A fatura amarga das bets que a sociedade brasileira já está pagando
Há dois anos, precisamente em 20 de junho de 2024, nós publicamos um artigo intitulado 'Viciação em jogos de azar: uma reflexão espírita', quando ainda corria no Congresso Nacional o projeto de lei, que logo em seria aprovado, legalizando alguns tipos de jogos de azar, dentre os quais as casas virtuais de apostas — hoje chamadas de "bets". À época, nós alertamos sobre os riscos de prejuízos moral e material para a sociedade em geral; ainda mais porque os "pretextos" para a autorização formal da jogatina não nos convencia, inclusive porque desde lá já se sabia da existência das "segundas intenções" por trás da "boa vontade" dos interessados em regularizar esse tipo de "entretenimento". Pois bem, não demorou muito tempo e a conta já chegou para muita gente — e para o povão em geral, embora a grande maioria permaneça ignorando os terríveis malefícios dessa lei.
Primeiro, é público e notório que as bets estão patrocinando o crime organizado, servindo de porta de entrada — a porta da frente, inclusive — para a lavagem de dinheiro dos criminosos. Triste ironia: crime bem organizado, Estado desorganizado.
Segundo, já está enraizada a prática de subversão moral, com a participação ativa — e criminosa — das celebridades dos esportes, das novelas e cinemas, além dos "influencers" da internet. Tem muita gente propagando as bets e induzindo seu público (os "idioters" [sic!]) a apostas sabidamente falsas. O grande problema é a dificuldade das autoridades em detectar e combater esse tipo de influência intencionalmente nociva e delinquente; não faltou quem avisasse sobre isso, mas os nossos "representantes" bancaram a aposta. O resultado? O próprio Congresso Nacional se transformou em palco de deprimente espetáculo de comédia trágica quando abriu uma CPI para apurar o envolvimento de influencers em propaganda de apostas fraudulentas, o que só beneficiou ainda mais as bets e os influenciadores, dando-lhes mais visibilidade e atraindo mais seguidores para seus canais. O jornal O Estado de São Paulo resumiu esse patético show com um artigo intitulado 'Um vexame na CPI das bets'. No depoimento da influencer Virginia Fonseca, não faltou deputado pedindo para tirar self com a indiciada.
Fora isso, tem o drama dos incontáveis anônimos que arruinaram suas vidas e as de sua família por causa da jogatina. Que o nosso leitor faça uma pesquisa no Google sobre 'vício em bets' e confira a enxurrada de notícias de pessoas que perduram todos os bens, contraíram empréstimos e se endividaram gravemente após entrarem no mundo das apostas!!! Quantos já não perderam seu emprego!!! Quantos não destruíram seu casamento, seu relacionamento com os filhos e demais parentes!!! E também já não são poucos os casos em que envolve mortes — assassinato e suicídio. Altere a pesquisa para 'vício em bets e morte' e veja só o horror que tomou conta do nosso povo.
É claro que tudo isso mostra a fragilidade emocional da nossa gente; em geral, esses viciados são do tipo de mente fraca, e às vezes muito gananciosa, que se alimenta da promessa de ganho fácil e rápido. E para quê? Para uma boa vida material, de luxo e ostentação, porque tudo isso está na moda. A ideia vulgar hoje em dia é "independência financeira" para não precisar trabalhar e poder gozar a vida materialmente no topo da cadeia social.
E como se já não bastasse a influência das redes sociais, agora as bets estão em toda parte. É um verdadeiro tsunami de influenciação ao jogo. Entre o final de junho e metade deste mês de julho, o primeiro assunto no mundo foi a Copa de Mundo da FIFA, que, para surpresa de ninguém, só fomentou ainda mais a moda das apostas.
Hoje em dia, as casas de apostas patrocinaram de tudo: esportes, eventos musicais e até instituições de caridade. Tudo para estarem em presença maciça, com ar de "legalidade" e "democracia".
Em suma, tudo isso é reflexo da falta de espiritualidade da nossa sociedade; não há mais na nossa mídia preocupação com valores morais — porque também a mídia está sendo patrocinada atualmente pelas bets. Onde tudo isso vai parar?
A curto prazo, não sabemos! Porém, sabemos que tudo isso faz parte do "final dos tempos', como predisse o Apocalipse; não a final de tudo, literalmente: será o final de uma era e o começo de uma nova, a Era de Regeneração. E para tanto, estamos convictos de que a espiritualidade que administra a Terra sabe muito bem conduzir a coisa. Jesus está no comando de tudo. Toda essa contorção social está dentro do programa, a título de provação e expiação. No final, infelizmente, está previsto o degredo dos que se entregaram ao materialismo; e é estimado que eles sejam muitos. Por outro lado, continua em voga a promessa para os que resistirem na fé e na boa obra.
Por isso, continuamos aqui, firmes na propagação do Espiritismo, a doutrina que nos ilumina, nos consola e nos encoraja na nossa caminhada evolutiva.
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