domingo, 21 de maio de 2017

Novo verbete da Enciclopédia Espírita Online "Xenoglossia"


Temos o prazer de anunciar a adição de mais um verbete para a nossa Enciclopédia Espírita Online: "Xenoglossia":
Xenoglossia é o fenômeno de se expressar espontaneamente em um idioma estranho, ou seja, uma língua que não foi previamente estudada e aprendida (na presente reencarnação) por aquele que nesta se expressa, e, por isso, uma manifestação em tais condições é considerada um fenômeno paranormal, sobrenatural, metapsíquico. A xenoglossia é catalogada como uma das mais fortes evidências da sobrevivência da alma pós-morte e da reencarnação. Conforme o Espiritismo, tal manifestação pode ser resultado de um processo anímico ou mediúnico; Allan Kardec classificou de médium poliglota aquele que tem essa capacidade.
Por esta síntese, podemos ver quão interessante é esse tipo de fenômeno, considerado como uma das mais evidentes provas da natureza espiritual, da imortalidade da alma e da mediunidade.

Portanto, não deixe de conferir essa novidade.

Acesse agora mesmo o novo verbete na Enciclopédia Espírita Online.

Eventos Espíritas: programe-se e participe!


Veja a programação completa na página Eventos Espíritas.

Cadastrar eventos: clique aqui.







sábado, 20 de maio de 2017

Videopalestra: "Cultura de Paz e Espiritualidade" com Clóvis Nunes


Nada como empregarmos nossos melhores esforços para a reflexão de coisas positivas. Nesse sentido, uma boa palestra espírita é de salutar valor para esse intento.

Pensando nisso, compartilhamos com todos essa videopalestra, para nossa reflexão: "Cultura de Paz e Espiritualidade", com Clóvis Nunes, realizada em 29 de abril de 2017, em Caldas da Rainha, Portugal, durante o evento XIII Jornadas de Cultura Espírita.

Trata-se, portanto, de um tema de extrema importância para nós, envolvendo paz, violência, interesses particulares e coletivos, responsabilidade social etc. As ideias transmitidas pelo autor, Clóvis Nunes, são, assim, subsídios para a construção de nossa consciência, sem dogmatismo e imposição de verdades, naturalmente passíveis de discordância, mas merecedoras de nossa análise, especialmente mediante a luz que a Doutrina Espírita nos fornece.

Então, vamos à videopalestra:


Compartilhe e ajude a propagar o Espiritismo!

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Calendário Histórico Espírita: desencarnação de Zalmino Zimmermann


Neste 19 de maio relembramos a desencarnação do grande ativista espírita Zalmino Zimmermann, ocorrida nessa mesma data no ano de 2015.

Zalmino Zimmermann foi dirigente espírita, escritor, conferencista. Profundo conhecedor do Espiritismo. Magistrado aposentado, possuía formação nas áreas do Direito e da Psicologia e incursões em outros domínios. Exerceu as atividades de Juiz de Direito, Juiz Federal, Professor Titular da Faculdade de Direito e Professor Titular do Instituto de Psicologia da PUC-Campinas. Trabalhador incansável na seara, foi fundador e presidente da Associação Brasileira dos Magistrados Espíritas – ABRAME. Figura entre os mais dedicados estudiosos espíritas. Ele é o autor de "Perispírito" (clique aqui para ler online), 

Veja mais datas importantes para a memória do Espiritismo na página do nosso Calendário Histórico Espírita.


quinta-feira, 18 de maio de 2017

Politica: "A corrupção atual e a transição espiritual"


O Brasil está sangrando, pelos violentos golpes de um sistema corrupto embrenhado nas instituições públicas, em todas as esferas do poder constitucional, pelos curativos mal feitos para "estancar a sangria", pelos levantes desordenados de setores particulares — sob o pretexto da "defesa do povo" — mas que camuflam interesses mesquinhos de certas classes em detrimento do bem comum da nação. Sofre também pela ignorância das massas, tão passiva de ser tangida, feito gado, de um lado para o outro, muitas vezes excitada por uma revolta revestida mais de mágoa e senso de vingança do que por consciência de justiça. Pobre Brasil!

A cada dia, a ação conjunta dos procuradores de Justiça com a Polícia Federal mais o Tribunal de Justiça do Paraná, chamada de Operação Lava Jato, revela o que há muito já era do nosso folclore popular: a podridão moral e a frequente conduta corrupta das maiores autoridades brasileiras. A cada ação, novas ocorrências e novos nomes envolvidos em atos ilícitos são revelados, mostrando o entrelaçamento de vários partidos políticos, empresas privadas e departamentos públicos numa rede de ladroagem.

O momento é dramático para o futuro de nossa nação e exige muito dos brasileiros, ocasião em que os "religiosos", através de seus valores espirituais, muito mais devem cuidar de sua postura ética e moral e assumir seus compromissos. Nesse quadro, mais do que quaisquer outros, os espíritas são convocados a desempenhar um importante papel, visando as melhores resoluções evolutivas para todos nós, uma vez que, como espíritas, desde que compreendam a essência do Espiritismo, são aqueles mais instruídos espiritualmente e, portanto, mais responsáveis pelo que se possa fazer, dentro das possibilidades de cada qual.

É necessário que venha o escândalo
Na fala atribuída a Jesus, em Mateus 18:7, "É necessário que venha o escândalo", vemos a expressão de que o escândalo é a podridão (já existente há muito, embora camuflada) precisa ser descoberta e causar espanto (para escandalize as consciências) e assim se permita uma contrarresposta positiva a fim de corrigir as más condutas, pois não nos esqueçamos do acréscimo àquela máxima do Cristo, que adverte em seguida: "Mas ai de quem cometer os escândalos!".

Nosso povo não está tão escandalizado justamente porque o senso popular já detinha a ideia de uma corrupção corrente no meio político. No fundo, o que nos vêm à cabeça é um mero "eu já sabia". Todavia, a exibição dramática das cenas criminosas (documentos, delações, gravações de áudio e vídeo etc.) incita as massas a formas variadas de protestos — mais ou menos conscientes e mais ou menos dentro da lei. As crônicas, chamadas jornalísticas e campanhas de mobilização popular (especialmente dentro das redes sociais) são normalmente apelos à indignação geral. Nesse cenário aquecido, o escândalo ganha proporções ainda mais perturbantes, porque, envolto do grito das massas, é comum o indivíduo perde o senso de suas atribuições pessoais e se apoiar na corrente que vai arrastando tudo pela frente, como uma avalanche. Nesses momentos tensos é que surgem os hábeis manipuladores, norteando a multidão cega de rancor em prol de seus propósitos próprios. É preciso ser muito forte para não ceder a essa torrente devastadora.

Momento de transições
O que estamos vivendo são tempos das mais intensas transformações, em todos os campos que envolvem a problemática humana. Tudo na Terra evolui, o tempo todo; mas o aceleramento das mudanças nos últimos tempos é flagrante e natural, dados os engenhos que favorecem a globalização — especialmente a comunicação instantânea via internet. De repente, tudo e todos são propositalmente misturados numa caldeira fervente, a título de cumprimento de um plano evolutivo em que experimentamos ao mesmo tempo os mecanismos das provas e expiações em vista de nosso curso evolutivo. Não há inocentes: somos todos credores e devedores uns dos outros e cá estamos, nessa fervura toda, para quebrarmos as resistências de nossas fraquezas ao mesmo passo que devemos provar os valores já adquiridos.



Eis, pois, uma oportunidade extraordinária para depurarmos nossas corrupções pessoais e trabalharmos nossas virtudes em prol do próximo e da nossa terra-mãe. Não há porque conservarmos mágoas contra os corruptos, nem fomentarmos intrigas e separações partidárias; devemos então tomar nossa indignação contra a corrupção em instrumentos de renovação moral e empregar nossos valores espirituais.

Postura espírita diante dos escândalos
Em qualquer escândalo e momentos de perturbação é comum a fomentação de sentimentos revoltosos. O espírito de ódio e vingança aí se apresenta com muita naturalidade e costuma arrastar a multidão, sob os pretextos dos mais variados. O desejo mais comum é o de provocar uma revolução, numa atitude abrupta — e não raro erigida sob o ânimo da violência. É, portanto, um momento delicado e exige muita disciplina moral.

Ao espírita cabe a consciência elementar de que nenhuma revolução é legal senão aquela levantada conforme os princípios da caridade e da sabedoria; também não se faz de fora para dentro: não há purificação da sociedade sem a reforma pessoal de cada um de seus sócios.

Logo, é preciso serenidade nesses tempos de tensão geral. Especialmente precisamos ter muita ponderação no ato de criticar, mesmo em se tratando dos mais infames corruptos, distinguindo a corrupção — que deve ser combatida com toda a força, mas sempre por meios legais — do agente corrupto e corruptor — que é um irmão infeliz momentaneamente caído na ilusão de um favorecimento material. Este, trata-se de um paciente, um enfermo de um mal psíquico-moral, passível de nossa comiseração, mesmo que ele não tenha se dado conta disso. Mas a verdade lhe será desvelada, certamente.

A Doutrina Espírita nos dá a seguridade de que a justiça divina é infalível. Por que então tanto ódio em nossa indignação? Onde está nossa confiança no acerto das coisas? Por que o bem-estar terreno dos corruptos enfurece tanto os cristãos? Isso não beira quase á inveja por essas "conquistas ilusórias e passageiras"?

Entretanto, isso não quer dizer que devemos ser passivos; no entanto, precisamos direcionar nossa indignação diante de todo esse lamaçal vergonhoso para ações concretas e positivas no sentido de melhorar nossa política nacional, a partir de nossa conscientização cidadã e melhoria pessoal.

A espiritualidade nos diz que a justiça divina se revela quando trazemos o "reino de Deus" para dentro de nós, ou seja, quando efetivamos em nós e em nosso meio os conceitos espirituais, a começar pelo conceito de honestidade — princípio básico para a justiça social. Deixemos de lado o "vitimismo", de supormos que somos inocentes e vítimas de uma corrupção vinda de fora e da qual nada tenho a ver com isso. Vejamos nosso estágio atual como sequência de infinitas existências, quando fomos todos mais ou menos tão corruptos quanto aqueles de que ora são acusados. Tenhamos consciência de que talvez, postos nas mesmas condições destes atuais corruptos, também nós seriamos tão mesquinhos — ou até mais que eles.

Nem Deus e tampouco os missionários da Luz virão fazer milagres e reformular magicamente nosso país e acabar com a corrupção. Essa é uma luta nossa, particular a cada um. Contudo, certamente a espiritualidade está a inspirar a todos para a concretização dessa lavagem geral, num esforço para fortalecer as instituições públicas e propiciar a reforma das leis anticorrupção. Agarremo-nos a esse amparo do alto, comprometamo-nos com a honestidade e demais valores espirituais, oremos pelo nosso Brasil e inspiremos a todos a nosso redor positivamente. Vale salientar ainda que TODOS os Espíritos encarnados neste momento crítico da História do Brasil estão comprometidos com as circunstâncias e cada um pode transformar-se num MISSIONÁRIO DA LUZ, dando sua contribuição para a reformulação de uma nova e saudável cultura política local. Desta maneira, aproveitemos essa oportunidade histórica e façamos a diferença nesse processo reformulador, marcando um grande passo em nosso progresso espiritual.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Joanna de Ângelis na Enciclopédia Espírita Online


Depois de publicarmo a inclusão do verbete Divaldo Pereira Franco (ver aqui), no ensejo do 90° aniversário de nascimento daquele médium, anunciamos agora que a nossa Enciclopédia Espírita Online acaba de receber o verbete dedicado a Joanna de Ângelis, a mentora espiritual de Divaldo.

Veja a seguir a síntese:
Joanna de Ângelis é Espírito conhecido no Movimento Espírita como mentora espiritual do médium Divaldo Franco, a quem já ditou mediunicamente várias obras, que foram publicadas no Brasil e dentre as quais algumas traduzidas para diversos idiomas. Sua obra literária versa essencialmente sobre temas existenciais, filosóficos, religiosos, psicológicos e transcendentais, com destaque para a Série Psicológica, que contém mais de uma dezena de livros, estabelecendo nela uma associação entre a Doutrina Espírita e as modernas correntes da Psicologia, principalmente a transpessoal e junguiana.

Confira agora mesmo a íntegra do verbete na Enciclopédia Espírita Online.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Mobilização religiosa contra o aborto no STF




Autoridades espíritas e católicas vão à Cármem Lúcia pedir que STF não libere aborto

Comissão formada por juristas de ambas as religiões solicitaram que a presidente do tribunal não coloque em pauta as ações que legalizariam a prática no Brasil


Esteve no STF nesta quinta-feira (11/05), em visita à presidente Cármem Lúcia, uma comissão formada por juristas espíritas e católicos, além do cardeal arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta. Eles apresentaram à ministra o pedido para que nenhuma ação que pretenda legalizar o aborto no Brasil seja colocada em pauta durante a gestão de Cármem Lúcia à frente do tribunal.

O jurista Hélio Ribeiro, da Associação Jurídico Espírita do Rio de Janeiro (AJE-Rio), deu entrevista à Rádio Rio de Janeiro após a reunião e afirmou que o encontro foi positivo. “A ministra manifestou simpatia à nossa causa e de maneira muito positiva falou que matar não é uma solução para resolver os problemas da sociedade. Fomos muito bem acolhidos. Os juristas católicos também estiveram presentes e com certeza foi um ganho a favor da vida o encontro de hoje, histórico, no STF”.

Hoje, há duas ações no STF que poderiam ampliar ou legalizar completamente a prática do aborto no Brasil. Uma delas é a ação direta de insconstitucionalidade (ADI) apresentada pela Associação Nacional dos Defensores Públicos (Anadep), que pede descriminalização do aborto no caso de grávidas infectadas pelo Zika vírus. A outra é uma ação de descumprimento de preceito fundamental (ADPF), protocolada pelo Psol, que pede a descriminalização total do aborto até 12ª semana de gestação.

Fonte Sempre{Família}


sexta-feira, 12 de maio de 2017

"Dia das Mães" - coletânea


Coletamos as nossas melhores postagens acerca da data comemorativa ao "Dia das Mães" — encarnadas e desencarnadas , internacionalmente instituído para todo segundo domingo do mês de maio. Aliás, começamos por relembrar a "Origem do Dia das Mães", que postamos em 11 de maio de 2011.


E que tal reunir a família para assistir a mais uma valorosa palestra de Nazareno Feitosa? Pois é o que foi disposto em 11 de maio de 2012: "Homenagem ao Dia das Mães".

Vale muito também relembrar a biografia daquela que, abdicando de cuidar de poucos filhos "legítimos" em favor de uma filharada muito maior, em vista da causa da educação pedagógica e da evolução espiritual, abraçou a missão de ser uma "Mãe do Espiritismo": Amélie-Gabrielle Boudet, a Madame Kardec, disponível na Enciclopédia Espírita Online.



Daí naturalmente vem a lembrança de Maria de Nazaré, o que nos ocasiona lembrar uma exposição sobre o tema Videopalestra "Maria, mãe de Jesus" com Edimundo Guerreiro:



Igualmente podemos rememorar o afeto e dedicação que o nosso querido e inesquecível Chico Xavier prestou às verdadeiras heroínas, como destacado no filme "As Mães de Chico Xavier".



E para deixar esse dia especial ainda mais especial, uma sequência de músicas temáticas à referida comemoração, conforme listamos no post "Música para o Dia das Mães", em 8 de maio de 2010.


E para todos nós, mais um domingo maravilhoso de festa e confraternização em torno da bênção que Deus concedeu à Terra no toque da maternidade.


A origem do Dia das Mães

Como você sabe, no próximo domingo será celebrado o Dia das Mães aqui no Brasil. A data foi criada por decreto em 1932, estabelecendo que ela deveria ser comemorada todo segundo domingo de maio, e acabou se tornando uma tradição. Mas a verdade é que essa celebração surgiu muito, muito antes desse decreto, e nem tinha uma conotação tão comercial como a de hoje em dia.



O costume de homenagear as mães remonta da antiguidade, e existem registros de que os gregos homenageavam a mãe dos deuses — Reia —, enquanto que os romanos pagavam os seus respeitos à sua mãe divina correspondente, Cibele. Já no século XVI, os ingleses costumavam presentear as suas mães durante um serviço religioso — celebrado no 4° domingo da quaresma —, mas o costume acabou sendo transferido para o mês de maio.



Dia de uma única mãe

No entanto, o Dia das Mães como é celebrado atualmente teve origem nos EUA, graças a uma mulher que lutou com todas as forças para que ele fosse criado e, depois, abolido. Antes de se tornar um dia para dar presentes, ramos de flores e cartões, essa data era reservada para que as mulheres chorassem os soldados caídos e lutassem pela paz.

Tudo começou com uma mulher chamada Anna Reeves Jarvis, que organizava grupos de mulheres que trabalhavam para melhorar as condições sanitárias da época e, assim, reduzir a mortalidade infantil, além de cuidar de soldados feridos durante a Guerra Civil norte-americana. Depois da guerra, Jarvis passou a organizar reuniões e piqueniques pacifistas — ou Dia das Mães —, incentivando as mulheres a adotar um papel mais politicamente ativo.


Filha dedicada


Mas foi Anna, filha de Anna, quem transformou essa data no que ela é hoje. Anna ficou extremamente tocada pelo falecimento de sua própria mãe, passando a organizar homenagens que, pouco a pouco, acabaram se espalhando para outras cidades e estados norte-americanos. E os eventos foram se tornando tão populares que, em 1914, a data comemorativa foi oficializada.

Contudo, para Anna, esse era o dia para que todos fossem às suas casas passar o dia com as suas mães para agradecê-las por tudo o que elas significavam. Essa não era uma data para homenagear todas as mães, mas cada mãe, e Anna ficou profundamente perturbada quando percebeu que a festividade estava se transformando em uma mina de ouro e em uma comemoração de cunho comercial.


Comercialização da data

Anna, então, passou a organizar boicotes, participar de protestos e a ameaçar iniciar processos, e inclusive foi presa por perturbar a ordem. Ela acabou gastando toda a sua herança e energia para abolir a celebração que ela havia criado anos antes, e apesar de ter podido lucrar absurdamente com a “comercialização” do Dia das Mães, Anna morrendo sozinha e sem um tostão em um hospital psiquiátrico aos 84 anos.

No Brasil, o Dia das Mães é a segunda data comemorativa mais lucrativa do ano, vindo depois apenas do Natal. Nos EUA, terra natal de Anna Jarvis, as vendas do ano passado foram estimadas em US$ 18.6 bilhões (cerca de R$ 38 bilhões), ou seja, indo totalmente em contra do que a criadora da data realmente desejava.


Curiosidades sobre o Dia das Mães
  • Assim como no Brasil, o Dia das Mães é celebrado no segundo domingo de maio no Japão, Turquia, Itália, nos EUA e em muitos outros países;
  • Em muitas partes do mundo, essa data é comemorada no primeiro domingo de maio, como é o caso de Portugal, Moçambique, Espanha, Hungria e da Lituânia;
  • Em várias localidades, essa celebração ocorre em uma data fixa, como é o caso do México, Guatemala, El Salvador e Belize, que homenageiam as mães no dia 10 de maio, embora ocorram festejos durante todo o ano;
  • Alguns países não celebram o Dia das Mães propriamente dito, como é o caso da Tailândia, que comemora o aniversário da Rainha Sirikit, considerada por muitos a “mãe de todos os tailandeses”, e de Israel, que comemora um dia da família.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Necrólogo: Nelson Xavier (ator do filme Chico Xavier)


Faleceu na madrugada desta quarta-feira, 10 de maio de 2017, em Uberlândia, Minas Gerais, o ator Nelson Xavier. Desde 2004 ele fazia tratamento contra um câncer de próstata e está é a provável causa de sua morte.

O paulista Nelson Xavier nasceu em 30 de agosto de 1941, cursou direito, mas direcionou sua carreira à dramaturgia. Nos anos 1950, entrou para a Escola de Artes Dramáticas da Universidade de São Paulo e também para o Teatro de Arena – um dos mais importantes grupos de artes cênicas daquela época. Entre os palcos teatrais, o cinema e a televisão, ele preencheu uma longa e consagrada carreira, apesar de sempre se considerar "muito tímido" para o ofício.

Mas foi em 2010 que, interpretando o inesquecível médium espírita Chico Xavier, o ator alcançou o topo da carreira. Ele próprio afirmou que havia vivido ali seu melhor papel. "Finalmente fiz o meu maior papel. Fui invadido por uma onda de amor tão forte, tão intensa, que levava às lágrimas”, e completa dizendo: “Nenhum dos personagens que fiz mudou minha vida. O Chico fez uma revolução”.

Vejamos Nelson Xavier falando sobre o filme biográfico de Chico:



A viúva, Tereza Villela Xavier, comunicou via rede social que o corpo será transferido para o Rio de Janeiro, onde será velado, homenageado e depois cremado.

Nossas condolências à família e vibrações de carinho para este irmão que então regressa à vida superiora para continuar sua jornada evolutiva rumo à perfeição espiritual.


terça-feira, 9 de maio de 2017

Divaldo Pereira Franco na Enciclopédia Espírita Online


Olha só quem chegou na nossa Enciclopédia Espírita Online!

Ele é médium, orador e atualmente o maior propagador do Espiritismo em todo o mundo:
Divaldo Pereira Franco, também conhecido como Divaldo Franco (Feira de Santana, Bahia, 5 de maio de 1927 -), professor aposentado, é um filantropo, médium e orador espírita e um dos maiores propagadores do Espiritismo no Brasil e no Mundo, com mais de meio século de dedicação praticamente integral à causa doutrinária, percorrendo mais de sessenta países. É o fundador, ao lado de Nilson de Souza Pereira, da conceituada instituição de Caridade Mansão do Caminho, na capital baiana. Tem como principal guia espiritual Joanna de Ângelis, de quem já psicografou várias obras literárias, cujo gênero essencial é a análise do comportamento psicológico do ser em face do relacionamento transpessoal e do seu compromisso evolutivo.

Aproveitando o mês do 90° aniversário de nascimento de Divaldo Franco, a Equipe Luz Espírita faz essa atualização e convida a todos para compartilhá-la.

Confira a biografia e os principais títulos da bibliografia deste extraordinário apóstolo da Doutrina dos Espíritos na Enciclopédia Espírita Online.

Aproveite para ver também o vídeo com Divaldo Franco declamando o célebre Poema de Gratidão, ditado a ele pelo Espírito Amélia Rodrigues:



quinta-feira, 4 de maio de 2017

Programa Evangelho no Lar Online


Nesta quinta-feira, às 20h (hora de Brasília), tem mais uma edição ao vivo do Programa Evangelho no Lar Onlineo nosso encontro familiar com Jesus e toda a espiritualidade, para um momento de reflexão, aprendizagem e confraternização espiritual em torno da Boa Nova trazida pelo Mestre de Nazaré, à luz do Espiritismo.

As videotransmissões são feitas ao vivo via YouTube e você pode acompanhá-las pelo link do YouTube Live, pela página inicial do nosso Portal Luz Espírita.

Participe conosco e nos ajude na divulgação.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Castelo de Pestalozzi, a escola onde Allan Kardec estudou - por Cosmi Massi


Durante uma turnê de exposições espíritas na Europa neste 2017, o conceituado estudioso e divulgador do Espiritismo Cosme Massi (ver sua FanPage no Facebook) aproveitou para gravar vídeos interessantíssimos em lugares históricos para a Doutrina Espírita, como, por exemplo, sua visita ao Castelo de Pestalozzi, em Yverdon-les-Bains, na Suíça, que foi a escola onde estudou o jovem Hippolyte-Léon Denizard Rivail, dos seus 11 a 18 anos de idade, este que mais tarde iria se tornar célebre com o pseudônimo Allan Kardec - o Codificador do Espiritismo.

Cosme Massi adentro o castelo, que hoje é mantido como um museu da obra de Johann Heinrich Pestalozzi, o revolucionário educador que marcou a fase inicial da história da Pedagogia através de seu método inovador de valorizar o indivíduo (aluno) e levá-lo a progredir no conhecimento técnico, civil e moral numa dinâmica prática em contraste com os modelos tradicionais de ditado e catecismo.

Essa base educacional seria vital para a preparação de Kardec para a sua missão de codificar o Espiritismo e mesmo antes, quando Rivail retorna ao seu país de origem e na capital Paris ele monta o seu Instituto Técnico Rivail, seguindo o método pestalozziano, em atuação profissional, e também na aplicação de campanhas sociais em favor da democratização do ensino educacional, ao qual ele contribuiu pessoalmente, ao lado da sua esposa e também educadora Amélie-Gabrielle Boudet, lecionando várias ciências ao público mais carente da Cidade-Luz.

Esse feito de Cosme Massi é uma viagem fascinante, ainda que em vídeo, e inspiração para rebuscarmos os valores originais da Doutrina dos Espíritos.

Assista-o, curta e compartilhe, ajudando na divulgação do Espiritismo:


terça-feira, 2 de maio de 2017

Adrien, médium de Kardec e a comunicação espírita "Á França"


Nossos confrades do site Autores Espíritas Clássicos brindam a todos nós com um trabalho inédito: a tradução de uma brochura publicada em Paris, em 1859, pela mesma Editora Dentu que publicou várias obras de Allan Kardec, assinada pelo médium Adrien, contendo uma mensagem intitulada "À França - comunicação espírita", do original "A la France - Communication Spirite" (ver aqui). A tradução foi feita em abril deste 2017 por Abílio Ferreira Filho e revisada pelos irmãos W por Jorge Hessen.


Sr. Adrien, médium de Kardec
Primeiramente, é bom tomarmos nota de quem era o Sr. Adrien, autor da brochura supracitada, membro da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas e, desta, médium voluntário. Mas, nada melhor do que nos inteirarmos do prefácio da tradução: 
Adrien, o braço direito de Kardec para registros do além.
Ao estudar a mediunidade de vidência Allan Kardec declarava na Revista Espírita de dezembro de 1858, que não conhecia, ainda, ninguém mais apto a ver espíritos de modo permanente, e à vontade como o senhor Adrien, membro da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas que além de vidente, era médium escrevente, audiente e sensitivo.
Adrien não se deixava afundar nos mares da imaginação; ao contrário, era muito austero e administrava suas faculdades com seriedade. Considerava a faculdade como um dom da Providência, que lhe foi concedido para o bem, sem se servir da mediunidade senão para as coisas úteis, e jamais para satisfazer uma vã curiosidade.
Nas reuniões mediúnicas Adrien não via só os Espíritos evocados; ao mesmo tempo, via todos aqueles que estavam presentes, evocados ou não; ele os via entrarem, saírem, irem, virem escutarem o que se dizia, rirem ou levarem a sério, segundo seu caráter; em uns havia gravidade; em outros, um ar zombeteiro e sardônico; algumas vezes um deles avançava até um dos assistentes, lhe colocava a mão sobre a espádua ou se colocava ao seu lado, alguns se mantinham afastados; em uma palavra, em toda reunião, havia sempre uma assembléia oculta composta de Espíritos atraídos por sua simpatia pelas pessoas, e pelas coisas pelas quais se ocupavam.
Nas vias públicas Adrian nas ruas via uma multidão, porque além dos Espíritos familiares que acompanham seus protegidos, haviam ali, como entre nós, a massa dos indiferentes e dos errantes. Em sua casa, dizia, não está jamais só, e não se entediava nunca; tinha sempre um grupo de espíritos com a qual ele conversava.
Kardec colocava Adrien entre os mais notáveis médiuns, e na primeira classe daqueles que forneciam os elementos mais preciosos para o conhecimento do mundo espírita. Sobretudo, por suas qualidades pessoais, que eram as de um homem de bem por excelência, e que o tornavam eminentemente simpático aos Espíritos da mais elevada ordem.
Adrien era para Allan Kardec o mais poderoso auxiliar que possuía. Também colocava sua faculdade em proveito de própria instrução pessoal, seja na intimidade, seja nas sessões da Sociedade, seja, enfim, na visita de diversos lugares de reunião.
É verdade, Adrien esteve junto a Kardec nos teatros, nos bailes, nos passeios, nos hospitais, nos cemitérios, nas igrejas; assistiram a enterros, a casamentos, a batismos, a sermões: por toda parte Kardec tinha notícia, através de Adrien, sobre a natureza dos Espíritos que ali estavam agrupados, onde entabulavam conversação com alguns, os interrogavam e aprendiam muitas coisas das quais Kardec aproveitava para os leitores da Revista Espírita, porque seu objetivo era fazê-los penetrarem, como ele próprio, nesse mundo tão novo para todos.

Jorge Hessen

De fato, encontramos em algumas passagens da Revista Espírita o próprio codificador espírita comentando as capacidades mediúnicas e morais do Sr. Adrien, por exemplo, na edição de dezembro de 1858 (ver aqui), no artigo intitulado "Adrien, médium vidente", do qual extraímos um pequeno trecho:
Nós ainda não conhecíamos ninguém apto a ver os Espíritos de maneira permanente e à vontade. É dessa notável faculdade que é dotado o Sr. Adrien, membro da Sociedade de Estudos Espíritas. Ele é, simultaneamente, médium vidente, escrevente, auditivo e sensitivo. Como psicógrafo, escreve o ditado dos Espíritos, mas raramente de modo mecânico, como os médiuns inteiramente passivos, isto é, mesmo escrevendo coisas estranhas ao seu pensamento, ele tem consciência do que escreve. Como médium auditivo escuta as vozes ocultas que lhe falam. Temos na Sociedade dois outros médiuns que gozam desta faculdade no mais alto grau e que, ao mesmo tempo, são ótimos psicógrafos. Enfim, como médium sensitivo, ele sente o contato dos Espíritos e a pressão que sobre si eles exercem. Sente até comoções elétricas muito violentas que afetam as pessoas presentes. Quando magnetiza alguém, pode, à sua vontade, desde que isso seja necessário à saúde, produzir sobre essa pessoa a descarga de uma pilha voltaica. 
(...) 
Digamos logo que o Sr. Adrien não é um desses homens fracos que se deixam arrastar pela imaginação. Ao contrário, é um homem de caráter frio, muito calmo e que vê tudo isto com o mais absoluto sangue frio, mas não diremos que com indiferença; longe disto, pois que ele leva a sério as suas faculdades e as considera como um dom da Providência que lhe foi concedido para o bem e, assim, dele se serve apenas para coisas úteis e jamais para satisfazer à vã curiosidade. É um moço de família distinta, muito honesto, de um caráter suave e benevolente e cuja educação apurada se revela na linguagem e em todas as suas maneiras. Como marinheiro e como militar já percorreu uma parte da África, da Índia e de nossas colônias.


A brochura

O objetivo da obra está claramente retratada na sua Introdução, que transcrevemos aqui:
Geralmente, se afirma que as manifestações espíritas não servem para nada; eu desejo (explicando melhor), dar uma ideia geral dos conselhos que se podem obter dos espíritos que querem se manifestar e provar que seguindo suas máximas de moral, o homem só pode se elevar.
Essa manifestação foi dada de uma só vez por um espírito encarregado de velar ao curso dos acontecimentos.
Naqueles idos anos de 1850, a mediunidade era um incógnita geral e, ainda que admitida positivamente, costumava-se questionar sua utilidade prática na vida cotidiana.
Em face disso, Adrien então publica a seguinte comunicação que dá nome à sua obra: "À França - Comunicação espírita":

À FRANÇA

COMUNICAÇÃO ESPÍRITA 
Eu vi o mundo em seu nascimento, eu vi os homens no seu início. Eu percorri a terra em todas as direções; do Norte ao Sul, do Leste ao Oeste, e em todo lugar eu vi as paixões como mestras.
Eu atravessei os séculos sem que meus cabelos ficassem brancos. Minha existência foi a da borboleta, um dia crisálida, abrindo as minhas asas no dia seguinte e recomeçando minha corrida aventureira; estudando os costumes, os hábitos dos povos que, sobre a face do globo, não cessam de se agitar e de se dedicar a se destruir uns aos outros.
Eu segui as grandes migrações dos diferentes povos, assisti a seus combates, a suas obras; e sempre o mesmo motivo de seus feitos se abateu sobre meus olhos e meu espírito.
A ambição e o egoísmo sempre provocaram seus grandes movimentos. Eu vi horas terríveis; eu senti essa febre que, em dias graves, alcança as nações e as enchem de efervescência; febre escaldante que as empurram para um objetivo que elas chamam liberdade, e que só é escravidão.
Eu vi o sangue correr às enxurradas, vi em dias sombrios de luto e de desespero, mães devorar suas crianças. Eu vi pais degolar seus filhos, homens quebrar as estátuas de seus deuses, profanar seus templos; e para que tudo isso? Para ter a liberdade. Todos perdem tempo por esse ardor, por essa sede de fogo, de sangue, que dá o pesadelo que é a agonia dos princípios de ordem, de moral.
Eu vi nesses dias de sofrimento e de terror, homens animados de um espírito elevado, pregar aos outros homens palavras de amor e de paz; esforçar-se, por uma eloquência tirada em sentimentos elevados, trazer de volta os homens extraviados, as ovelhas abandonadas aos lobos. Mas, em toda parte, a suas corajosas palavras, à sua eloquência sublime, era respondido pelas injúrias, pelas blasfêmias; e a morte acabava por abater as cabeças de elite feitas para mundos melhores.
Desde as tradições mais recuadas, os profetas enviados por Deus, têm, sob diferentes formas, sob diferentes figuras, procurado dar à humanidade os grandes princípios de ordem, de amor e de fraternidade sem os quais as nações degeneram e acabam por sucumbir.
Aos povos invasores sucedem outros povos, cujo triunfo em si mesmo adianta o fim de sua carreira; assim serão os povos que, não querendo escutar senão seus desejos ambiciosos, tentarão se elevar sobre as ruínas dos outros povos, seus irmãos.
Deus lhes enviará dias ardentes, e, em sua cólera, ele lançará os homens no abismo e os deixará se submergir nesse vasto caos que é a morte das nações, a Anarquia, até que eles tenham expiado, após ter passado por todas as peripécias da guerra civil, por suas perdas e seus sofrimentos, as horas de loucura e de transbordamento.
Eu assisti às lutas de 1793, eu estava em toda parte, e todas as horas, todos os minutos foram preenchidos por meu trabalho, e pude ver um grande povo recuperar seus direitos, nas prerrogativas que lhe eram devidas. Mas aí não devia parar minha obra; outros acontecimentos deviam agitar o mundo, e não me era dado me associar.
Eu devia participar ativamente de todas as fases que, por um encadeamento providencial, conduzissem a França, esse país onde se tinha fixado meu espírito, onde devia se cumprir minha missão, em direção à glória e o reino da inteligência.
Eu assistia a todos os grandes combates que ilustraram nossas armas sobre o vasto campo da Europa. Eu ajudava e cooperava com tudo.
Eu usava largamente desse poder que me foi dado e o mundo se ressentiu de minha influência. Deus, em sua bondade infinita, me fixou por tarefa, assim como a outros espíritos, de seguir o curso dos acontecimentos que agitam os povos, de lhes prestar socorro e ajudá-los a sair das trevas para conduzi-los em direção da civilização e da luz.
Eu vi em dias ainda pouco afastados, homens, empurrados pelo delírio, fazer reviver sobre suas bandeiras, sobre seus monumentos, palavras que são mal interpretadas todo o tempo.
Nas grandes crises, nas horas de perturbações, enquanto os cérebros queimam no fogo da exaltação, o homem se extravia e procura o que ele pode e poderia ter sem luta nem encontrar a menor resistência. É chegado o momento de lhe abrir os olhos e fazê-lo ver em plena luz do dia o que ele não tinha visto até então senão através de um véu.
Eu apelo aos povos esclarecidos, aos cérebros não exaltados, a todos os espíritos que raciocinam.
Deus vos deu, após longos dias de tempestade, um céu sereno. Vós tendes visto a felicidade e a calma regressar em vossas famílias; vós tendes enfim compreendido que as revoluções só trazem com elas a desordem e a infelicidade, pois isso não sois vós, homens de elite, que, em um momento de entusiasmo, aproveitais florões que ganhais vertendo às enxurradas vosso sangue, sacrificando vossas famílias e vossos bens; não, não, são alguns espíritos ambiciosos, mas não dessa ambição que deve fazer a felicidade dos que eles terão submetido em seu coração ou em suas armas; mas dessa sede de honras e de fortuna compradas ao preço do sangue dos outros.
Vós tendes enfim achado o único remédio para todos os males, para essa lepra hedionda que se chama guerra civil; vós tendes sabido colocar em um governo forte e sensato vossa confiança; pois aí somente está a paz que garante vossos bens, vossas famílias, vosso pão de cada dia; aí ainda está a salvaguarda de vossa honra, dessa honra da qual o Gaulês e mais tarde o Francês tiveram tanta inveja.
Sim! eu vos digo e vos repito, é em um governo bem conduzido e dirigido por uma mão firme, que uma grande nação encontrará a paz e a felicidade interior, e é aí que encontrareis a causa de vossas revoluções, de vossas guerras civis, a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade. Pois, saibas bem, a liberdade vós a tereis todas as vezes que puderdes seguir todas as regras da honra, do ponto de vista moral, e não do mundo que frequentemente o compreende mal; a liberdade, quando puderdes fazer o bem à vossa própria vontade e vos conduzir como todo homem animado de um espírito elevado, moral e refletido deve fazê-lo. A liberdade se obtém pelo trabalho em se mostrando superior à preguiça, em se elevando pelas qualidades do espírito e do coração.
A Igualdade: tendo a Liberdade, vós obtendes a Igualdade; isso só depende de vós; pois, quem vos impede de ambicionar vosso talento, vossos trabalhos, as honras que muitos espíritos estreitos afirmam só pertencer às classes elevadas. Ora, saibas bem, não há classes elevadas senão onde reside o verdadeiro mérito, aquele que dá o coração e a instrução; quem vos impede de alcançar?
A vós, honestos artesãos, o que vos falta? Não tendes a estima de vossos amigos? Não podeis dar vossa voz em toda parte? Não podeis fazer elevar vossas crianças e conduzi-las, se elas o desejarem, a pretender as mais altas ações? Vereis então que do pequeno ao grande reina a Igualdade.
Mostrai, mostrai e dizei às pessoas, que, se prevalecendo de títulos, não podem acrescentar o que vós possuís, a honra e o coração; pois então, eu vos digo, à desigualdade estará do lado deles, pois vós estareis cem vezes acima deles.
A fraternidade não resulta das duas primeiras virtudes? Tenhais o espírito elevado, o coração nobre e dirigido para belas aspirações, não compreendeis que a união entre os homens faz a força? Não compreendeis que não encontrareis isso senão em um governo que reunirá todos os elementos: ordem, força e honra? Se vós o compreenderdes, compreendei-o.
Relembrai-vos dessas memoráveis palavras do Cristo: Amai-vos uns aos outros. Não está aí a Fraternidade que vós deveis ter? Ela não pede sangue; ela só pede o amor.
Jesus-Cristo ainda vos diz: Sedes unidos e falanges abraçadas; isso não queria ele dizer? Tenhais a Fraternidade para serdes fortes? E vós tereis, estando unidos, a Liberdade para agir como uma grande nação. Para vos proteger contra as outras nações, vós tereis essa Igualdade que é necessária para manter a união e por consequência a força. Vós formareis assim um corpo compacto e apertado, e com um homem de gênio à frente dessas massas, se ele for bem apoiado por homens de elite, oriundo dessas mesmas massas, quem poderá vos enfrentar? Ninguém.
Vós sois fortes porque estais unidos nesse momento.
Lembrai-vos que aí está vossa garantia de felicidade. Permanecei o que vós sois; apoiai aquele que vos une num mesmo abraço: e vossas crianças poderão acariciar vossos cabelos brancos, e vossa alma irá em paz reencontrar aqueles que ela amou aqui em baixo.
 
Adrien, médium


sexta-feira, 28 de abril de 2017

Detalhes importantes sobre a família de Allan Kardec, por Paulo Henrique Figueiredo


O pesquisador espírita Paulo Henrique de Figueiredo nos apresenta um aspecto pouco explorado, inclusive pelos espíritas, mas que, pela exposição feita por este pesquisador, revela-se bastante interessante para compreendermos melhor a trajetória de Allan Kardec. E que aspecto é esse de que falamos? É o das origens da família do Codificador Espírita.

Através de seu apanhado histórico, Paulo Henrique de Figueiredo vai nos dizer que Kardec já trazia em si uma herança moral e cultural, especialmente influenciada por seus pais e avós maternos, condizente e, de certa maneira, preparatória para sua missão de Codificar o Espiritismo, sob valores de liberdade, igualdade e fraternidade — valores esses que compunha o lema original da Revolução Francesa, campanha na qual estavam inseridos os antecedentes de Kardec.

Esses detalhes importantes sobre a família de Allan Kardec foram publicados por Paulo Henrique de Figueiredo em seu livro Revolução Espírita - a teoria esquecida de Allan Kardec e pincelada no programa homônimo gravada com o autor pela produção da TV Mundo Maior, em duas edições: "A família de Kardec" e "Jeane, uma mulher de fibra", que você pode acompanhar pelas janelas a seguir:

"A família de Kardec" - parte 1


Parte 2


Parte 3


"Jeane, uma mulher de fibra" - parte 1


Parte 2


Parte 3



Saiba mais sobre o projeto Revolução Espírita de Paulo Henrique de Figueiredo.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Aviso



Programa Evangelho no Lar Onine


Nesta quinta-feira, às 20h (hora de Brasília), tem mais uma edição ao vivo do Programa Evangelho no Lar Onlineo nosso encontro familiar com Jesus e toda a espiritualidade, para um momento de reflexão, aprendizagem e confraternização espiritual em torno da Boa Nova trazida pelo Mestre de Nazaré, à luz do Espiritismo.

As videotransmissões são feitas ao vivo via YouTube e você pode acompanhá-las pelo link do YouTube Live, pela página inicial do nosso Portal Luz Espírita.

Participe conosco e nos ajude na divulgação.

Calendário Histórico Espírita


Anastasio García López (Ledaña, Espanha, 27 de abril de 1823 - Sevilha, Espanha, 1 de maio de 1897) foi um renomado médico, filósofo e político espanhol, além de grande propagandista da Doutrina Espírita na Espanha, pelo que é lembrado como "Fiel escudeiro de Kardec". Além de vários artigos de sucesso, seu livro Exposição e Defesa das Verdades Fundamentais do Espiritismo é considerado um clássico da literatura espírita internacional.

Ver mais eventos em


terça-feira, 25 de abril de 2017

Videopalestra "Hoje eu deixo o Brasil, graças a Deus!/' com Rossandro Klingjey


Num dos momentos muitos conturbados do cenário político brasileiro (se não o mais conturbado de todos), como estamos vivendo na atualidade, e, naturalmente, com reflexos para todos os campos que envolve a nossa vida social no Brasil, o educador e palestrante espírita paraibano Rossandro Klingjey nos propõe uma reflexão acerca de experiências colhidas acerca do comportamento de nossa gente, sob ótica exterior, vista por pessoas de fora, especialmente focando num episódio que se define por uma frase que intitula esta palestra "Hoje eu deixo o Brasil, graças a Deus!".

Rossandro Klinjey é palestrante e escritor, Psicólogo Clínico e Mestre em Saúde Coletiva. Durante mais de 10 anos atuou como professor universitário, e foi a partir dessa experiência que passou a se dedicar à atividade de palestrante. Muito requisitado no meio espírita em função do link, que ele faz com competência, entre os temas de seu ofício (educação e psicologia) com a visão doutrinária espírita, traçando assim reflexões práticas para nosso cotidiano.

Desta feita, convidamos a todos para essa reflexão: "Hoje eu deixo o Brasil, graças a Deus!" com Rossandro Klinjey.


Página de Rossandro Klinjey.

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quinta-feira, 20 de abril de 2017

A questão Roustaing


Essa é uma das grandes controvérsias que envolve a Doutrina Espírita, isso desde os primórdios do Espiritismo na França, mas que respingou em outros lugares onde a codificação kardequiana achou espaço para se desenvolver, inclusive aqui no Brasil: "A questão Roustaing".

Em terras brasileiras o "problema" básico é que, segundo algumas fontes, a instituição espírita mais influente – a Federação Espírita Brasileira (FEB) –surgiu a partir de ideários tanto espíritas quanto roustainguistas, inclusive, tendo sido seu estatuto formulado com a orientação de, além das obras básicas de Allan Kardec, estudar a obra Os Quatro Evangelhos de Jean-Baptiste Roustaing, e isso já no seu primeiro artigo, dando a entender que a FEB, além de espírita, se fundamenta no chamado Roustainguismo.


E já é tradição essa questão ganhar novo fôlego sempre que a FEB troca de diretoria, fazendo crescer a expectativa de o novo presidente e sua diretoria dê um parecer definitivo sobre a polêmica, como no caso da ascensão de Jorge Goldinho à presidência da instituição, ocorrida em 2015. A exemplo disso, podemos conferir a entrevista do pesquisador espírita Jorge Hessen com o presidente da FEB, conforme publicação do site A Luz na Mente (ver aqui).

Motivada por essa tradição, temos como outro exemplo uma carta aberta dirigida ao presidente febiano, assinada por José Sola, dirigente da Instituição Beneficente José de Mococa (Parque Bristol, São Paulo Capital) que aqui reproduzimos:

Senhor Jorge Godinho, Presidente da Federação Espirita Brasileira,
Senhor presidente, estou lhe enviando uma nova missiva, expondo incontida indignação, cingido pelos sentimentos de inúmeros confrades e líderes espiritas, a respeito da infeliz intensão dos diretores dessa instituição, incluindo vossa senhoria, de republicar as controversas obras de Jean-Baptiste Roustaing, em homenagem aos cento e cinquenta anos de lançamento das obras do referido autor.
A encaminho para V. Sa., tanto quanto para a diretoria dessa conceituada instituição, na esperança de obter resposta, e eu entendo de que pelo menos V.Sa. deveria me contestar, pois somos irmãos de ideal, e V.Sa. como presidente da FEB, deveria oferecer-me atenção, não porque eu me sinta com privilégios para tal , mas porque este é um direito de qualquer espírita, e é ainda uma postura de dignidade apresentada da parte do dirigente dessa respeitável instituição.
E já estamos informados de que a clausula pétrea criada pelos roustainguistas, vinculando o rustenismo ao espiritismo foi modificada, e para desvincularmos o roustanguismos do espiritismo, só depende de sua boa vontade.
E eu acredito que você é uma pessoa idônea, digna e responsável, então me demoro no aguardo de que essas suas virtudes, essa atitude indigna e desrespeitosa mesmo, pois os roustanguistas pretendem indebitamente se apossar da doutrina, e inserir dogmas que afrontam o espiritismo e seu codificador.
Justificarei porque tal atitude é desrespeitosa, pois Os Quatros Evangelhos importa o signo do improfícuo misticismo, organizada por espíritos falazes, pseudo sábios, mistificadores, que não se acabrunharam diante de suas intenções maléficas, e utilizaram mesmo, o nome venerando dos apóstolos; mas indago, será que os apóstolos de Jesus, se demorariam contrários a Kardec? Recordemos que o mesmo demoliu de forma lógica e racional os dogmas das religiões ortodoxas, consoante consta na obra O Céu e Inferno, os supostos apóstolos retificaram o que disse Kardec entronizando outra vez esses dogmas?
Apresentarei alguns tópicos absurdos dessa obra, isto é logico, para começar, pois vou continuar dialogando com V.Sa. e estaremos extrapolando essa mística juntos, vejamos.
“Mas, não o esqueçais: todo aquele que reveste a carne e sofre, como vós, a encarnação material humana – é falível.” (pág. 166). O que nos apresenta o espírito nestas palavras, é que se Jesus tivesse tido um corpo material como o nosso, estaria sujeito às dores e a todas as necessidades físicas que o mesmo nos impõe, isto é, seria falível.
Mas se Jesus não houvesse tido um corpo de matéria como o nosso, não teria porque alimentar-se, e isto ele o fez, pois jamais tivemos da parte de seus discípulos, uma informação de que ele houvesse deixado de viver tal necessidade, se esta informação fosse verdadeira, os discípulos o teriam relatado, pois conviveram com o Mestre até o momento de sua crucificação, e nenhum deles apresenta a menor citação deste acontecimento incomum. Antes do momento de sua prisão, Ele e seus discípulos cearam, sendo que Judas estava ausente, e este momento foi descrito pelos seus discípulos, e nenhum deles narra o fato de ele não haver participado da ceia, e não o apresentam em nenhum momento.
Outra coisa, Jesus nunca entrou num compartimento que se demorasse de porta fechada sem abri-la enquanto esteve encarnado, acredito mesmo que lhe fosse possível através da faculdade de efeitos físicos, pois Ele possuía esta mediunidade a ponto de haver permitido a materialização de Moisés e Elias no monte Tabor.
Não esquecendo ainda de que a médium de efeitos físicos D’Esperance, quando se demorava em trabalho de materialização, conforme narrado, por Denis, Aksakof, e outros experimentadores da época, desmaterializava o corpo físico, cedendo ao espirito materializante, não apenas o ectoplasma, mas também as células físicas.
Os experimentadores entravam na cabine e encontravam a poltrona vazia, enquanto que a médium havia sido atada pelos braços e pelas pernas, e mais lhe haviam passado pelos orifícios do ouvido, um cordão de nylon prendendo-o nos braços da poltrona selando esses laços com cera, isto nos diz de que a médium não teria como ausentar-se pelos métodos comuns, e isto corroborava a desmaterialização da médium.
Isto digo para lembrar de que se Jesus desejasse poderia realizar esta façanha, mas nunca o fez, deixou sempre bem claro de que era um ser encarnado que se alimentava, abria as portas para ingressar nos aposentos, e embora jamais haja vivido as nossas vicissitudes, mas sem duvida alguma, viveu as nossas necessidades. Ele realmente foi infalível na sua condição espiritual, pois já havia suplantado todos os vícios e paixões, e como aprendemos em doutrina espirita, ninguém pode dar daquilo que não tem, então em sua passagem pela Terra e só apresentou amor, luz, e vida, pois é o que possuía, e possui, em seu Espirito glorioso.
Mas não foi apenas neste tópico desta obra infeliz que Roustaing faz referencias a haver Jesus sido um agênere, um ser imaterial, que representava haver reencarnado, mas que tudo não passava de uma representação vou apresentar outra informação insustentável e mística da parte desses espíritos, vejamos:
“Quando Maria, sendo Jesus, na aparência, pequenino, lhe dava o seio – o leite era desviado pelos Espíritos superiores que o cercavam, de um modo bem simples: em vez de ser sorvido pelo “menino”, que dele não precisava, era restituído à massa do sangue por uma ação fluídica, que se exercia sobre Maria, inconsciente dela.” (1º vol, pág. 243).
“Os Espíritos superiores que o cercavam em número, para vós, incalculável, todos submissos à sua vontade, seus dedicados auxiliares, faziam desaparecer os alimentos que lhe eram apresentados e que não tinha para ele utilidade. Aqueles Espíritos os subtraiam da vista dos homens, de modo a lhes causar completa ilusão, à medida que parecia ser ingeridos por Jesus, cobrindo-os, para esse fim, de fluidos que os tornavam invisíveis. ” (1º vol, págs. 262/263).
Interessante é que somos informados que todos os espíritos que o cercavam, eram submissos a sua vontade, seus dedicados auxiliares, e questionamos; qual era a necessidade de tantos espíritos superiores? Não poderia ele mesmo executar esse trabalho, uma vez que tinha esse poder?
Enquanto sua estadia na Terra, o mestre nunca se utilizou da intervenção de espíritos superiores para a realização das curas que praticava, quando se reportava ao poder divino, este sempre se dirigia diretamente a Deus.
E mais, denigrem a imagem virtuosa de Maria, mãe de Jesus. Os falsos evangelistas a denigrem, taxando-a de ignorante das leis materiais (vol. 1 de pág. 202); “... alegando que esta teve completa ilusão do parto e da maternidade” (vol. 1 de pág. 196); “... cumpria muito pouco dos deveres que a maternidade impõe às mulheres” (vol. 1 de pág. 246).
Os aleivosos “discípulos do Mestre” relatam que a gravidez de Maria foi aparente e dão uma informação científica que prima pela infantilidade, desconhecendo inteiramente o mecanismo fisiológico de uma gravides”...
Pela ação dos fluidos empregados, o mênstruo parou durante o tempo preciso de uma gestação, contribuindo este fato para a aparência da gravidez, pela intumescência e pelos incômodos ocasionados”. Aliás, os “evangelistas”, que ditaram “A Revelação da Revelação”, desconhecem mesmo a fisiologia humana, desde que igualmente afirmaram: “O que entra no homem vai aos intestinos e daí para o lugar secreto” (pág. 557, vol. 4). E é essa mística grassa que infelizmente ainda é divulgada em nossa doutrina, lastimavelmente, pois as incongruências filosóficas e cientificas são absurdas.
E mais, nos informam de que Jesus na infância, “gostava da solidão e seus hábitos eram tidos por quase selvagens, visto não conviver com os meninos de sua idade” (pág. 246, vol. 1). Que brutalidade! O amado Mestre, Espírito puro por excelência, depreciado e desrespeitado mais uma vez pelas entidades mistificadoras, ante Cristo, que compõe a falange roustainguista. Os Espíritos trevosos, juntamente com o Sr. Roustaing, conseguiram até mesmo menoscabar a figura poética da “Rosa de Sarom” (“Lírios do Campo”), tentando tornar vil, desprezível, a bela imagem inspirada pelo Cristo, falando do amparo divino: “... nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles”, Mateus 6: 28-29, dizendo que os lírios eram habitat de larvas constituídas de substâncias humanas, “que rastejam ou antes deslizam, tendo os membros, por assim dizer, em estado latente”, encarnação de “anjos decaídos”, Espíritos superiores que sofreram processo de retrogradação espiritual, que faliram por terem se transviado pelo orgulho, quando já estavam trabalhando na constituição de planetas (vol.1 de pág. 313). Quanta insânia! É senhor Godinho, como é que vamos esclarecer esta “revelação” mística como se demora?
Sendo o espiritismo uma doutrina lógica e racional, como adicionar um misticismo dessa monta ao mesmo, sem adulterar lhe o postulado? O que Roustaing nos apresenta em sua obra, nos diz de que Jesus não passou de um homem mentiroso e mistificador, pois passou pela vida desde a infância, enganando-nos, não necessitava de alimento, então fingia mamar, até então não teve culpa, pois foi à mamãe e os espíritos superiores que se detiveram a desviar o leite, iludindo a Humanidade. Mas o garotinho foi crescendo e continuou a enganar, agora já sabia o que estava a fazer, engava o pai, fingindo trabalhar, tornou se homem e continuou a fingir, então fingia alimentar-se, mas não parou nisto. Foi preso e foi crucificado, sendo pregado na cruz, e o pior é que um corpo energético se permitiu pregar pelas mãos, e ainda mais cruel de toda esta farsa, é que ele fez com que seu sangue fosse derramado, pelas mãos e pela cabeça, quando lhe colocaram a coroa de espinhos, tanto quanto quando lhe cravaram as cravas nas mãos e nos pés.
Senhor Godinho, estes apontamentos de Roustaing transformam Jesus em um farsante, pois conforme as informações apresentadas no evangelho, nosso Mestre sofreu ao ser pregado na Cruz do Calvário, mas conforme nos foi informado pelo autor dos Quatro Evangelhos, o corpo de Jesus era fluídico, então tudo isto não passou de uma representação, e o que é pior, mentirosa.
Senhor Godinho o Roustaing não deixa de corromper apenas a lógica do espiritismo, que Allan Kardec nos pediu com tanto ênfase a conservássemos, e que estas nos fossem o paramento de análise do que ouvimos dos homens e dos espíritos, mas corrompe ainda e também a verdade, apresentando-nos um Jesus místico e mentiroso que passou pela vida engando a humanidade.
Meu amigo, esta obra escrita por Roustaing valida o dogma católico de Niceia o do à imaculada Conceição, e o que é pior, procura transformar este dogma em uma verdade, utilizando-se do espiritismo, da mediunidade, e como já dito do nome venerável dos apóstolos. O senhor pode negar Godinho, de que Os Quatro Evangelhos, não é uma obra mística?
Que pena meu amigo que você e o pessoal da FEB se demorem a prestar homenagens a espíritos mistificadores, pois se eu me demorasse designando-os com outro nome eu não estaria sendo sincero, pois espíritos, não direi superiores, mas bons, sinceros, e honestos, não teriam uma atitude indigna e infeliz como esta.
Na carta aos Efésios, Capítulo 5:11, Paulo chama-nos a atenção, clamando: “Não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as”. E em O Livro dos Espíritos Allan Kardec questiona o Espirito da Verdade, e  recebe deste a seguinte resposta, vejamos:
624. Qual o caráter do verdadeiro profeta?
"O verdadeiro profeta é um homem de bem, inspirado por Deus Podeis conhecê-lo pelas suas palavras e pelos seus atos. Impossível é que Deus se sirva da boca do mentiroso para ensinar a verdade."
Então meu amigo Godinho, eu e você, temos um dilema nas mãos, pois conforme Kardec nos é preferível rejeitar noventa e nove verdades, e não aceitarmos uma mentira, e nos Quatro Evangelhos nós não encontramos apenas uma mentira, mas muitas mentiras; lógico exceto que os roustanguistas provem em contrario.
Senhor Godinho, me responda, vamos procurar esclarecer quais os motivos que levam a FEB permanecer subordinada a esses espíritos mistificadores, pois eu sei meu querido irmão que nem V.Sa. nem os demais diretores dessa Casa podem negar o que aqui escrevo. Se este evento infeliz for concretizado, nós espiritas só temos a lamentar, por V.Sa. , pois estarás a ligar-te a essas entidades mistificadoras por séculos e séculos consecutivos, e pela FEB que se demorará presa desses espíritos mistificadores que a subjugarão ainda por tempo indeterminado.
Estou à espera de sua resposta, fique tranquilo meu amigo, pois vamos nos  relacionar conforme nos pede o Espiritismo, polemizar de maneira inteligente, atentos como devemos ser ao respeito e ao amor que devemos aos nossos opositores. Pois eu tenho certeza amigo querido de que um dia, a lógica e a razão estarão suplantando essa mística insustentável, pois a evolução é implacável e a nada e a ninguém relega a imaturidade e as ilusões efêmeras da vida. Mas utilize o bom senso, a inteligência e a lógica, e não se demore como pedra de escândalo, pois conforme as palavras de Jesus, é necessário que o escândalo venha, mas ai daquele por quem o escândalo vier.
      Um abraço.
          José Sola
Saiba mais sobre a polêmica entre o Roustainguismo e os espíritas.

E, claro, dada a importância desse assunto, certamente voltaremos a tratar dele em outras ocasiões.