terça-feira, 17 de março de 2020

Coronavírus: mundo em pânico e vazio de espiritualidade


O pânico toma conta do mundo por conta da expansão do coronavírus; mortes em massa, fronteiras fechadas, pessoas confinadas em suas casas e uma crise econômica sem precedentes são os efeitos mais visíveis desse caso. No meio espírita, é sentida a necessidade de cancelamentos de eventos doutrinários. Diante disso, é natural que se busque respostas espirituais para explicar essa calamidade planetária, donde não poderíamos subestimar a ignorância e a malvadeza dos espíritos mais fracos, que não perdem a oportunidade de aparecer e disseminar suas superstições e torpezas supostamente em nome de certas entidades. Veja-se, por exemplo, a proliferação de fakeNews, em bom português: notícias falsas, que não são brincadeiras, são crimes morais, especialmente para com as pessoas menos preparadas.

É nesse sentido que recomendas a leitura do informe que publicamos da Associação Médico-Espírita do Brasil sobre os cuidados básicos em prevenção ao coronavírus (veja aqui).

Trazemos também um vídeo do médium e orador espírita Divaldo Pereira Franco falando dessa pandemia:


Todo esse pânico nada mais é do que um flagrante do vazio espiritual das pessoas; não um vazio de fé, porque há fé em tantas coisas, incluso no materialismo; não um vazio de religião, porque há muitas liturgias e cerimoniais. Dizemos um vazio de verdadeira espiritualidade, de verdadeira fé, de verdadeira religiosidade, coisas que transcendem os valores de nossa dimensão terrena; é um vazio de Deus, de fraternidade universal, de autoconhecimento; falta de filosofia espírita.

É preciso conservarmos a lucidez e a racionalidade: todos nós, nesse mundo ainda de expiações e de provas, estamos expostos todo o tempo a uma infinidade de males, inclusive o de morrer subitamente por conta dos mais insignificantes motivos, através das mais insignificantes vias; a morte é fato, inexoravelmente e para todos, pelo que devemos estar sempre cientes dessa condição natural; não há razão, pois, para estranheza alguma, nem de desconfiança de que as coisas estejam "fora do controle da espiritualidade" e, sobretudo, de "Deus"; tudo faz parte da bondade, sabedoria e onipotência divina. Logo, confiemos no nosso pai celestial.

A preocupação com a morte e o desejo de viver é um instinto natural e está na Lei de Conservação (ver em O Livro dos Espíritos, especialmente entre as questões 702 e 765. Contudo, não percamos de vista que esta nossa condição física atual não é a vida definitiva, que este mundo material é só mais um laboratório dentre todas as moradas da casa do pai.

Compreendamos os valores espirituais e as condições existenciais, e veremos que não é o coronavírus ou qualquer outra enfermidade carnal que precisa receber tanta atenção de nossa parte, mas a necessidade de evoluirmos espiritualmente, nos campos da intelectualidade e da moral. Que esses dias de reclusão sirvam inclusive de oportunidade para o estudo desses valores. Para isso, oferecemos a nossa plataforma online de estudos espíritas PEADE.

Então eu fico com a definição de Herculano Pires para o Espiritismo:


"O Espiritismo é a doutrina que esclarece consolando e consola esclarecendo."
Jose´Herculano Pires

7 comentários:

  1. cumprimento a equipe do Luz Espírita por tão edificante e esclarecedora mensagem que esta nos oferecendo para construir calma em nosso viver e buscarmos através de vibrações no bem, dirigidas ao nosso orbe, vencermos mais um desafio em nosso progresso espiritual. Tenham forças para continuar esse belo trabalho.

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  2. Felicitações à equipe Luz Espírita.
    Quem tem juízo obedece; quando não se tem juízo o corpo e a alma padecem.

    Ave Cristo !!!

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Digam-me, por favor, não teria sido mesmo este Divaldo que vem apoiando o fascismo? Sejamos coerentes, temos um problemas real que nos afeta, fugir disso constitui uma anticaridade, como nunca as pessoas (o termo "irmão, irmã" fica em segundo plano) demandaram auxílio, pelo menos no decorrer destes tempos mais próximos, necessitam tando de amparo, de caridade. Esqueçam, queridos, o ranço de religiosidade e mão à obra! Fora os falsos espíritas, como este Divaldo!

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  5. Morte não é fato. Estes termos são da lógica formal, usar fora de contexto constitui uma verdadeira falácia. Usem de tirocínio para encarar a situação rela com qual nos deparamos. Dos livros extraiamos o que de concreto nos leva a prestar ajuda, auxílio. Não desconheçamos nossa existência presente em favou de um algo que esta para "além" de nossa experiência e compreensão, não nos deixemos levar pela mística, pelo psicopatológico: os espíritos somos nós, visto que ação somos nós. De resto e suicídio e desamor.

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  6. Muita bobagem neste avaliação acima, reveja isto, sob pena de servir pra vc as injunções que vc faz, sobretudo quando responsabiliza a quem não se deve responsabilizar pelos acontecimentos nefasto, uma vez que não passamos de vítimas. Precisamos fazer valer tudo que aprendemos com os verdadeiros mentores espirituais e,juro, não será como uma abordagem despropositada, insana, como esta. Desculpe-me escrever muito, no mais. Sim, tenhamos - aqui na Terra, com nossos amargos e reais problemas - o Deus vivo conosco, vivo e ombreando na nossa luta de caridade, caridade conosco mesmos e com os outros, sem o ranço de religiosidade, sem igreja, como oração nos limites dos nossos esforços possíveis de socorro, ajuda e manutenção de nossa sanidade e amor. É isto, fiquemos em paz e que tenhamos forças NESTA VIDA, esquecendo a morte como um "fato", que o equivocado irmão/ã escreve acima.

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