em medicina e em paralelo foi uma notável divulgadora da Doutrina Espírita, fundadora do Centro Espírita Cairbar Schutel em São Paulo e da Associação Médico Espírita - AME, que presidiu por vários anos. Junto com o esposo, foi fundadora e articuladora do jornal Folha Espírita, além de autora de reconhecidos livros doutrinários, dentre os quais A Obsessão e suas Máscaras. Também foi membro do Conselho Nacional das Entidades Especializadas da FEB - Federação Espírita Brasileira. Marlene Nobre desencarnou em 5 de janeiro de 2015 (fonte FebNet).

Dra. Marlene Nobre


A tese Data Limite

O que hoje recebe o nome de Data Limite é uma tese formulada a partir de informações que justamente Geraldo Lemos e Marlene Nobre colheram junto a Chico Xavier, dadas mediunicamente, especialmente pelo Espírito Emmanuel, conforme anotamos no nosso post "Revelações De Chico Xavier Sobre Transição Planetária" de 1 de junho de 2011.

Em síntese, o inesquecível médium teria recebido informações a respeito de determinações espirituais em vista do programa evolutivo do planeta Terra, em meados do século passado, estando a nossa humanidade já muito em atraso espiritual, apesar dos esforços dos seus instrutores do além. E na iminência de deliberações mais arrojadas para se fazer cumprir o plano de adiantar o nosso globo à fase de regeneração, deixando a Era característica de expiação e de provas, inclusive pelo processo de exílio dos Espíritos mais atrasados a mundos mais inferiores — de condições de vida bem mais penosa do que nosso orbe —, Jesus teria proposto um período de moratória correspondente a meio século, para que os terráqueos pudessem se condicionar aos planos da nova Era a fim de continuarem aqui — e escapar de serem degredados —, sob a condição de os homens não cedessem à insistente tentação de um novo conflito planetário, o que seria a terceira guerra mundial, de cujas destrutivas consequências seriam quase que incalculáveis; passado essa moratória sem tal calamidade, por mérito, a humanidade então se habilitaria a novos e extraordinários benefícios da espiritualidade, enquanto que, se dentro desse prazo — que se encerra na dita data limite — a humanidade venha a caminhar para a terceira guerra, ela iria contrair para si uma grande responsabilidade, espécie de "carma coletivo", que imporia a todos um enorme sofrimento.

Geraldo Lemos e Chico Xavier

Chico teria recebido sondagens sobre o possível cenário resultante de cada uma das duas circunstâncias possíveis. No caso de vencermos esse período isentos da mancha de uma terceira guerra, novas possibilidades se abririam para o desenvolvimento humano, inclusive um contato direto com irmãos nossos de outros orbes que, mais evoluídos do que nós, podem contribuir com nosso progresso. No segundo cenário, havendo estourada o terceiro conflito mundial, ficaríamos à mercê de indizível e duradouro sofrimento expiatório.

A data limite estipulada em 20 de julho deste 2019 tem um significado simbólico: representa o meio século de moratória proposta por Jesus a contar de um dia marcante para a História da Humanidade: 21 de julho de 1969, quando o homem chegou á Lua, na incrível jornada da missão Apollo 11.

Um marco para a História da humanidade terrena: a conquista da Luz em 1969

Com a especulação de supostas previsões maias para o "fim do mundo" em 2012, correu livre a ideia de que essas especulações tivessem alguma fundamentação com as ditas revelações de Chico Xavier. Em vista disso, Geraldo Lemos e a Dra. Marlene Nobre se viram no ensejo de desvincular as duas teses e então eles lançaram o livro Não será em 2012, publicado em 2011.

Logo em seguida, a dupla lançou a obra 2019: O Ápice da Transição Planetária, contextualizando as revelações de Chico Xavier, em acordo com as explicações de Allan Kardec na codificação espírita sobre os períodos evolutivos dos mundos e a preparação da Terra para a Nova Era, como se lê especialmente no capítulo derradeiro de A Gênese.

Acompanhe pela janela a seguir um vídeo com os dois expoentes da tese Data Limite, por ocasião do lançamento do livro Não será em 2012:


Também parece válido lembrarmos das contas que o requisitado orador espírita Haroldo Dutra Dias fez para marcar o ápice da Transição Planetária, no caso, para o ano 2059, veja:





Antíteses à Data Limite

Naturalmente que não se poderia esperar consenso entre os espíritas sobre a tese Data Limite. O médium e orador Divaldo Pereira Franco por vezes deu depoimentos dúbios a respeito desse assunto. No entanto, no mais recente vídeos (pelo que apuramos) no qual trata do caso, ele sugere não endossar a tese  ainda que não se veja em condições de desmenti-la, mesmo que "pessoalmente", ele não comungue da ideia. Vejamos:




Marcelo Henrique
Por outro lado, sem sofismas e sem qualquer receio de explanar uma opinião clara e precisa, temos aqui, como contraponto à tese Data Limite, um artigo assinado por Marcelo Henrique, divulgador espírita e idealizador do grupo Espiritismo Com Kardec, que oferecemos à reflexão de todos:



Espiritismo e Previsões:A propósito da acalentada “data-limite”Marcelo Henrique

O assunto não é novo. Nem será a última vez. Parece-nos que os espíritas, em sua maioria, adoram cogitar sobre previsões e muitos consultam certos "médiuns" para saber o que lhes advirá, em breve ou mais à frente.
Em torno da Doutrina dos Espíritos, ultimamente, tem-se falado muito na tal "data-limite". É como se a paciência do Criador estivesse se esgotando e houvesse um "planejamento" para dar um basta a tantas iniquidades e violências perpetradas por todos os cantos deste ínfimo planeta de um pequenino sistema, o solar.
Atribuem ao médium mineiro — conhecido por sua imensa fraternidade e abnegação, ao mesmo tempo, sua serenidade e compaixão — a "previsão" de uma data, que estaria prestes a ocorrer, para a "depuração" planetária.
Uma releitura, evidentemente, do "juízo final" das religiões cristãs, onde se separariam, à direita e à esquerda (sem qualquer conotação política, é claro) os "bem quistos" e os "amaldiçoados". Em "leitura dita espírita", seria a progressão do planeta requerendo novos ares e novos protagonistas. Ou seja, os não-credenciados seriam retirados, compulsoriamente, do orbe para dar lugar a espíritos "mais comprometidos".
Lendo e estudando sobre a Lei do Progresso — que alcança a todos, individual e coletivamente — na Terceira Parte de "O livro dos espíritos", a "seleção espiritual" acima soa despropositada, equivocada e, até, bárbara. Os processos evolutivos são permanentes e lentos, ocorrendo, naturalmente. Os Espíritos Superiores, inclusive, em distintas partes da obra codificada pelo Professor Francês, já declinaram suficientemente sobre a ação humana para fazer progredir a(s) Sociedade(s), não sendo possível entender nenhuma ação efetiva e pontual, da "Espiritualidade" para mudar, num só ato, a "atmosfera espiritual" da Terra. Não, mesmo!
Perdoem-me se, com estas linhas, eu "decepciono" aqueles que "esperam" um "momento de libertação espiritual". Guardadas as devidas proporções, o povo judeu também ansiou por isso, com Moisés e, na própria estada do Galileu entre nós, também esperaram, seus convivas, que ele fosse o efetivo apascentador de ovelhas. Ou, quem sabe, os que "acham" que uma eleição é suficiente para "plasmar" uma sociedade melhor, mais igualitária e próspera, e os seus cidadãos, nacionalmente, mais felizes.
Kardec, visionário, antecipou esta discussão — que também era objeto de sua preocupação, para entender de fato o "papel" dos Espíritos na vida dos homens (também, Espíritos), diante do quadro de interdependência e correlação entre as duas realidades, a física e a espiritual. Sim, o Codificador admoestou as Inteligências Invisíveis acerca do que poderia (ou não) se informado aos viajores na carne. E recebeu, às vezes, na forma de orientações, chamadas importantes no sentido de que, a nós, encarnados, não estão acessíveis determinados "conhecimentos", em face das próprias Leis Espirituais e porque, em nossas trajetórias, devemos agir e não esperar que os "Céus" façam algo por nós.
A saída da infância para a maturidade espiritual, assim, depende da mudança de paradigmas conceituais. O "crente" — mesmo o espírita — ainda entende Deus de uma forma pessoalizada e antropomorfizada, resultando daí as conhecidas expressões que são utilizadas, diuturnamente, na vida em geral e nas assembleias espíritas, como se Deus agisse, Deus protegesse, Deus abençoasse, Deus provesse, Deus afastasse, e tudo, absolutamente tudo, ocorrendo com base na "vontade de Deus".
Esta "vontade", entendamos, é a própria resolução da vida, a partir da aplicabilidade, total e permanente, dos efeitos de suas Leis Universais, todas elas autoaplicáveis e regentes de todos os Espíritos e todos os Mundos, sem que ele, o Criador, a Fonte, a Essência, esteja participando dos mínimos e comezinhos atos da existência humana. Em outras palavras, Deus não olha nem deixa de olhar por qualquer de suas criaturas, ainda que, pela poesia das religiões, o filho entenda necessário e possível estar "cuidado" pelo pai. Quando será, então, que "sairemos de casa para a nossa vida independente", se ainda queremos que o "Papai do Céu" nos vele e guarde em cada curva do caminho?
Esta independência, esta autonomia é a principal aspiração da Humanidade em marcha, neste quadrante evolutivo. E veja-se que Kardec, ao interpretar o conteúdo trazido pelos Luminares, até arriscou, ele mesmo, a estabelecer um cronograma espiritual para a amplitude espiritual planetária, quando mencionou, na Revue Spirite, os “períodos do Espiritismo”. Quanto à nomenclatura dos mesmos — escudado nas informações espirituais recebidas — nenhum reparo. As denominações (curiosidade, filosófico, de luta, religioso, intermediário e de renovação social) nos parecem ser pontuais e verossímeis. Evidentemente, quando Kardec escreveu tais linhas, vivia o terceiro dos períodos e esperava que viessem os demais em curtos espaços temporais, como os anteriores. Tanto que a dissertação de que nos valemos para ilustrar a conduta do Codificador tem como título “Período de Luta” e está na Revue Spirite, edição de dezembro de 1863. Mas os curtos períodos sequenciais não se verificaram. Um pouco pela própria ambiência planetária e o recrudescimento dos ideais espirituais em face dos dois grandes conflitos bélicos mundiais e, em parte considerável pelo “enamoramento” dos espíritas pelas questões religiosas (de todos os tempos), fazendo com que a faceta de religião (cristianismo redivivo) se tornasse mais evidente, principalmente em terras brasileiras (adjetivadas poética e ufanisticamente como a “Coração do Mundo e Pátria do Evangelho”). Então, desde a publicação de “Imitação de O evangelho segundo o Espiritismo (1864) até o presente momento, ainda estamos “patinando” no período religioso, apesar da existência de um grupo cada vez mais numeroso, pelo menos em manifestações nas redes sociais e presença nas instituições espíritas, que bradam acerca da necessidade de superação do “comportamento meramente religioso” das assembleias e associações espiritistas, para dar prosseguimento ao “curso do rio”, levando-nos a assumir a condição afeta ao tal “período intermediário”, condutor à melhora ou progresso coletivos (“regeneração social”).
Se Kardec flerta com a previsão, ele o faz para tentar, ele mesmo, entender o processo de maturação das ideias espíritas e da própria conjuntura social, e não por mera curiosidade ou por necessidade de atuação dos Espíritos em tarefas que a nós são cabíveis e exigidas, para nos envolvermos, conscientemente, com a trajetória progressiva de nossas Sociedades. Kardec, homem prático e de ciências, filósofo perspicaz também possuía — mesmo que muitos o neguem — suas características humanas, relativas à trajetória comum de cada Espírito. Mesmo missionário na tarefa que abraçou, guardava ele as condições e características de um espírito reencarnado num “plano de provas e expiações”. Não é novidade que os “crentes”, portanto, tentem atribuir aos “ídolos” posição espiritual que eles, ainda, não possuem. Embevecidos, os olhares ficam turvos e enevoados, e não permitem, por vezes, que se vislumbrem as essências e as reais condições de espiritualidade. Natural, portanto.
Rivail, em dois momentos significativos de sua produção espírita, pergunta aos Orientadores Espirituais acerca do conhecimento do futuro. Primeiro, por volta de 1857, quando ao preparar a obra primeira, questiona se o futuro poderia ser revelado aos homens. E, dos Preclaros Amigos, recebe a contundente resposta: “Em princípio o futuro lhe é oculto e só em casos raros e excepcionais Deus lhes permite a sua revelação (“O livro dos espíritos”, item 868). Ao interpretar o conjunto das respostas contidas neste segmento, que compõe o Cap. X (Lei de Liberdade) da referida obra, assim sentencia o Codificador: “Quanto mais se reflete sobre as considerações que teria para o homem o conhecimento do futuro, mais se vê como a Providência foi sábia ao ocultá-lo. A certeza de um acontecimento feliz o atiraria na inação; a de um desgraçado, no desânimo; e num caso como no outro suas forças seriam paralisadas. Eis porque o futuro não é mostrado ao homem senão como um alvo que ele deve atingir pelos seus esforços, mas sem conhecer as vicissitudes porque deve passar para atingi-lo. O conhecimento de todos os incidentes da rota lhe tiraria a iniciativa e o uso do livre-arbítrio; [...] Quando o sucesso de uma coisa está assegurado, ninguém mais se preocupa com ela”.
Veja-se a acurada sensibilidade e a aguçada sabedoria do Mestre Lionês. Não se pode cogitar das ocorrências futuras senão como projeto, como ideal, como aspiração. Aquele velho sonho que todos acalentamos, no cotidiano corriqueiro, de termos melhores condições, de sermos mais felizes, de vencermos as (próprias) dificuldades. Sem saber o que ocorrerá e, muito menos, os detalhes das situações futuras.
Poderão os mais “apressados” dizerem que o doce e Cândido Xavier teria “estatura espiritual” e “conhecimento espírita” para revelar-nos a previsão da “data-limite” e que deveríamos nos curvar diante dessa “benesse espiritual” vinda pelas mãos do médium. Engraçado é que esta aludida “revelação” contrasta totalmente com a postura (não-mediunizada) do homem Francisco, que sempre se posicionou cauteloso e reconheceu sua condição de “eterno aprendiz”, não se prostrando a realizar ações “em nome do Espiritismo”. E, como médium, também ressalvou a sua condição de mensageiro e ressaltou e relevou, sempre, que as mensagens derivadas de suas trêmulas mãos deveriam passar pelo crivo kardeciano, repetindo, sempre, o que teria ouvido, como advertência, de seu principal mentor, Emmanuel: “na dúvida, fique com Kardec”.
Os espíritas em geral não querem saber de Kardec. Até acham relevante — mas ultrapassado — o trabalho que ele realizou. Rebaixam-no, quase sempre, à condição mínima de “secretário dos Espíritos” ou de “organizador da Doutrina dos Espíritos”, tão-somente, esquecendo-se da premissa de que, se não houvesse Rivail, a referida doutrina não existiria. Não, certamente, no contexto em que o recebemos das mãos do hábil professor francês, com sua produção magnífica de 32 (trinta e duas obras) em quase doze anos de produção literária, de pesquisa e de prática espiritistas.
Kardec é, praticamente, o “livro da estante” ou o “livro em cima da mesa” nas instituições espíritas em geral, ainda que, vez por outra, lá num cômodo mais escondido, um grupo pouco numeroso — em relação à lotação das assembleias de palestras e passes — teimosamente ainda tente entender a lucidez do Mestre, em suas obras fundamentais. Ou, que, na própria reunião pública, de “exortação da mensagem”, uma página aberta a esmo, de “O evangelho” ainda sirva para a “preparação do ambiente”. Sim, senhores! Como sempre disse o sensato Professor Herculano Pires, Kardec (e o próprio Espiritismo enquanto filosofia) ainda são o “grande — e ilustre — desconhecido” dos próprios espíritas.
A “turma” gosta mesmo é de novidade (e a “previsão” da futura data “transformadora”, para que nós “estejamos avisados e conscientes” é a grande novidade “da vez”)! Novidades estão nos romances — desde os mais “antigos” da “série André Luiz”, os “históricos” de Emmanuel, ambos advindos das mãos chiquistas, as “histórias românticas” ou as “orientações de conduta” de Lucius, Rochester, Victor Hugo, Miramez, Marco Prisco, Ivan de Albuquerque e tantos outros... Estas são, digamos, mais “fascinantes”, mais “interessantes”. É como assistir a uma novela, série ou filme, não é mesmo? Não foram poucas as vezes que ouvi de amigos frequentadores de casas espíritas: “— São muito boas, porque falam a língua da gente, refletem situações das nossas vidas e são mais fáceis de entender!”.
Quantas delas, assim, a pretexto de serem tidas como “espíritas” e, igualmente, tratando de conceitos ou questões que fazem parte do “vocabulário espírita” não encerram, TODAS, visões particulares, pessoais, do Espírito comunicante e, muitas mais, não estão sujeitas à excessiva incidência das opiniões anímicas o médium que as recepcionou, ou dos revisores, editores e dirigentes espíritas? Não há mensagem “nula” nem “inocente” ou “despretensiosa”. Todo texto — inclusive este, meu — visa a um propósito. No meu caso, cogitar da necessidade de sermos MAIS ESPÍRITAS e menos românticos e fantasiosos. E, ao invés de “plasmarmos” a Terra pós-data-limite, trabalharmos para melhorar a ambiência e a “energética” espiritual aqui presente e reinante, com nossa dose de esforço e participação.
A “data-limite” é uma fantasia de quem realmente está mais preocupado com “destino”, “fatalidade”, “carma”, “resgates” e outros pseudoconceitos espíritas, tão incorporados à rotina das atividades espíritas que, tanto os mais novos nelas acreditam e passam a repeti-las, quanto os mais antigos deixaram de lado a segurança das afirmações contidas na Codificação para, atraídos por “quinquilharias”, trocarem o ouro pela pirita, que brilha tanto quanto aquele.
Vejamos outra importante passagem, contida em outro livro do nosso francesinho, agora em “O Livro dos Médiuns”, no Cap. XXVI, item 288, subitem 7. Questiona o Codificador: “Os Espíritos podem nos desvendar o futuro?”. A admoestação encontra-se no capítulo em que Kardec leciona acerca da tipologia de perguntas que podem ser feitas aos espíritos, onde importa a forma e o fundo. E, ainda mais, continua o preclaro professor, o encadeamento entre os questionamentos constitui o próprio MÉTODO de aferição das mensagens e, também, o proveito do diálogo que se trava com os Seres Desmaterializados, sendo conveniente prepará-las com antecedência e clareza, evitando questões salteadas e “ao acaso”. Isto porque também o Espírito (desencarnado) se prepara para responder ao que se lhe pergunte, ao contrário da formatação que se lhe dá (à comunicação mediúnica) nos centros espíritas de todo o Mundo. Ou seja, para os espíritas “comuns”, basta a concentração do médium (e do ambiente) e a seriedade de propósitos, que a “boa comunicação” se dará. Mas, retornando à perquirição feita por Rivail, assim lhe disseram os Instrutores: “Se o homem conhecesse o futuro, negligenciaria o presente. [...] Trata-se de um grave erro, porque a manifestação dos Espíritos não é meio de adivinhação. Se insistirdes numa resposta, ela vos será dada por um Espírito leviano. Temos dito isso a todo instante”.
Os espíritas contemporâneos, em sua grande maioria, parecem se comportar como os crentes retratados no Antigo Testamento, logo após a retirada de Moisés para alguns afazeres, deixando ao povo a Tábua da Lei (Dez Mandamentos). Ao retornar, encontrou seu povo novamente adorando os bezerros de ouro, não obstante a diretriz de não cultuarem imagens. Mesmo com as orientações precisas contidas na Codificação, os espíritas se maravilham ante determinadas páginas ditadas por Espíritos que são “tradicionais” e “reconhecidos” por suas identidades e qualificações — quando em vida — recepcionados por médiuns idôneos, é verdade, fraternos e envolvidos em atividades assistenciais, quando, isto por si só, fosse suficiente para a aferição de veracidade e oportunidade das mensagens. Em outras palavras, trocou-se a segurança do exame comparativo e detalhado da mensagem pela “autoridade” do Espírito comunicante ou do médium que a divulga. Sai a Codificação e entra a Revelação Mediúnica Brasileira. Sai a Tábua da Lei e entra o Bezerro Mensageiro!
Estas previsões acerca do futuro que grassam por aí, assim como determinados relatos de médiuns, até convictos, dizendo que espíritos da Revolução Francesa, por exemplo, estão por aqui, para “acelerar” o progresso do nosso (maior) país (espírita do mundo), nada mais são do que meras suposições, sem qualquer base doutrinária. Se temos, aqui ou ali, alguns espíritos fazendo estas previsões, o que poderia representar, a priori, o elemento de generalidade das informações, já que estão sendo ditas por espíritos diferentes em lugares distintos e em momentos separados, MUITO CUIDADO! Não é a repetição, pura e simples, da mesma mensagem (por fontes esparsas, ou seja, médiuns diferentes) que simboliza a expressão do Controle Universal dos Ensinos dos Espíritos (CUEE) estabelecido por Kardec. Podem ser — e notadamente o são — espíritos brincalhões, a zombar de nossa credulidade ou da falta de discernimento em comparar, selecionar e separar o que é crível do que é fantasioso. Numa expressão: “preferível repelir dez verdades do que acatar uma só mentira” (Erasto).
Efetivamente, o advento do Plano de Regeneração, que é o estágio adiantado àquele em que nos encontramos (Provas e Expiações) será realidade, tão como no-lo disseram os Espíritos Superiores, ao tratarem da Progressão dos Mundos. As mudanças planetárias serão a conclusão das modificações inseridas nas sociedades (Estados) e, estas, resultantes do progresso individual dos homens que as integram. Os que aqui estão e os que irão reencarnando, pouco a pouco, num processo natural de “depuração” do orbe.
Sem, portanto, a definição de uma data (ano) e, tampouco, com celebrações a respeito. Acreditar em previsões desta natureza, mesmo com a melhor das intenções, é ato similar àquele indivíduo que consulta um babalaorixá, pedindo-lhe os números da loteria; ou à senhora que consulta a cartomante para saber se será feliz no amor; ou, ainda, o jovem que consulta o médium para aconselhar-se sobre qual carreira seguir. Os Espíritos Superiores, que estão ao nosso derredor e que podem ser consultados sobre questões relevantes, de importância para a Humanidade, não se ocupam com questões mundanas, de mera curiosidade, ou de interesse particular. Mas haverá os desencarnados que se locupletam com tais questiúnculas, tal qual os encarnados que se comprazem com divertimentos pouco edificantes e que logram proveitos à base da credulidade e ingenuidade alheia.
Façamos, pois, o melhor que nos compete, a cada dia, a cada encarnação, credenciando-nos para ocupar espaços em melhores condições existenciais, em planos mais adiantados, colaborando com a “obra da Criação”, no continuum de nosso progresso espiritual. Hoje, amanhã e sempre!

E você, o que acha disso tudo? Deixe sua opinião e todas são bem-vindas, a fim de alimentar um positivo debate de ideias, mas que seja sempre emitida com o mais absoluto respeito às pessoas envolvidas e o livre exercício de cada qual ter suas convicções.


Participe dessa reflexão você também!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Sala de Leitura: lançamento de "INFLUENCIAÇÕES NO ESPIRITISMO PÓS-ALLAN KARDEC" de Rogério Miguez


Atualizamos a nossa Sala de Leitura acrescentando um livro de grande valor para a compreensão da historiografia espírita: "Influenciações no Espiritismo pós-Allan Kardec", de Rogério Miguez.

Vejamos a síntese da obra:

Os desdobramentos mais marcantes ocorridos logo após a desencarnação de Allan Kardec que determinaram os novos rumos para o Espiritismo tanto na França, quanto na Europa e no Mundo.

Nesta obra, uma copilação de livros, artigos e outros documentos que ilustram os acontecimentos e suas implicações para o futuro da Doutrina Espírita.

Baixe agora mesmo o ebook gratuitamente.

Esta obra é fruto de um dedicado trabalho realizado por um grande ativista espírita. Rogério Miguez é carioca residente em São José dos Campos, articulista de importantes veículos de divulgação espírita no Brasil, a saber: revista Reformador, O Consolador, O Clarim etc. Foi, ao lado de Ery Lopes, tradutor de Muita Luz (Beaucoup de Lumière) de Berthe Fropo, outro tesouro literário para a História do Espiritismo.

Então, não perca tempo e faça o download de Influenciações no Espiritismo pós-Allan Kardec na nossa Sala de Leitura.

E não deixe de compartilhar!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Vem aí: PEADE - Plataforma de Estudos Avançados da Doutrina Espírita


Já está em desenvolvimento um antigo projeto da Fraternidade Luz Espírita: um ambiente dinâmico para promover estudos e pesquisas doutrinárias acerca do Espiritismo. Será um sistema automatizado, moderno e facilmente acessível a todos os públicos que tenham a mínima familiaridade com a internet. Esse sistema se chamará PEADE - Plataforma de Estudos Avançados da Doutrina Espírita e é uma parceria entre a Equipe Luz Espírita e o Grupo Marcos.


PLATAFORMA DE ESTUDOS AVANÇADOS
DA DOUTRINA ESPÍRITA

O Grupo Marcos (www.grupomarcos.com.br) é formado por dedicados estudiosos da Doutrina Espírita inspirados no exemplo de Eurípedes Barsanulfo, com especial enfoque à evangelização juvenil, tendo como conceito fundamental de juventude o pensamento de Léon Denis, que considerava jovens aqueles que...
"(...) conservam a poesia e o frescor das primeiras horas de existência de suas almas até avançarem para a idade madura e até mesmo na velhice. São eles que, tendo conservado os grandes entusiasmos, o fogo sagrado, o ardor do pensamento e a religião altiva e radiosa do ideal, salvarão o futuro; foram feitos para as grandes devoções e estão preparados para nobres e gloriosos sacrifícios".
(Um Olhar Sobre o Tempo Presente, de Léon Denis, 1° edição, Editora CELD. Tradução de Elena Gaidano, do ano de 2018)

A proposta da PEADE é oferecer cursos em diversos níveis (iniciante, intermediário e avançado) com conteúdos intuitivos, em que, além dos conhecimentos propriamente intelectivos, o interessado possa desenvolver um aprendizado envolvendo o conhecimento emocional para que mais do que possa saber das leis naturais, ele possa sentir as grandezas espirituais. Portanto, não serão cursos do padrão de uma catequese, com conceitos prontamente dados para serem diretamente aceitos e decorados como definições exatas sobre as coisas: o conteúdo dos estudos é construído intuitivamente, a partir do encontro da experiência adquirida com a Codificação Espírita feita por Allan Kardec mais as aptidões pessoais de cada um.

Aguardem para mais informações em breve. Só lembrando que, bem como todo o trabalho da Luz Espírita, todas as atividades da PEADE serão totalmente gratuitos e acessíveis ao público geral.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Série Poesia Espírita: "Não digas" de Maria Dolores


Em continuidade à série Poesia Espírita (saiba mais clicando aqui), ofertamos aos nossos amigos o belíssimo e instrutivo poema "Não digas", da autoria do Espírito Maria Dolores, psicografado por Chico Xavier e publicado no livro Coração e Vida.


Maria Dolores


Maria Dolores é o pseudônimo da poetisa Maria de Carvalho Leite, nascida em 10 de setembro de 1901 na cidade de Bonfim de Feira, na Bahia. Desde cedo, mostrou talento para a escrita e em 1916 formou-se professora, lecionou em escolas de Salvador (BA). Ao lado do marido italiano, Carlos Larocca, conheceu a Doutrina Espírita na década de 1940. Maria Dolores fez parte da Legião da Boa Vontade e foi uma das trabalhadoras mais dedicadas do Lar das Meninas Sem Lar e ao amparo aos mais necessitados de Salvador. Nunca teve filhos biológicos, mas adotou seis meninas como filhas do coração. Durante 13 anos, foi colaboradora assídua de jornais baianos, já adotando o pseudônimo que utilizaria no mundo espiritual. Aos 56 anos, contraiu uma violenta pneumonia que acabou por provocar sua desencarnação. Anos depois, a poetisa começou a transmitir lindos poemas do mundo espiritual, por intermédio de médiuns como Francisco Cândido Xavier e Divaldo Franco, em obras como Coração e Vida e Antologia da Espiritualidade.

Clique aqui e baixe agora mesmo o ebook Coração e Vida, ditado pelo Espírito Maria Dolores, psicografia de Chico Xavier.

No poema em pauta, "Não digas", a artista das letras nos arrasta, pela emoção forte conquanto expressa com total, a uma reflexão profunda sobre nos queixumes diários, que são como "orações do negativismo", o avesso da verdadeira oração, que é sempre positiva. A mensagem é a de que devemos nos conscientizar da justeza das coisas, mesmo em contrariedade aos nossos anseios imediatistas, considerando a bondade e a sabedoria divina em tudo.

Então, vejamos a declamação de "Não digas", na voz de Dora Carvalho.



Visite também a página oficial da série Poesia Espírita.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Desencarnação do Pe. Quevedo, "O Caçador de Enigmas"


Desencarnou nesta data o famoso Padre Quevedo, velho conhecido pelo bordão "isso non ecziste" e cujas teorias para explicar, do seu ponto de vista, os fenômenos mediúnicos e efeitos paranormais eram bastante requisitadas por católicos e outros mais no intuito de rechaçar o Espiritismo.

Oscar Gonzalez Quevedo Bruzan, o Padre Quevedo, tinha 88 anos e morreu na madrugada desta quarta-feira em Belo Horizonte. A assessoria de imprensa da Casa Jesuíta não divulgou a causa da morte nem o local do velório, alegando que a cerimônia será restrita a amigos e parentes. O enterro está marcado para esta quinta-feira (10), às 11h, no Cemitério Bosque da Esperança.

Padre Quevedo morava desde 2012 na residência Irmão Luciano Brandão, no Bairro Planalto, na capital mineira, onde ficam jesuítas idosos e com problemas de saúde.

Jesuíta espanhol radicado no Brasil, aparecia no programa Fantástico (Rede Globo) para desvendar fenômenos da natureza e desmascarar charlatões. Segundo o site Memória Globo, a ideia do quadro surgiu em agosto de 1999, quando a produção do programa decidiu colocar no ar um quadro que seguisse a linha de Mister M, sucesso de audiência naquele ano. Após negociações, Padre Quevedo aceitou o convite, dizendo que não interpretaria nenhum personagem, já que era um estudioso com a missão de “desmistificar essa mentalidade mágica que envolve os fenômenos parapsicológicos”.

O Caçador de Enigmas foi ao ar entre janeiro e maio do ano 2000, com apresentação de Cid Moreira que, diante de um fundo preto, parcialmente iluminado, apresentava o assunto do dia em clima de mistério: “esse é um caso para padre Quevedo.”


No entanto, o referido quadro sofreu forte abalo a partir de quando o sacerdote se defrontou com o caso do "Museu das Almas do Purgatório", descoberto pelo pesquisador espírita Clóvis Nunes. Padre Quevedo não conseguiu refutar as evidências concretíssimas apresentadas e então pediu afastamento da produção daquela série (veja aqui).

VAMPIRISMOPe. Quevedo também é citado em um da literatura clássico espírita: em Vampirismo, o filósofo José Herculano Pires, isso já na década de 1970, já traçava o perfil daquele investigador jesuíta e suas estapafúrdias teses para tentar derrubar as evidências da fenomenologia espiritual, como conferimos, nesse trecho da obra:
"Nas ilustrações fotográficas da revista GENTE aparece um expert de Espiritismo, Monsenhor Ernesto Pizoni e um expert em Parapsicologia, o Padre Quevedo. Ambos pretendem explicar o fenômeno segundo a Igreja. A qualidade de expert em qualquer assunto exige conhecimento profundo do mesmo e isenção de ânimo, sem nenhum condicionamento mental e emocional, nenhuma dependência de pressupostos estabelecidos por uma dogmática oposta ao problema. A posição do clero católico no caso é universalmente e ferozmente contrária ao Espiritismo. Cientificamente a posição de ambos é, portanto, inaceitável. Não conhecemos Monsenhor Pizoni, mas, por mais honesto e digno que seja, sua opinião é sempre a de um homem de fé, de uma determinada fé suficientemente conhecida em todo o mundo, não tendo por tanto o menor valor científico. Quanto ao Padre Quevedo, que conhecemos bem, é um campeão feroz e altamente agressivo da luta contra o Espiritismo, que se esforça para transformar a Parapsicologia em arma dessa guerra inglória. Nenhum dos dois sacerdotes tem condições para se apresentar como expert num problema que só podem conhecer através de preconceitos enraizados na formação fideísta que tiveram. Numa apreciação ética, a posição de ambos corresponde cientificamente a um pecado mortal, caso houvesse nas Ciências uma escala de pecados."
José Herculano Pires, em Vampirismo - cap. "Casos atuais de endport"
Padre Quevedo foi um estudioso fanático, mas autêntico com sua fé. Estreitou sua visão "científica" por tomar os dogmas católicos como o seu nível máximo de verdade e a essa verdade foi fiel até o fim da vida.

Como a verdade chega para todos, o religioso começa então, agora na espiritualidade,  a ascender a patamares mais altos da verdade, cabendo a nós lhe enviar vibrações fraternas, certos de que, pelo vigor que dispunha, nosso irmão terá oportunidades de regressar à Terra e, com a mesma disposição que demonstrou em combater a Doutrina Espírita, poderá ser um grande missionário da nova Era, defendendo e propagando os valores superiores.

Fonte: G1

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Atualidades: Espiritismo ativo na Espanha

Fomos agraciados com o contato feito por confrades espíritas da Espanha que, na ocasião, nos apresentaram o bem estruturado canal de divulgação do Espiritismo naquele país, intitulado Curso Espírita (www.cursoespirita.com), contendo um riquíssimo acervo de mídias doutrinárias em língua espanhola, o que certamente será de grande valia para nossos irmãos que acompanham nosso trabalho e são falantes daquele idioma.


No referido site encontramos, entre outras coisas bem interessantes, uma série de vídeos, com estudos perfeitamente alinhados com a codificação kardequiana e abordando temas bastante relevantes para a atualidade. Um exemplo é a película "¿Ha Estudiado La Ciencia Oficialmente los Fenómenos Espíritas?", que reproduzimos na janela abaixo.



Também consta no portal uma bela biblioteca de ebooks espíritas em espanhol, onde dispomos de títulos como El Libro de los Espíritus de Allan Kardec, assim como o restante das obras básicas da codificação, além de obras de autores clássicos tais como Léon Denis (exemplo: El Gran EnigmaEl Problema del Ser y del DestinoEl Más AlláEl Espiritismo e las Fuerzas Radiantes etc.), Amalia Domingo Soler (Diario de AmaliaLa Luz de la Camino etc.), Ernesto Bozzano (¿Animismo o Espiritismo?La Crise dela Muerte etc.), José Herculano Pires (El Hombre NuevoPedagia Espírita etc.), Yvonne A. Pereira (Memorias de un SuicidaRecuerdos de la Mediumnidade etc.) e outros.



O trabalho exposto no portal Curso Espírita é uma amostra que a divulgação da Doutrina Espírita está ativa na Espanha, o que nos deixa muito contentes e esperançosos que toda a Europa volte a cuidar mais das questões espirituais, tal como no século XIX, quando se deu o grande movimento do Espiritualismo Moderno, do qual resultou o Espiritismo.

Quem nos apresentou esse estupendo foi Salvador Martin, que já foi presidente da Federación Espírita Española, cuja biografia já foi destacada no Blog do Ismael (veja aqui) e a quem podemos assistir palestrando durante um congresso espírita em Cuba, conforme o vídeo abaixo postado:




A indicação do portal Curso Espírita encontra-se na página de Links no nosso Portal Luz Espírita.

Visite a fan page Curso Espírita no facebook.

Então, pedimos aos nossos irmãos de caminhada que nos ajude a divulgar esse produtivo canal, especialmente entre os confrades de comunidades oriundas da cultura espanhola, tal como nossos conterrâneos sul-americanos.

E aos idealizadores do portal Curso Espírita, nossas congratulações pelo excelente trabalho e votos de estímulos para que o continuem.

Compartilhe e ajude a propagar o Espiritismo!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Novo verbete da Enciclopédia Espírita Online: "Berthe Fropo"


A primeira novidade da Enciclopédia Espírita Online neste ano novo é especial. Trata-se da inclusão do verbete "Berthe Fropo", com a biografia de uma das mais atuantes personagens da primeira geração do Movimento Espírita.

Veja a síntese de sua biografia:

Berthe Fropo, nascida Berthe-Victorie-Alexandrine Thierry de Maugras (Sarreguimes, França, 4 de outubro de 1821 - Paris, França, 9 de novembro de 1898) foi uma grande ativista espírita, amiga íntima do casal Kardec (Amélie Boudet e Allan Kardec), membro da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, cofundadora e primeira vice-presidente da União Espírita Francesa, cuja biografia foi marcada pela coragem e determinação com que denunciou irregularidades na condição do Movimento Espírita após a desencarnação do codificador espírita. Escreveu diversos artigos para o jornal O Espiritismo (Le Spiritisme) e é a autora do livro Muita Luz (Beaucoup de Lumière), considerado uma obra fundamental para a compreensão das primeiras gerações da História do Espiritismo.

Berthe Fropo (1821-1898)
Nossa personagem em destaque ficou mais de um século nos escombros da história, esquecida, ou melhor, desconhecida pelas gerações que lhe sucederam, e até mesmo pela historiografia espírita, embora tenha tido uma biografia extraordinariamente dedicada à causa do melhor do Espiritismo, permanecendo fiel a Allan Kardec — a quem chamava de "Mestre".

Felizmente sua vida e obra foi resgatada depois que a Biblioteca Nacional da França disponibilizou em seu site o acesso ao acervo contendo dados sobre Fropo e, especialmente, a fotocópia do livro histórico Beaucoup de Lumière, de sua autoria, logo mais traduzido para o nosso português por Ery Lopes e Rogério Miguez, com o título Muita Luz.


Então, não deixe de conferir essa novidade na nossa Enciclopédia Espírita Online e prestigiar a femme forte, Berthe Fropo.

Clique aqui para acessar o verbete Berthe Fropo.