Sugestão de leitura: "MEMÓRIAS DE UM SUICIDA"


Para este mês de setembro, dedicado especialmente à campanha Setembro Amarelo (saiba mais), nossa sugestão de leitura é o clássico "MEMÓRIAS DE UM SUICIDA", ditado pelo Espírito Camilo Cândido Botelho e psicografado pela médium Yvonne A. Pereira (ver biografia na Enciclopédia Espírita Online).

O livro — aliás, um dos títulos mais lidos de toda a literatura espírita (ver Pesquisa Nacional Espírita— é uma obra-prima, com enfoque especial, obviamente, sobre o suicídio e os desdobramentos desse ato fatal para o Espírito desencarnado, tanto para a sua estadia na dimensão  espiritual quanto para o seus planos reencarnatórios.

Camilo Cândido Botelho (Camilo Castelo Branco)
Camilo Cândido Botelho, o autor espiritual da obra, é um pseudônimo adotado pelo Espírito daquele que foi Camilo Castelo Branco (1825-1890), o grande escritor português, também condecorado pelo rei D. Luis como 1° Visconde de Correia Botelho. Foi um romancista, cronista, poeto, dramaturgo, crítico e historiador de renome internacional. Entre suas consagradas obras literárias, enquanto encarnado, destacam-se Amor de Perdição (1862), Memórias do Cárcere (1862,) A Queda de um Anjo (1866), Amor de Salvação (1864), Doze Casamentos Felizes (1861) e Coração, Cabeça e Estômago (1862).

O sucesso de sua carreira como escritor não foi o suficiente para aplacar a dor, o sentimento de humilhação e revolta com os progressivos problemas visuais que o levaram à cegueira completa, levando-o ao suicídio. Pouco antes de levar a efeito esse autocídio, ele desabafou, via carta, com seu oftalmologista:
Illmo. e Exmo. Sr.,Sou o cadáver representante de um nome que teve alguma reputação gloriosa n’este país durante 40 anos de trabalho. Chamo-me Camilo Castelo Branco e estou cego. Ainda há quinze dias podia ver cingir-se a um dedo das minhas mãos uma flâmula escarlate. Depois, sobreveio uma forte oftalmia que me alastrou as córneas de tarjas sanguíneas. Há poucas horas ouvi ler no Comércio do Porto o nome de V. Exa. Senti na alma uma extraordinária vibração de esperança. Poderá V. Exa. salvar-me? Se eu pudesse, se uma quase paralisia me não tivesse acorrentado a uma cadeira, iria procurá-lo. Não posso. Mas poderá V. Exa. dizer-me o que devo esperar d’esta irrupção sanguínea n’uns olhos em que não havia até há pouco uma gota de sangue? Digne-se V. Exa. perdoar à infelicidade estas perguntas feitas tão sem cerimônia por um homem que não conhece.
Camilo Castelo Branco
O livro é marcante, seja pela relevância do tema, seja pela qualidade literária — o que só permite dúvida quanto à autoria da obra aos mais obstinados em negar a mediunidade, por preconceito puro. Apesar do peso dramático da narração do autoflagelo, tendo em vista o seu "crime espiritual", na qualidade de suicida, Camilo não amargura o leitor de "MEMÓRIAS DE UM SUICIDA", mas, ao contrário, remete-o a uma positiva e reconfortante reflexão sobre o valor da vida, pondo em evidência a imensidão do amor do Pai celestial, misericordioso para com todas as criaturas, e a possibilidade de autorregeneração. O livro é, portanto, um hino literário à vida e a esperança de evolução espiritual. Quem o lê com a devida atenção conclui a leitura repleto de entusiasmo com o poder pessoal que todos têm de auto-superação e, claro, absolutamente convencido de que o suicídio nunca vale a pena. É, de fato, um antídoto contra esse grande mal, corroborando com os princípios da Doutrina Espírita.

Então, se você já leu, fica a dica para a releitura — porque, inclusive, a obra se agiganta e parece se renovar a cada vez que nela nos aventuramos. E se você ainda não teve a oportunidade, coloque-a entre suas prioridades e não adie a sua leitura.

Baixe "MEMÓRIAS DE UM SUICIDA" em PDF pela nossa Sala de Leitura.

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